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E3 2015: Entre o sonho e a realidade

A E3 de 2015 tenta ser mais quente do que a edição anterior, considerada morna, com poucos anúncios de peso.

Embora as conferências sejam realizadas por várias publishers, entre elas a Ubisoft, EA, Square Enix, Nintendo e a Bethesda, cuja estreia na E3 foi muito aplaudida pela apresentação de Fallout 4, o que define a temperatura do evento são mesmo as performances de Sony e Microsoft.

Cada qual reservou uma ou mais bombas para as suas apresentações, no intuito de garantir o que poderia ser eleito depois como o instante memorável da E3 2015. Para atingir o objetivo, no entanto, optaram por estratégias diferentes. A Microsoft apostou no presente, a Sony, no futuro. Phil Spencer, chefe da divisão Xbox, revelou logo de saída a tão requisitada retrocompatibilidade do Xbox One com os jogos do Xbox 360. Haverá até o natal deste ano uma lista de jogos do console antigo disponível para ser jogado no novo aparelho.

Sem dúvida, uma bomba, e uma jogada inteligente para impulsionar as vendas do Xbox One, já que a base instalada do X box 360 ainda é gigantesca mundo afora e esse é o incentivo que faltava para milhões de jogadores migrarem para a nova plataforma.

Ainda calcada no palpável e no curto prazo, foram anunciados o novo controle elite do Xbox One, com peças encaixáveis e que se adaptam às exigências do jogador, prometendo ser o joystick definitivo, a nova dashboard, mais rápida, bonita e funcional e as datas de lançamento de Halo 5, Rise of Tomb Raider, Fable Legends e Forza 6, além de anunciar para o natal do ano que vem Gears of War 4.

Scalebound e Quantum Break, também prometidos para o ano que vem, ficarão para a Gamescom, evento importante da indústria que ocorre na Alemanha, no segundo semestre. ReCore foi o novo título anunciado que ninguém esperava, dos criadores de Mega Man e Metroid Prime, com previsão de lançamento também para 2016.

Entre os indies, que ganham cada vez mais relevância no portfólio do Xbox One, os destaques ficaram por conta de Below, dos mesmos criadores do já clássico Limbo, e Cuphead, com estética de desenho animado americano dos anos 1930/40.

Muito original em sua proposta estética, a imprensa também tem elogiado o gameplay, uma prova de que Cuphead não foi feito apenas para ser assistido, mas essencialmente jogado. Houve ainda uma demonstração excelente e ovacionada do HoloLens, o óculos de realidade virtual, com o jogo Minecraft, mostrando que a Microsoft realmente deseja ser a líder nesse segmento de entretenimento e tecnologia.

Foi uma apresentação correta, equilibrada entre o curto prazo, com os títulos que chegam nos próximos meses, e o médio prazo, com os lançamentos a sair daqui a seis meses e um ano.

Alguns podem dizer que faltou o anúncio do jogo bomba, a despeito da retrocompatibilidade já ter sido uma tacada de mestre. Muita gente esperava por Battletoads, mas a Rare acabou por anunciar um multiplayer com piratas chamado Sea of Thieves. Ocorre que a Microsoft é assim: parece aquele bom aluno, que faz tudo direitinho, faz boas entregas e dentro do prazo, mas nem sempre é o mais carismático. Assim como 2014, neste ano, Phil Spencer entregou a melhor conferência da E3, não necessariamente o melhor show.





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