Aguarde...

Lançamento: Uns Troço do Só Mascarenhas

  • Segunda-feira, 01 de Dezembro
  • 19:00
  • Mezanino
    LIVRARIA CULTURA - BOURBON SHOPPING COUNTRY
    Cidade: Porto Alegre - RS
compartilhar

Descrição

 Uns Troço do Só Mascarenhas. Mas que título intrigante, prosaico e , ao mesmo tempo, misterioso o desse livro. Não é? Nada muito diferente, todavia, se considerando que tal nome vem da mente de um sujeito, no mínimo, incomum: Carlos Carneiro, seu autor. O livro estará chegando às melhores lojas do ramo, em novembro, pela editora Stereophonica. Fora os textos, que são questão muito à parte, adorna o livro o traço de Carla Da Cunha Barth, a artista plástica que deu beleza às ilustrações feitas para o volume.

Sinto-me, na verdade, sendo uma “pequena parte” de Uns Troço do Só Mascarenhas. Poderia dizer, até mesmo, que tenho uns cinco por cento, mais ou menos, de Só Mascarenhas a correr em minhas veias. Explico: quando ainda eu residia em Brasília “meti” uma violenta pilha no Carlinhos Carneiro para que, de uma vez por todas, ele trouxesse à vida “Só Mascarenhas” (seu alter ego/heterônimo/duplo/reencarnação – seja lá o que for, embora nada disso importe). Importa, na realidade, que esse livro é simplesmente – evocando a  expressão mais jovem-porto-alegrense – “muito afudê”. É também, sim, uma obra “sem igual”. E outra: não tem absolutamente nada daquilo que, cada vez mais comumente, vemos, ou melhor, lemos nos escritos de nossos contemporâneos autores.

Nada, por exemplo, de tramas vividas ao Sul da França, graças a Deus. Daquelas, tipo assim, em que o personagem experimenta as “melhores trufas do mundo” enquanto, incuravelmente depressivo, descobre por lá um amor que não dá e que nunca dará certo – e sofre... Nada dessa já para lá de obsessivamente cansativa coisa que adoram chamar de “literatura pop”. Daquele modelo em que o escritor intimamente se compraz (quase se acomete de turgescências, que, além de sinônimo para “orgasmo”, é uma palavra mil vezes mais bonita) citando, recitando e ressoando o quanto Radiohead mudou sua vida. Ou, então, que Queens of the Stone Age e Foo Fighters “isso e aquilo”: o velho blá-blá-blá de sempre. Igualmente nenhum resquício da chatéssima “prosa moderna brasileira” atual, que, feito exceções, é um verdadeiro porre de cointreau sabor laranja. Um dia experimente tomar uma borracheira desse troço para ver o quão a ressaca do bagulho é islâmica. 

Mas um lance que, de verdade, muito me chamou atenção nessa jogada Carlos Carneiro/Só Mascarenhas, nesse livro, coincidentemente tem ver com aquela que foi uma das melhores leituras que andei fazendo nesses últimos tempos. Chama-se, o livro, O Mesmo Homem (Difel). David Lebedoff, o autor, mostra por “a+b" – munido de um arsenal de surpreendentes justificativas –, que, segundo ele, os escritores ingleses George Orwell (A Revolução dos Bichos, 1984) e Evelyn Waugh (Memórias de Brideshead) partilhavam entre si uma série de surpreendentes coincidências que o leigo leitor jamais poderia supor ou imaginar. Ambos os escritores por toda vida cultivaram (e disseminaram), sem abrir mão, duras convicções sobre o preceito de “certo e errado” e, de corpo, alma, cérebro e, sobretudo, com as próprias vidas devotaram-se à tão cara causa da liberdade individual. (Orwell e Waugh, embora contemporâneos e conterrâneos, nunca vieram a se conhecer, o que é mais louco).

Informações Importantes

Tipo de evento:
Cidade: Porto Alegre - RS
Data: Segunda-feira, 01 de Dezembro
Hora: 19:00
Local: Mezanino

Loja: LIVRARIA CULTURA - BOURBON SHOPPING COUNTRY
Avenida Túlio de Rose, 80 - Piso 2 - Loja 302


Duração: 3 horas

ROLAR PARA O TOPO