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"A psicopatologia dos mitos"; "Doze Trabalhos de Hércules" e "Prometeu e Pandora" de Viktor D. Salis

Palestra e Noite de Autógrafos

  • Quarta-feira, 09 de Setembro
  • 19:00
  • Loja de Artes
    LIVRARIA CULTURA - CONJUNTO NACIONAL
    Cidade: São Paulo - SP
  • Gratuito (inteira)
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Descrição

Palestra e Noite de Autógrafos

 A psicopatologia dos mitos

Nestes simpósios, seminários e conferências, são abordados os conceitos de doença e saúde para o pensamento filosófico dos antigos gregos e egípcios, revelando sua extraordinária atualidade em pleno séc. XXI. A doença era compreendida como o resultado de um modo de vida desarmônico e desapaixonado. Essa falta de paixão pouco tem a ver com a amorosa, estando mais ligada ao sentido da palavra apathos, que pode ser traduzido livremente como a falta de atração pela vida, pois, quando se perdia essa atração, o sujeito ficava exposto a toda sorte de males do corpo e da alma. Pathos, a paixão pela vida, curiosamente está hoje na raiz da palavra “patologia”, que é como ficou designado nos dias atuais o estudo das doenças. Estaria, na modernidade, o homem condenado a viver sem paixão pela vida e pelo outro? Os gregos antigos consideravam os opostos aristos (o homem que se assemelha aos deuses – plenitude do ser) e arostos (o homem que se afasta dos deuses – ausência de plenitude, é o que está doente) como o fundamento da medicina e da busca de terapias para o resgate da saúde. Esta era a forma de tratar o corpo, a psiquê e o pneuma (espírito) que, ironicamente, tentamos hoje resgatar.

Os doze trabalhos de Hércules  

A intenção desta obra é transportar para o século XXI a arte de formar “homens obras de arte, éticos e criadores”, repensando a chamada Paidéia, que era a base da educação das crianças e jovens na antiguidade, até o século V a.C. Trata-se aqui de reconquistar para a modernidade, ou pós-modernidade, uma das grandes lições de educação ética e criadora que o mundo antigo e, de forma mais acabada, o mundo helênico nos legou. Na verdade, essas lições não conhecem diferença alguma entre o antigo e o moderno, uma vez que a dignidade e o respeito ao direito de nascer, viver e morrer não conhecem – e nem podem conhecer – variações e muito menos “modismos”; portanto, não se trata de nenhum saudosismo. Estas questões são e sempre serão atuais e imutáveis e só podemos lamentar que a modernidade tanto as tenha relevado ao esquecimento, para a educação e formação do homem de hoje, privilegiando a aquisição de um conhecimento desvinculado de toda e qualquer ética, honra e dignidade para se viver neste planeta.

Prometeu e Pandora

PROMETEU E PANDORA – A CRIAÇÃO DOS HOMENS foi inspirada nas tradições míticas gregas. Foi escrita na forma de poesia dramática para realçar a beleza dos mitos e relembrar as formas arcaicas de declamação, que despertavam o entusiasmo e o êxtase dionisíaco frente ao belo e ao sagrado. Discorre na forma de uma peça teatral para tornar “mais viva” a leitura, para quem quiser recuperar o modo de apresentação das antigas tragédias gregas, podendo, modestamente, ser considerada uma tragédia moderna. Procura contar a criação dos homens segundo as tradições arcaicas e alquímicas. Porém, se desenvolve até os nossos dias. Eis uma breve descrição de cada episódio: I - A Criação dos Homens. Centra-se no mito de Prometeu e Pandora, na divisão em masculino e feminino do humano primordial, no Enigma da Esfinge e sutilmente transporta-nos para o homem sem destino dos dias de hoje. Ironiza e reflete porque os deuses abandonaram os homens, porque criaram o masculino e o feminino e porque o homem não sabe mais responder: Quem sou eu e que faço aqui? De onde vim? Para onde vou? Interlúdio. Conta a história do amor impossível de Apolo pela ninfa Dafne, que representa o dilema dos homens em optar pelo amor ou pela luz. A seguir, discorre sobre as artes de amar da deusa Afrodite que domam até o mais implacável dos guerreiros – o deus da Guerra, Ares. II – Dos Homens sem Deuses ou: Das Cenas de um Cabaré da Existência. Como o título sugere, é a historia do homem contemporâneo. Passa-se num cabaré, que espelha o macrocosmos da condição humana através do microcosmos das mesas e do balcão de um cabaré. No fundo do cenário estão os deuses sentados, divertindo-se à custa do desencontro humano. De vez em quando, adentram o cabaré para verem ou comentarem algo, mas os homens não podem vê-los e nem percebê-los, embora cada um evoque o seu deus quando teme algo. Na frente do palco está um coro de dançarinas, que conversa ora com os personagens do cabaré ora com o público. Em todos os dois episódios o coro tem o papel de dialogar e instigar, ora os personagens, ora o público ou o leitor.

Informações Importantes

Tipo de evento: Palestra e Noite de Autógrafos
Cidade: São Paulo - SP
Data: Quarta-feira, 09 de Setembro
Hora: 19:00
Local: Loja de Artes

Loja: LIVRARIA CULTURA - CONJUNTO NACIONAL
Avenida Paulista, 2.073

Ingresso:

  • Gratuito (inteira)

  • Duração: 2 horas 30 minutos

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