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“Cala a boca já morreu” de Deborah Sztajnberg

Lançamento de Livro

  • Quarta-feira, 30 de Setembro
  • 18:30
  • Loja principal – Piso do Teatro
    LIVRARIA CULTURA - CONJUNTO NACIONAL
    Cidade: São Paulo - SP
  • Gratuito (inteira)
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Descrição

Lançamento de Livro

Era o ano de 2004 quando a advogada Deborah Sztajnberg e o historiador e jornalista Paulo César Araújo se conheceram num show de Lafayete e Os Tremendões. Apresentados um ao outro, Deborah seguiu um hábito cultivado há anos: entregou seu cartão ao jornalista com a observação: “Espero que você nunca precise de mim. Mas se precisar....”. Ela não imaginava que o defenderia três anos depois, num processo movido por um grande ídolo da MPB: Roberto Carlos. Mais: que esse litígio, que num primeiro momento retirou de circulação a biografia “Roberto Carlos em detalhes”, escrita por Paulo Cesar, seria considerado histórico por muitas razões. Fora a vitória obtida pelo biógrafo, o caso suscitou ainda discussões de questões como a liberdade de expressão e a volta da censura prévia. Neste ínterim, outros nomes da música se aliariam a Roberto Carlos e uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) foi julgada pelo STF, que desobrigou a autorização para biografias. Nessa votação, a ministra Carmen Lucia citou o provérbio que dá título a “Cala boca já morreu: A censura judicial das biografias”, livro no qual Deborah Sztejnberg expõe os pilares de sua defesa.

Com o interesse despertado pelo caso na imprensa e na população, passou a fazer parte da rotina da advogada responder às mais variadas perguntas. “Por que o Roberto Carlos está ofendido se não há no livro nada que macule sua honra ou sua história?” ou “Por que ele alega que o livro traz inverdades quando a pesquisa se pautou em declarações dele próprio à imprensa e nunca por ele contestadas?” eram apenas duas das muitas perguntas recorrentes. De tanto responder a questões semelhantes, Deborah decidiu colocar no papel a via-crucis pela qual ela e seu cliente passaram. E deu mãos à obra ao relato, escrito originalmente como tese de doutorado.  “Essa história não poderia morrer comigo. Só Paulo e eu sabemos o que passamos. Trata-se de um episódio emblemático”, justifica ela.

Um caso emblemático pede uma defesa rica em minúcias. E o leitor tem diante dos olhos um discurso  fundamentado em bases teóricas do Direito e também em elos com casos até então sem precedentes ou mesmo que criaram jurisprudência, envolvendo personalidades de diferentes épocas. Ao defender o acesso a informações históricas, a advogada lembra, por exemplo, as duas tentativas em que a atriz Elizabeth Taylor tentou impedir , em épocas diferentes, que duas emissoras diferentes de TV fizessem séries sobre sua vida.

Já ao tratar do tema direito à privacidade, lembra o processo movido pela atriz brasileira Claudia Abreu contra uma revista que, à sua revelia, publicou foto dela com a filha  uniformizada, revelando assim o local onde a criança estudava. Já ao tratar de direito ao esquecimento, traz à tona o processo de uma apresentadora de TV contra o Google. O pleito? Restringir o acesso do público a imagens comprometedoras de trabalhos pretéritos da apresentadora. Assim, o livro segue uma linha de pensamento que, no dizer da própria autora, é “didática e direta, dentro do que as pessoas me perguntam ao longo desses últimos anos”.  E o resultado é o que o professor Eduardo Manuel Val destaca na apresentação do livro como “clareza e força argumentativa com que (a autora) encara e desvenda temas de enorme interesse para o leitor especializado e para o leigo que tem a curiosidade de abordar assuntos de extrema atualidade”. No mais, procure saber...

Mais sobre Deborah Sztajnberg:

Deborah Sztajnberg atua como advogada há 20 anos, tendo dedicado boa parte da carreira à defesa da liberdade de expressão e dos direitos autorais os mais variados. Entre as bandeiras por ela levantadas estão a do movimento pelo fim do jabá nas rádios (2003) e as jurisprudências em casos como o que desobrigou músicos a apresentarem a carteira da Ordem dos Músicos Brasileiros (OMB) para se apresentarem em shows e o que deu a dubladores de séries os royalties pela comercialização dos produtos. É doutora em Direitos Fundamentais, mestra em Direito do Entretenimento e especialista em gerência na Indústria do entretenimento, tendo obtido este título na Universidade da Flórida. É autora também de “O show não pode parar – Direito do Entretenimento no Brasil” (Editora Espaço Jurídico, 2005). 

Informações Importantes

Tipo de evento: Lançamento de Livro
Cidade: São Paulo - SP
Data: Quarta-feira, 30 de Setembro
Hora: 18:30
Local: Loja principal – Piso do Teatro

Loja: LIVRARIA CULTURA - CONJUNTO NACIONAL
Avenida Paulista, 2.073

Ingresso:

  • Gratuito (inteira)

  • Duração: 3 horas

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