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CAIO FERNANDO ABREU



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Sinopse

“Arfam levemente os dois. Ela dorme segura protegida no ombro dele que a protege seguro. Mesmo dormindo, mesmo do lado de cá. E isso é para sempre, por mais que o tempo passe e a afaste cada vez mais dele, que continua eterno naquele segundo em que o viu. E isso ninguém roubará, repete-se, mesmo levando em conta todos aqueles meses de enganos vis que continuam e continuarão a vir depois daquele sonho.”“Caio era aluno e professor, sujeito e objeto, consciente e intuitivo, sofisticado e popular, engraçado e depressivo. Em seus inúmeros livros publicados, desde o início, acreditou na comunicação direta e imediata com o leitor. Não por acaso, tantos anos depois de sua morte, sua obra tem sido ainda mais valorizada do que antes. É impressionante a identificação das gerações posteriores a ele, e que, sem o conhecer vivo, tratam de manter viva sua obra.”— LUCIANO ALABARSEEste volume da série Caio Fernando Abreu: o essencial reúne os principais momentos da obra do escritor entre 1990-1996. É nessa fase que ele atinge a maturidade plena e o domínio dos meios de expressão, enquanto enfrenta o declínio físico progressivo, consequência da aids, doença de que viria a falecer.Estranhos estrangeiros, que abre o volume, foi publicado originalmente em 1996 e materializa de forma contundente a proposta estético-literária de Caio. Sua força expressiva sublinha as possibilidades de encontros em um mundo que parece desmoronar.Crônicas e poemas que o escritor não chegou a organizar em livro são apresentados em seguida. Eles revelam angústias, esperanças, ansiedades de Caio durante esse período.Destaca-se também a seleção das cartas de Caio aos amigos, aos colegas escritores e à família, apresentadas em ordem cronológica. Nelas, conhecemos um pouco de suas viagens, das primeiras suspeitas sobre seu estado de saúde, além do histórico de seus últimos momentos.Para fechar a obra, um depoimento do escritor à imprensa em outubro de 1994, três meses depois de ter recebido o diagnóstico de sua doença, que revela seu estado de espírito e sua imensa capacidade de superação:“Sinto uma certa urgência. Isto é porque nos sentimos o tempo todo muito imortais [...]. O que nós chamamos de morrer é como nascer para outros planos. Além disso, já que isto aqui onde vivemos é tão fugaz, morrer deve ser algo prazeroso. Cada momento novo deve ser o mais bonito, o mais gostoso.”

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