Aguarde...

FUTEBOL EXPORTAÇAO



Produto sob encomenda
Previsão: 3 Semanas + Frete

Calcule prazo de entrega e frete:

 - 
Este produto pode ser retirado em loja

Sinopse

Não poderia estar mais longe da verdade quem acredita que a saída de jogadores de futebol do Brasil rumo ao exterior é sempre coroada com o êxito visto nos casos de Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Robinho, Denílson, entre outros. Radicados também fora do país, mais especificamente na Europa, os jornalistas Fernando Duarte e Claudia Silva Jacobs colheram depoimentos de jogadores que estão bem longe dos maiores centros da Europa e mostram, em 'Futebol exportação', um lado pouco conhecido do êxodo de atletas do futebol brasileiro. O livro conta que a opção pelo trabalho em campos estrangeiros é quase tão antiga quanto o profissionalismo do futebol verde-amarelo. Na década de 1930 - cerca de 60 anos antes de Ronaldo e Ronaldinho levantarem as torcidas nos estádios de Madri e Barcelona -, já havia brasileiros na Espanha, como Fausto e Jaguaré. Outro exemplo é o paulista Anfilógino Guarisi, o Filó, que não apenas transferiu-se para a Itália, como se aproveitou da ascendência italiana para conseguir cidadania e participar da conquista da Copa de 1934, tornando-se o primeiro brasileiro campeão do mundo. Já na Copa do Mundo da Alemanha, a equipe titular ideal de Carlos Alberto Parreira não teve espaço para atletas baseados no Brasil, algo que nunca havia ocorrido nas 17 participações anteriores do país em Mundiais. Os autores ainda prevêem que só mesmo contusões ou o surgimento tardio de uma extraordinária revelação dos gramados evitarão que, em 2010, a seleção viaje para a África do Sul com uma delegação formada apenas pelos baseados em clubes do exterior, sejam eles reservas ou titulares. De acordo com as estatísticas oficiais da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o fluxo de atletas para o exterior cresceu 392% entre 1992 e 2005. Um levantamento mais recente mostra que 804 jogadores deixaram o país no ano passado e 857, em 2004. Mercados como Alemanha, Itália, Espanha e Portugal continuam clientes fiéis ao nosso produto, mas tentar a sorte em algum país da África ou da Ásia também pode ser uma boa oportunidade de sucesso e estabilidade econômica. Embora não tão antiga, a presença de treinadores brasileiros no exterior também tem destaque. Técnicos e profissionais como preparadores físicos e até massagistas há pelo menos quatro décadas têm se habituado a ganhar o pão de cada dia longe do Brasil. Zico, no comando da seleção do Japão; Luiz Felipe Scolari, na de Portugal; Alexandre Guimarães, na da Costa Rica; e Marcos Paquetá, na da Arábia Saudita, são alguns exemplos de quem, mesmo sem entrar em campo, tem colaborado com o sucesso do nosso futebol. Mesmo com histórias e depoimentos de profissionais como Kaká, Robinho, Raí e Felipão, essa obra mostra que o eldorado muitas vezes se transforma em miragem e o êxodo dos brasileiros também é marcado por finais infelizes. Foi o caso do jogador Máximo, que morreu de frio e fome na Bélgica em 1967 depois de fracassar no futebol daquele país. Os números também provam que a transferência para o exterior não é um processo tão simples e automático - em 2005, 491 jogadores que tomaram o rumo do aeroporto retornaram ao Brasil. Há quem diga que o pior da despedida é para quem fica. 'Futebol exportação' conta que são justamente os torcedores brasileiros que mais sofrem com o caráter exportador do nosso principal esporte, já que só vêem seus ídolos passar pelos Maracanãs, Pacaembus ou Mineirões da vida um punhado de vezes. O único consolo está no fato de o país continuar produzindo atletas de qualidade, capazes de encantar e motivar os torcedores. Ainda que o privilégio de vê-los ao vivo, não do outro lado do oceano, seja cada vez mais raro.

Detalhes do Produto

    • Ano:  2007
    • País de Produção: Brazil
    • Código de Barras:  9798577560010
    • ISBN:  8577560015
    • Encadernação:  BROCHURA
    • Peso: 0.36 kg
    • Complemento:  NENHUM
    • Nº de Páginas:  128

Avaliação dos Consumidores

ROLAR PARA O TOPO