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O HOMEM ABSURDO



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Sinopse

O homem é ABSURDO em sua condição mais peculiar embora não se constitua no ABSURDO da existência. É ABSURDO porque é gratuidade efetiva, nada e ninguém conseguem justificá-lo absolutamente constituindo um sentido eficaz. A condição trágica da existência humana torna-o um ser errante e ambíguo, durante todo o seu percurso. Em sua finitude e incompletude esse andarilho caminha inseguro e por isso tem necessidade da constituição de razão, sentido, transcendência, valores para projetar suas limitações e na maioria das vezes, fugir da angústia, do desespero e do nada que são os seus mais legítimos fundamentos. Quando ousa enfrentar e se confrontar com a angústia, torna-se um gladiador em contínua luta consigo mesmo, deixando de ser a cada instante, para recuperar a si mesmo de forma mais contundente e madura. O homem age, cria e recria situações em que vive, existe ou projeta mimeticamente a sua andança em direção ao mais profundo que é a constituição de si mesmo ou a negação de si mesmo. Autenticidade e inautenticidade são condições existenciais. Concretizá-las depende do esforço e da decisão existencial do singular. Assumir a sua real condição seria uma boa alternativa para superar os dualismos que ele mesmo cria, e o sufoca e que impede de existir como Homem. Ironicamente ele mesmo aniquila a si próprio quando transforma a efetividade dilacerada da existência em representação e a organização disfarçada em controle e ajustamento social, destituindo a sua humanidade e vestindo a roupagem do HOMEM ABSURDO. Vindo do nada e sem uma fundamentação para o seu existir, o homem vive, por um lado, de projeções e constrói embaralhados quebra cabeças para continuar a viver uma vida de máscara e de tédio, que o atira num mar de lamas coberto por uma camada muito ténue de racionalidade, moralismo e civilização. Por outro lado, ele assume a esperança e a responsabilidade em edificar um lugar decente para construir a sua moradia, que seria o seu caráter em relação direta com o totalmente OUTRO. A tarefa de superar o absurdo enquanto niilismo parece difícil e exaustiva como demonstram os autores ao longo dos XXII aforismos, mas constitui numa exigência histórica de transfiguração e transvaloração do mesquinho mundo do rebanho, da reprodução em massa e da falta de singularidades como alternativa ao mundo dos individualismos e das homogeneidades que transformam tudo e todos em iguais e em unidimensionalidade rasa.

Detalhes do Produto

    • Ano de Edição: 2016
    • Ano:  2015
    • País de Produção: Brazil
    • Código de Barras:  2000955824421
    • ISBN:  9788569114192

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