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RAMO DE FLORES: ACOMPANHADO DE VARIAS CRITICAS

DAS FLORES DO CAMPO



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Sinopse

Vi-te uma vez e (novo Extranho caso foi!) Por entre tanto povo... Tanta mulher... Suppõe Que mãe estremecida Via o seu filho andar Sobre muralha erguida, Onde o fizesse ir dar Aquelle remoinho, Aquella inquietação D'um pobre innocentinho Ainda sem razão! E ora estendendo os braços... Ora apertando as mãos... Vendo-lhe o gesto, os passos, Quantos esforços vãos, O triste na cimalha Faz por voltar atraz... Sem vêr como lhe valha! A vêr o que elle faz! Pallida, exhausta, muda, Os olhos uns tições, Com que, a tremer, lhe estuda As mesmas pulsações... (Porque não é mais fundo O mar no equador, Nem é todo este mundo Maior do que esse amor! Mais vasto, largo e extenso Todo esse céo tambem Do que o amor immenso D'um coração de mãe!) Assim, n'essa agonia... N'essa intima avidez... É que entre os mais te eu ia Seguindo d'essa vez! Porque te adoro!... a ponto, Que ainda hoje, crê! Escuto e oiço e conto Os grãos de arêa até, Que tu, mulher! andando Fazias estalar Já mesmo longe e... quando Deixei de te avistar! II Os olhos são D'uma expressão! Que linda bôca! O pé nem toca, De leve, o chão! Aquelle pé De leve até Nem se elle sente! E sente a gente Não sei o que é... E a graça, o ar, D'aquelle a andar! Que véla passa Com tanta graça Á flôr do mar! Os olhos vêr Um só volver De olhar tão dôce, Que mais não fosse... Era morrer! Os dentes sãos E tão irmãos E tão luzentes! Que bellos dentes! Que lindas mãos! III

Detalhes do Produto

    • Ano de Edição: 2015
    • Ano:  2015
    • País de Produção: Canada
    • Código de Barras:  2000176217101
    • ISBN:  9781465569653

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