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ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
- 14 x 21 cm
1ª Edição
- 2002
176 pág.
A mais importante reportagem do século XX - um retrato de seis sobreviventes da bomba atômica escrito um ano depois da explosão. Quarenta anos mais tarde, o repórter reencontra seus entrevistados. A bomba atômica matou 100 mil pessoas na cidade japonesa de Hiroshima, em agosto de 1945. Naquele dia, depois de um clarão silencioso, uma torre de poeira e fragmentos de fissão se ergueu no céu de Hiroshima, deixando cair gotas imensas - do tamanho de bolas de gude - da pavorosa mistura. Um ano depois, a reportagem de John Hersey reconstituía o dia da explosão a partir do depoimento de seis sobreviventes. Quarenta anos depois, Hersey voltou a Hiroshima e escreveu o último capítulo da história dos hibakushas - as pessoas atingidas pelos efeitos da bomba. Hiroshima permitiu que o mundo tomasse consciência do catastrófico poder de destruição das armas nucleares.
Opinião do Leitor:
maria da gloria lins silva / Data: 7/4/2006 Conceito do leitor: | (opine)
arrasador e deprimente...
É uma narração forte e firme, do início ao fim. Seis vidas viradas de ponta-cabeça depois da queda da bomba atômica em hiroshima. É terrível como os países aliados depois de terem criado a bomba ainda a usaram na manhã de 6 de agosto de 1945. Em abril do mesmo ano hitler já tinha se matado, e em maio a Alemanha já tinha se rendido. E em muito pouco tempo a rendição do Japão era coisa certa... O sofrimento de seis pessoas é descrito, indo desde o dia anterior à queda da bomba, bem como, resumidamente, pelos próximos anos. Quando se pensa no número imenso de vítimas fatais e lesionadas para o resto de suas vidas, é triste de se constatar como a paz parece apenas uma palavra e nada mais.
Saiu na Imprensa:
Isto É Gente /
Data: 17/1/2003 Hiroshima
Seis dramas compõem a melhor reportagem do século 20
Luciano Suassuna
Lá se vão 13 anos da queda do Muro de Berlim e toda uma geração que cresceu sem o temor do holocausto nuclear chega finalmente à vida adulta. Lá se vai mais de meio século da explosão da bomba atômica e muitos dos contemporâneos do ataque a Hiroshima parecem perder na lembrança o momento em que a humanidade extrapolou todos os limites da razão. Fosse apenas para refrescar a memória desta era em que o poder militar dos países ficou marcado pelos que têm bombas e os que têm “a bomba”, Hiroshima (Companhia das Letras, 172 págs.) já valeria a pena. Mas, como os grandes clássicos, o livro de John Hersey, uma reconstituição do massacre a partir do drama de seis sobreviventes, está mais atual que nunca.
Hiroshima ocupou todas as páginas da revista The New Yorker três semanas depois do primeiro aniversário da explosão da Bomba A. Foi escolhida a melhor reportagem do século 20 em todas as listas que pipocaram entre 1999 e 2000. Além de reproduzir o texto original, o livro conta com um capítulo extra, no qual Hersey relata a volta à cidade e o fim dos seis personagens, 40 anos depois. No posfácio, Matinas Suzuki
Jr. explica como foi feita a reportagem e o impacto que ela causou na sociedade americana.
O livro é excepcional porque trata daquilo que realmente interessa: sentimentos em estado bruto. É o caso, por exemplo, da viúva que, depois de salvar os três filhos pequenos, tratou de encontrar sob os escombros da casa o sustento da família, uma máquina de costura (que escondeu numa caixa d’água).
Hiroshima são vidas sendo decididas em fração de segundo, como no reflexo do reverendo que, por estar a três quilômetros do epicentro, teve tempo de dar quatro passos e se proteger daquele clarão entre duas grandes pedras de um jardim. É um antológico apanhado de pressões que moldam um caráter, como o relato do cirurgião recém-formado que trabalhou durante três dias seguidos com apenas um hora de sono, escolhendo, em meio a uma multidão de feridos que se estendia pelo chão do estacionamento do Hospital da Cruz Vermelha, aqueles que tinham mais chance de sobreviver.
Hiroshima está repleto de instantes que nascem para ser eternos, como o drama da filha de um dos protagonistas que, 20 anos depois, teve seu casamento proibido pelo pai do noivo, receoso de ter netos mutilados em função da exposição da nora à Bomba A.
Uma bomba cujo barulho foi ouvido a muitos quilômetros de distância, mas não na cidade. Em Hiroshima, a morte atômica chegou em silêncio, sob a forma de um clarão que derrubou casas, quebrou vidraças, cozinhou pessoas até os ossos. Às vésperas de mais uma guerra, este passado assustador está aí, vivo e atual, para provar que a humanidade é capaz de errar muitas vezes seguidas.
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