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Literatura E Resistencia





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Ficha Técnica Saiu na ImprensaSobre o Autor

ISBN: 
ISBN-13: 
Livro em português
Brochura
1ª Edição - 2002

297 pág.
Sinopse

'Resistir é preciso' - eis o lema proposto por Alfredo Bosi ao analisar alguns dos mais combativos escritores brasileiros. Suas análises de autores como Cruz e Sousa, Lima Barreto, Graciliano Ramos, Darcy Ribeiro e João Antônio promovem um diálogo entre estética e ética, ao lançar mão de uma visada crítica que propõe um 'historicismo renovado'.
Saiu na Imprensa:

O Estado de S. Paulo  /   Data: 20/3/2003
Alfredo Bosi pode vencer eleição para a ABL
Na votação de hoje, ele é o principal concorrente à cadeira n.º 12, que pertenceu a dom Luciano

BEATRIZ COELHO SILVA

RIO - Hoje, a partir das 16 horas, a Academia Brasileira de Letras ganha novo imortal e tudo indica que o eleito será o crítico literário Alfredo Bosi , vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. Ele concorre à vaga n.º 12, ocupada até setembro do ano passado pelo cardeal dom Luciano Moreira Neves. Há mais três candidatos, o escritor e roteirista José Louzeiro, a ensaísta Ieda Otaviano e a escritora-memorialista Laurita Mourão. Dos três, só Loureiro deve ter parte dos 38 votos nesse pleito. Além da cadeira de dom Luciano, está vaga a que era ocupada por Evandro Lins e Silva.

Os imortais são discretos em suas preferências, pois o ritual da Casa de Machado de Assis exige que ninguém declare voto. Mas um deles adianta que deve haver apenas um escrutínio. "É fácil, o Bosi conta com uns 30 votos", avisa. E o candidato, que mora em São Paulo, vai aguardar o resultado na casa do presidente da instituição, o poeta Alberto da Costa e Silva. Bosi tem 67 anos e uma carreira acadêmica. É formado em Letras Latinas pela USP, da qual é livre-docente desde 1970. No ano passado, lançou pela Companhia de Letras seu 13º livro: Literatura e Resistência. Já ganhou também o prêmio Jabuti, da ABL, em 1992, por seu livro Dialética da Colonização.

Seu principal concorrente, Louzeiro, faz uma literatura popular. Ex-repórter policial, compara a eleição à ABL com a investigação caso misterioso.

"Concorrer é como desvendar uma história policial, pois a gente tenta saber o que pensa gente muito culta e educada. Esse convívio é ótimo", elogia. Ele diz ter 12 votos prometidos e muita admiração pelos acadêmicos. "Sou amigo de todos eles, de longa data. Se não for eleito, vou cumprimentar o Bosi com o maior prazer porque ele é um intelectual muito importante. Nem sei por que estamos concorrendo. Acho que é o destino."

A obra de Louzeiro é extensa, mais de 30 livros, roteiros de cinema e televisão. Foi repórter policial e criou um gênero: acrescentou à investigação e exatidão dos fatos um estilo literário. Passou aos livros-reportagens que fizeram época e foram para o cinema, com roteiro dele. É o caso de Lúcio Flávio, Passageiro da Agonia (sobre o bandido classe média dos anos 70), Aracelli, meu Amor (denunciando o assassinato de uma menina por rapazes da alta sociedade capixaba) e Infância dos Mortos, que depois virou o filme Pixote, a Lei do mais Fraco. Escreveu ainda novelas para a extinta TV Manchete (Corpo Santo e Guerra sem Fim são as mais conhecidas) e para a Globo (Gente Fina).

"Em outra ocasião, Louzeiro seria o candidato ideal, pois une estilo, competência e sabe como agradar ao público. Mas agora é a vez de entrar alguém ligado ao mundo acadêmico", explicou outro imortal foi cabo eleitoral, quase confesso, de Paulo Coelho, o mais jovem e recente eleito.

"A pluralidade da Academia será mantida se ele se candidatar numa próxima oportunidade."

Mas ele terá que esperar vaga na imortalidade. A que foi ocupada pelo jurista Evandro Lins e Silva até dezembro do ano passado, deve ser preenchida por uma mulher, ou a escritora Ana Maria Machadoou a arqueóloga Maria Beltrão. Elas são as mais cotadas entre os 12 inscritos para a eleição que ocorre em 24 de abril. Correndo por fora, há pelo menos dois candidatos de peso, que podem e embolar a escolha: o escritor Fábio Konder Comparato e o professor de literatura e crítico literário Antônio Carlos Secchin.

"Está tão equilibrado que é capaz de haver mais de um pleito em abril", calcula um terceiro acadêmico, explicando que, se um candidato não obtém metade dos votos válidos em quatro escrutínios, a eleição é cancelada e todo o processo recomeça. "Esses quatro candidatos merecem a Academia, que precisa deles. Mas, se houver disputa entre as duas Marias, será a literatura de ficção contra a literatura científica. Ambas se completam e se precisam."

Sobre o autor:

BOSI, ALFREDO
Nasceu em São Paulo, em 1936. Formou-se em letras neolatinas pela Universidade de São Paulo, onde hoje é professor de literatura brasileira. Estudou filosofia da Renascença e estética na Universidade de Florença. Obras publicadas: O pré-modernismo. São Paulo, 1966; História concisa da literatura brasileira. São Paulo,1970; O conto brasileiro contemporâneo (seleção e prefácio). São Paulo, 1975; O ser e o tempo da poesia. São Paulo, 1977; Os melhores poemas de Ferreira Gullar (seleção e prefácio). São Paulo, 1983; Reflexões sobre a arte. São Paulo, 1984; Otto Maria Carpeaux - Sobre letras e artes (seleção e prefácio). São Paulo, 1992; Céu, inferno. São Paulo,1996; Cultura brasileira: temas e situações. São Paulo, 2000; Machado de Assis: o enigma do olhar. São Paulo,2000. Obras traduzidas no exterior: - Historia concisa de la literatura brasileña. Cidade do México, Fondo de Cultura Económica, 1979. - Cuentos de Machado de Assis (prefácio e seleção). Caracas, Biblioteca Ayacucho, 1978. - Darcy Ribeiro - Maïra (prefácio). Paris, Gallimard, 1997. - Culture brésilienne: une dialétique de la colonisation. Paris, L'Harmattan, 2000.


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