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Ficha Técnica Saiu na ImprensaSobre o Autor

ISBN: 
ISBN-13: 
Livro em português
Brochura
 - 13,5 x 21 cm 1ª Edição - 2003

128 pág.
Sinopse

'Boa companhia - Contos', reúne um time de escritores brasileiros contemporâneos que contam histórias sobre as alegrias, as dúvidas e as descobertas da infância, descrevem momentos de crise, falam de acontecimentos comuns e de grandes aventuras.
Saiu na Imprensa:

O Estado de S. Paulo  /   Data: 31/7/2003
Moacyr Scliar, o provável novo imortal
Escritor gaúcho é o favorito na eleição de hoje na Academia Brasileira de Letras

BEATRIZ COELHO SILVA

RIO - Se tudo sair a contento, hoje tem festa em Porto Alegre, para saudar o mais novo imortal. O escritor Moacyr Scliar, filho da terra, é o candidato favorito à cadeira número 31 da Academia Brasileira de Letras, na eleição que ocorre às 16 horas, com 36 votantes. "Antes de tudo, vamos esperar o resultado porque quem tem a palavra é a urna", diz Scliar, com uma prudência mais apropriada a seu antecessor, o escritor mineiro Geraldo França Lima, que morreu em março deste ano. "Já há um gaúcho na Academia, o poeta Carlos Nejar, mas o povo daqui quer ter um por perto, andando na rua, encontrando no supermercado."

Se depender dos acadêmicos, a eleição será tranqüila. "Esta e a próxima, de Cícero Sandroni, na vaga que foi do Faoro (jurista Raymundo), estão monotonamente certas", garante um imortal que prefere não se identificar para preservar o ritual da casa. "Prefiro eleições mais aguerridas, com muita disputa, como foi a do Paulo Coelho e a da Ana Maria Machado, recentemente. Quando há disputa, a Academia fica mais prestigiada. Toda conquista fácil perde a graça porque uma mulher difícil agrada mais. E a Academia deve ser como as mulheres: desejada, difícil e cheia de charme."

Não que faltem candidatos a imortal. Scliar, médico sanitarista, jornalista e autor de 62 livros entre romances, infanto-juvenis e ensaios (o best seller é O Centauro no Jardim, traduzido em dez idiomas), tenta pela primeira, com dois concorrentes, Diógenes Magalhães, que se candidatou mais de uma dezena de vezes, e Paulo Hirano, também experiente nessa competição.

Mas é abertamente o favorito dos acadêmicos e mesmo de outros pretendentes à ABL. O escritor e roteirista José Louzeiro, ao sabê-lo na disputa, desistiu, embora tivesse obtido dez votos no pleito anterior, que elegeu Alfredo Bosi na vaga de dom Lucas Moreira Neves. "Algumas candidaturas nascem feitas, dizem mais respeito à instituição que a seus postulantes", diz outro acadêmico com décadas de imortalidade. "Scliar é um desses casos e cumpriu todo o ritual da Casa."

Ele confessa que o sonho era antigo, embora esta seja sua primeira tentativa. "Como qualquer pessoa que escreve, a Academia Brasileira de Letras é uma referência na minha vida. Ainda mais agora que intelectuais da minha geração, como João Ubaldo Ribeiro e Nélida Piñon, estão lá, ao lado de pessoas que sempre admirei", disse o escritor no início da semana, ainda em Porto Alegre. "Cumprir o ritual das visitas foi um prazer porque estive com meus amigos e com pessoas que sempre quis conhecer. Mas os gaúchos tomaram para si a candidatura e fizeram até abaixo-assinado para os acadêmicos. Nunca vi isso. Só no último domingo reuniram mais de 6 mil assinaturas."

Para se eleger, ele precisará de 19 votos, pois apenas 36 cadeiras estão ocupadas. A de número 6, que foi de Raymundo Faoro, ainda não tem titular. A eleição será em 25 de setembro com cinco candidatos, mas o jornalista Cícero Sandroni é o favorito. A escritora e jornalista Ana Maria Machado, que entrou na vaga do jurista Evandro Lins e Silva, e o crítico literário Alfredo Bosi, embora eleitos, ainda não tomaram posse. Por isso, o nome do escolhido deve sair no primeiro escrutínio. Mesmo assim, Scliar só vai se manifestar depois de comunicado o resultado, até por uma questão de etiqueta acadêmica.

Ele tinha sua vinda para o Rio marcada para hoje e acha que, com sua candidatura, o Rio Grande do Sul vai se sentir mais prestigiado pela casa de Machado de Assis. "Apesar de ter havido gaúchos ilustres na Academia, como o próprio Raymundo Faoro, desde a derrota do poeta Mário Quintana o Rio Grande do Sul se sentia apartado da casa", conta Scliar. "Quem sabe agora esse sentimento deixe de existir. Entrei em contato com todos os acadêmicos e nenhum deles me disse que votaria em outro, mas isso só se vai saber depois de abertas as urnas."


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Sobre o autor:

SCLIAR, MOACYR
Nasceu em Porto Alegre, em 1937. É formado em medicina, profissão que exerce até hoje. Autor de uma vasta obra que abrange conto, romance, literatura juvenil, crônica e ensaio, recebeu numerosos prêmios, como o Jabuti (1988 e 1993), o APCA (1989) e o Casa de las Americas (1989). Já teve textos traduzidos para doze idiomas. Várias de suas obras foram adaptadas para o cinema, a televisão e o teatro. Algumas obras publicadas pelo autor - O carnaval dos animais. Porto Alegre, Movimento, 1968. - A guerra no Bom Fim. Rio de Janeiro, Expressão e Cultura, 1972. - O exército de um homem só. Rio de Janeiro, Expressão e Cultura, 1973. - Os deuses de Raquel. Rio de Janeiro, Expressão e Cultura, 1975. - O ciclo das águas. Porto Alegre, Globo, 1975. - A balada do falso Messias. São Paulo, Ática, 1976. - Histórias da terra trêmula. São Paulo, Escrita, 1976. - Mês de cães danados. Porto Alegre, L&PM, 1977. - Doutor Miragem. Porto Alegre, L&PM, 1979. - O anão no televisor. Porto Alegre, Globo, 1979. - O centauro no jardim. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1980. - Max e os felinos. Porto Alegre, L&PM, 1981. - Cavalos e obeliscos. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1981. - A festa no castelo. Porto Alegre, L&PM, 1982. - A estranha nação de Rafael Mendes. Porto Alegre, L&PM, 1983. - A massagista japonesa. Porto Alegre, L&PM, 1984. - Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1984. - O olho enigmático. Rio de Janeiro, Guanabara, 1986. - A condição judaica. Porto Alegre, L&PM, 1987. - Do mágico ao social: a trajetória da saúde pública. Porto Alegre, L&PM, 1987. - No caminho dos sonhos. São Paulo, FTD, 1988. - O tio que flutuava. São Paulo, Ática, 1988. - Cenas médicas. Porto Alegre, Ed. da UFRS, 1988. - Um país chamado infância. Porto Alegre, Sulina, 1989. - Os cavalos da república. São Paulo, FTD, 1989. - Pra você eu conto. São Paulo, Atual, 1991. - Cenas da vida minúscula. Porto Alegre, L&PM, 1991. - Uma história só pra mim. São Paulo, Atual, 1991. - Se eu fosse Rotschild. Porto Alegre, L&PM, 1993. - Judaísmo: dispersão e unidade. São Paulo, Ática, 1994. - Um sonho no caroço de abacate. São Paulo, Global, 1995. - O Rio Grande farroupilha. São Paulo, Ática, 1995. - Dicionário do viajante insólito. Porto Alegre, L&PM, 1995. - Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 1996. - Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. Porto Alegre, L&PM, 1996. - O amante da Madonna, Porto Alegre, Mercado Aberto, 1997. - Os contistas. Rio de Janeiro, Ediouro, 1997. - Câmera na mão, 'O Guarani' no coração. São Paulo, Ática, 1998. - Histórias para (quase) todos os gostos. Porto Alegre, L&PM, 1998.

SEIXAS, HELOISA
A escritora carioca Heloisa Seixas é autora dos livros 'Pente de Vênus – Histórias do amor assombrado', publicado em 1995 e reeditado em 2000. Seguiram-se os romances 'A porta' (1996), 'Diário de Perséfone' (1998), 'Através do vidro' (2001) e 'Pérolas absolutas' (2003), todos pela Record. 'Pente de Vênus' e 'A porta' foram finalistas do Prêmio Jabuti. Heloisa, que desde 1999 escreve os 'Contos mínimos' da revista Domingo do Jornal do Brasil, já publicou duas coletâneas desses textos: 'Contos mínimos' (2001) e 'Sete vidas' (2003). É também a organizadora da coleção Clássicos de Aventura, com publicação iniciada em 2004.

MIRANDA, ANA
Nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1951. Cresceu em Brasília e mora no Rio de Janeiro desde 1969. Iniciou sua vida literária em 1978 com a publicação de um livro de poesias. Estreou como romancista em 1989, com Boca do Inferno, obra traduzida nos Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia e Holanda, entre outros países. Recebeu o prêmio Jabuti de revelação em 1990. Escreve roteiros cinematográficos, ensaios e resenhas críticas para jornais e revistas, além de realizar palestras em universidades e outras instituições. Obras publicadas: Anjos e demônios. Rio de Janeiro, José Olympio/INL, 1978. Celebrações do outro. Rio de Janeiro, Antares, 1983. Que seja em segredo. Rio de Janeiro, Dantes, 1998. Obras traduzidas no exterior: Hellemond. Holanda, Amber, 1990. Helvetesgapet. Suécia, Wahlström & Widstrand, 1990. Helvedeskaeften. Dinamarca, Samleren, 1990. Helvetesmunn. Noruega, Gyldendal Norsk Forlag, 1990. Boca del infierno. Argentina, Sudamericana, 1990. Boca do inferno. Portugal, Dom Quixote, 1990. Boca del infierno. Espanha, Anagrama, 1991. Bocca d'inferno. Itália, Rizzoli, 1991. Bay of All Saints and every conceivable sin. EUA, Viking, 1991. Bay of All Saints & every conceivable sin. Inglaterra, Harvill, 1992. Höllenmaul. Alemanha, Kiepenheuer & Witsch, 1992. Bouche d'enfer. França, Julliard, 1992.

SANT'ANNA, SERGIO
Carioca, nasceu em 1941. Iniciou sua carreira de escritor em 1969, com os contos de O sobrevivente, livro que o levou a participar do International Writing Program da Universidade de Iowa, nos EUA. Teve obras traduzidas para o alemão e o italiano. Recebeu três vezes o prêmio Jabuti, a última delas pelo romance Um crime delicado (1998). Seu conto 'A senhorita Simpson', presente no livro de mesmo nome, inspirou o filme Bossa-nova, de Bruno Barreto. Obras publicadas: O sobrevivente, 1969. Notas de Manfredo Rangel repórter, 1991 (1.a edição 1973). Confissões de Ralfo. Rio de Janeiro, 1995 (1.a edição 1975). Simulacros, 1992 (1.a edição 1977). Circo, 1980. Junk-box - Poema máquina, 1984. Um romance de geração, 1988 (1.a edição 1981). O concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro. São Paulo, 1986. Amazona. Rio de Janeiro, 1991 (1.a edição 1986). A tragédia brasileira. Rio de Janeiro, 1987. Obras traduzidas no exterior: - Die wahrheit über den fall Antônio Martins. Alemanha, Fischer Taschenbuch Verlag, 1997.

CAVALCANTI, PEDRO
É jornalista e escritor. Foi correspondente de Veja em Paris, enviado especial e editor de várias revistas e jornais. Obras publicadas: A corrupção no Brasil; A volta. São Paulo; Em nome do pai. São Paulo.

CARVALHO, BERNARDO
Nascido em 1960 no Rio de Janeiro, é escritor e jornalista. Foi editor do suplemento de ensaios Folhetim e correspondente, em Paris e em Nova York, da Folha de S.Paulo, jornal em que escreve uma coluna semanal sobre literatura. Obras traduzidas no exterior: Aberration. França, Editions Rivages, 1997; Les ivrognes et les sonambules. França, Editions Rivages, 1998; Teatro. Portugal, Cotovia, 1999.

GARCIA-ROZA, LUIZ ALFREDO
Luiz Alfredo Garcia-Roza nasceu no Rio de Janeiro, em 1936, cidade onde vive até hoje. Formado em filosofia e em psicologia, é professor-titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Escreveu diversos livros sobre psicanálise e filosofia. Em 1997, seu romance de estréia 'O silêncio da chuva' recebeu os prêmios Nestlé e Jabuti.

BARBOSA, AMILCAR BETTEGA
Nasceu em São Gabriel, em 1964. Formado em Engenharia Civil, é Mestre em Literatura Brasileira.

GARCIA-ROZA, LIVIA
Livia Garcia-Roza nasceu no Flamengo, Rio de Janeiro. É psicanalista, formada em Psicologia com pós-graduação em Psicologia Clínica, pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Fez formação psicanalítica no Instituto de Medicina Psicológica, atual Sociedade de Psicanálise Iracy Doyle (SPID), tendo artigos publicados em jornais e revistas. No início da década de 1990, freqüentou durante um ano o curso de Literatura Brasileira e Portuguesa ministrado por Ivan Cavalcanti Proença. Estreou na ficção com o romance 'Quarto de menina' (selo de Altamente Recomendável concedido pela Fundação Nacional do Livro Infantil Juvenil – FNLIJ). É autora de 'Meus queridos estranhos', 'Cartão-postal' e 'Cine Odeon' (finalista do prêmio Jabuti na categoria romance, no ano de 2002) e 'A palavra que veio do sul'. Organizou ainda a coletânea de contos Ficções fraternas, publicado pela Editora Record em 2004.

SCHWARCZ, LUIZ
Luiz Schwarcz nasceu em São Paulo, em 1956. É editor e publicou dois livros infantis: Minha vida de goleiro (1999) e Em busca do Thesouro da Juventude (2003), ambos pela Companhia das Letrinhas.

MORAES, REINALDO
Reinaldo Moraes nasceu em São Paulo, em 1950. Escritor, tradutor e roteirista, publicou os romances Tanto faz (Brasiliense, 1981; Azougue, 2003) e Abacaxi (L&PM, 1985), o romance juvenil A órbita dos caracóis (Cia. das Letras, 2003) e a reportagem literária Estrangeiros em casa (National Geographic Brasil, 2004), em parceria com o fotógrafo Roberto Linsker.


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