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ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
1ª Edição
- 2005
624 pág.
Entre a autobiografia e o romance, 'De amor e trevas' é a extraordinária recriação dos caminhos percorridos por Israel no século XX - da diáspora à fundação de uma nação e de uma língua - o hebraico moderno. É também uma reflexão sobre a história do sionismo e a criação de Israel como necessidade histórica de um povo confrontado com a ameaça de extinção. Ganhador do Prêmio France Culture de 2004 e do Prêmio Goethe do mesmo ano, 'De amor e trevas' extrai sua grandeza da simplicidade de um gesto narrativo, que faz do olhar de um menino o fio condutor de uma história vigorosa e bela - a constituição da identidade de dois sujeitos, um garoto e uma nação. Essa confluência é sintetizada em cenas que marcaram a memória do escritor, como a da multidão que ouve pelo rádio, numa praça de Jerusalém, a votação da ONU que determinou a criação do Estado de Israel - cenas que se imprimem na mente do leitor com uma notável força narrativa.
Opinião do Leitor:
Prof. Dr. Sílvio Medeiros / Data: 9/6/2008 Conceito do leitor: | (opine)
Mágico
DE AMOR E TREVAS: um dos textos mais belos que li até o presente momento. Pungente, irônico, doloroso... a vida tornada arte!! Amós Oz escreve uma obra de arte; o desejo é que a leitura jamais termine!
DE AMOR E TREVAS é uma obra-prima!
leusa araujo / Data: 29/5/2008 Conceito do leitor: | (opine)
Surpreendente
No início, achei quase pretensioso que um escritor vivo e que só agora completou 70 anos fazer uma autobiografia tão volumosa. Foi um engano. Amós Oz reconstrói a própria vida tranformando seus ancestrais em personagens riquíssimos. É também a oportunidade de entender como a doença e o suicídio da mãe vai marcar para sempre sua vida e sua literatura.
Saiu na Imprensa:
Zero Hora /
Data: 9/11/2005 Um livro para...atravessar o deserto
Cíntia Moscovich De amor e trevas (Companhia das Letras) é um livro para atravessar o deserto. Mas não um deserto de aridez e monotonia, não um deserto de sol a pino em areias ardentes, não um deserto de camelos e tendas de beduínos. O livro do israelense Amós Oz é para atravessar o deserto das coisas. Aquele penoso, dadivoso, misterioso pedaço de terra e de tempo, comum a todo ser humano, que se cruza na contagem dos dias e das miragens, no embalo de ali adiante, só mais um pouco, encontrar um poço de água boa e fresca. Dono de uma prosa belíssima, com um senso de humor dos mais refinados e comoventes, Oz pega o leitor pela mão e leva, por mais de 600 páginas, à Canaã das boas histórias. E a gente, o leitor, vai e segue pelo deserto alheio, espelho, às vezes torcido, de nosso próprio pedaço de terra e tempo, movido à fé em coisa bonita, que é o maná da salvação. Na jornada, fica-se a par da história do pequeno Amós, nascido em 1939 naquele que viria a ser, oficialmente a partir de 1948, o Estado de Israel. A narrativa cresce, crescem os dois, menino e pátria, e, juntos, um dá testemunho do outro, assim como o leitor dá testemunho de ambos. Todo o esforço do autor, que divide o peso da carga com o leitor, é transcender a areia e a rocha impostas a um rapazinho que, às vésperas de completar 13 anos, mais importante evento na vida de um menino judeu, recebe a notícia do suicídio da mãe. O final do livro, nas franjas do deserto, é leite e mel - em menos de dez páginas, um dos mais belos e redentores capítulos jamais escritos sobre as perdas e sobre a responsabilidade de cada um por sua própria vida. Quem chega ali, naquelas páginas, é capaz de compreender - a sabedoria de um homem mora não em cruzar o deserto na banalidade das queixas, mas em encontrar, nesse mesmo deserto, a água boa e fresca que brota da lucidez e da alegria.
OZ, AMOS Nasceu em Jerusalém, em 1939. Considerado um dos melhores escritores israelenses da atualidade, já foi traduzido para mais de 22 línguas. Atualmente mora em Arad, no deserto de Neguev, dedicando-se à militância em favor da paz entre árabes e israelenses e ao curso de literatura hebraica que leciona na Universidade Ben-Gurion.
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