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ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
- 21 x 14 cm
1ª Edição
- 2008
216 pág.
Num congresso de estudos bíblicos, um famoso professor e sua rival evocam, em momentos diferentes, duas figuras singulares; o jovem Shelá e a mulher por quem ele está apaixonado, Tamar. Os dois vão narrar, de pontos de vista distintos, uma intriga passional que mostra quatro homens e uma mulher às voltas com costumes ancestrais que até hoje governam boa parte da população de nosso mundo e que são fonte de conflitos e tragédias. O primeiro filho de Judá, Er, casa-se com Tamar. Como não a engravida, é castigado por Deus com a morte. De acordo com a tradição, compete ao segundo filho, Onan, assumir o papel do falecido; Onan se recusa a cumprir sua missão por considerá-la humilhante, optando por derramar seu sêmen sobre a terra para que a esposa não conceba herdeiros - e Deus também o pune com a morte. Resta Shelá, que o pai não quer entregar a Tamar por temer que o rapaz tenha o mesmo destino dos irmãos. Desqualificada e privada de filhos, Tamar recorre a um ardil que se tornaria lendário e que, recontado aqui na chave do humor, torna-se inesquecível.
Opinião do Leitor:
michel almeida da silva bonfim / Data: 1/10/2009 Conceito do leitor: | (opine)
inesquecivel
creio que todos os leitores que são fanaticos por uma leitura que tenha emoçao, este é o que eu indicaria,porque voce fara uma leitura que vai ficar quardado no seu intimo por muito tempo,tenha uma otima leitura.
michel almeida da silva bonfim / Data: 1/10/2009 Conceito do leitor: | (opine)
inesquecivel
creio que todos os leitores que são fanaticos por uma leitura que tenha emoçao, este é o que eu indicaria,porque voce fara uma leitura que vai ficar quardado no seu intimo por muito tempo,tenha uma otima leitura.
Saiu na Imprensa:
O Globo /
Data: 6/11/2009 Prêmio Jabuti consagra romance de Scliar e obra sobre Monteiro Lobato
Vencedores dos Livros do Ano de Ficção e Não Ficção ganham R$ 30 mil cada
Márcia Abos
São Paulo
Inspirado no capítulo 38 do Livro do Gênesis, o romance “ Manual da paixão solitária
” (Companhia das Letras), de Moacyr Scliar
, levou na noite de quarta-feira o Jabuti de Livro do Ano de Ficção, prêmio concedido anualmente pela Câmara Brasileira do Livro. “Monteiro Lobato — Livro a livro”(Unesp/Imprensa Oficial), de Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini, foi consagrado como o Livro do Ano de Não Ficção. Cada obra rendeu a seus autores R$ 30 mil, além do tradicional troféu dourado em forma de jabuti.
“Manual da paixão solitária” — que já havia conquistado o primeiro lugar em sua categoria — levou o escritor e médico gaúcho de volta aos temas bíblicos, já trabalhados em “A mulher que escreveu a Bíblia” e “Os vendilhões do templo”.
Scliar já recebeu o Jabuti em 1988 na categoria contos (com “O olho enigmático”) e em 1993 como melhor romance (por “Sonhos tropicais”). Mas o prêmio de melhor livro do ano o surpreendeu.
— Milagres acontecem. Esse livro foi muito bom para mim, tem paixão — disse Scliar após a premiação. — De repente, uma história bíblica se revela uma vertente inesgotável de ideias e emoções.
Quando li esse capítulo da Bíblia, não pude mais parar de escrever. A partir daí nasceu uma história que foi crescendo.
E essa história em si era um prêmio. O Jabuti é o segundo prêmio, que representa o reconhecimento das pessoas.
“Minha carreira literária teve sentido”
Autor de mais de 70 livros em vários gêneros, com obras traduzidas e publicadas em diversos países, o médico com especialização em saúde pública ocupa também a cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras.
— Considero-me uma pessoa modesta. Escrevo porque é uma necessidade, um prazer.
Nunca pensei em escrever para ganhar prêmios ou ter sucesso.
A verdade é que este prêmio em particular, consolidado pela seriedade, pelos critérios objetivos e pela repercussão, é para o escritor brasileiro um triunfo.
Saio daqui convencido de que minha carreira literária teve sentido. Tudo que fiz, desde que comecei a escrever adolescente, tinha um propósito que foi alcançado — completou o escritor de 72 anos.
Scliar planeja lançar um novo romance em 2010 intitulado “Eu vos abraço milhões”. Trata-se da história de um jovem em busca de ideais de justiça nos conturbados anos 30, durante o governo de Getúlio Vargas no Rio de Janeiro:
— Só escrevo aquilo que gosto. Se só leio o que gosto, quero o mesmo para meus leitores.
Literatura ainda é a arte de contar histórias. Histórias que emocionem, que dêem prazer e ensinem as pessoas a viver. Aí fala um pouquinho do médico dentro de mim.
O prêmio de Livro de Não Ficção consagrou “Monteiro Lobato — Livro a livro” — também já vencedor na categpria teoria e crítica literária —, alentada obra de Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini, que dedica um capítulo a cada obra infantil publicada pelo escritor, acompanhando a cronologia de lançamento de suas primeiras edições.
— A academia cuida muito mal dos leitores verdadeiros.
Ninguém se interessa pelos autores que todo mundo lê. As pessoas querem falar sobre autores desconhecidos, que alguém descobriu — constatou Marisa Lajolo. — Lobato é realmente um escritor mágico.
As pessoas gostam de premiar sua obra sempre.
Prêmio teve recorde de livros inscritos
Em 2009, o Jabuti teve 21 categorias.
O vencedor de cada uma delas recebeu R$ 3 mil. A exceção foi a categoria especial — tradução de obra literária do francês para o português — criada em comemoração ao Ano da França no Brasil, na qual o ganhador (no caso a dupla André Telles e Rodrigo Lacerda, por “O Conde de Monte Cristo”, da Jorge Zahar Editor) levou R$ 6 mil. O ano 51 do Jabuti teve recorde de livros inscritos (2.574) para concorrer ao prêmio.
A cerimônia de premiação, na Sala São Paulo, foi apresentada por Rubens Ewald Filho. O ator Mauro Mendonça prestou homenagem ao centenário da morte de Euclides da Cunha com a leitura de um trecho da conferência “Castro Alves e seu tempo”.
Mendonça voltou ao palco para ler trecho de “Canalha” (Bertrand Brasil), de Fabrício Carpinejar — ganhador na categoria crônicas e contos — e de “Manual da paixão solitária”.
SCLIAR, MOACYR Nasceu em Porto Alegre, em 1937. É formado em medicina, profissão que exerce até hoje. Autor de uma vasta obra que abrange conto, romance, literatura juvenil, crônica e ensaio, recebeu numerosos prêmios, como o Jabuti (1988 e 1993), o APCA (1989) e o Casa de las Americas (1989). Já teve textos traduzidos para doze idiomas. Várias de suas obras foram adaptadas para o cinema, a televisão e o teatro.
Algumas obras publicadas pelo autor
- O carnaval dos animais. Porto Alegre, Movimento, 1968.
- A guerra no Bom Fim. Rio de Janeiro, Expressão e Cultura, 1972.
- O exército de um homem só. Rio de Janeiro, Expressão e Cultura, 1973.
- Os deuses de Raquel. Rio de Janeiro, Expressão e Cultura, 1975.
- O ciclo das águas. Porto Alegre, Globo, 1975.
- A balada do falso Messias. São Paulo, Ática, 1976.
- Histórias da terra trêmula. São Paulo, Escrita, 1976.
- Mês de cães danados. Porto Alegre, L&PM, 1977.
- Doutor Miragem. Porto Alegre, L&PM, 1979.
- O anão no televisor. Porto Alegre, Globo, 1979.
- O centauro no jardim. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1980.
- Max e os felinos. Porto Alegre, L&PM, 1981.
- Cavalos e obeliscos. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1981.
- A festa no castelo. Porto Alegre, L&PM, 1982.
- A estranha nação de Rafael Mendes. Porto Alegre, L&PM, 1983.
- A massagista japonesa. Porto Alegre, L&PM, 1984.
- Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1984.
- O olho enigmático. Rio de Janeiro, Guanabara, 1986.
- A condição judaica. Porto Alegre, L&PM, 1987.
- Do mágico ao social: a trajetória da saúde pública. Porto Alegre, L&PM, 1987.
- No caminho dos sonhos. São Paulo, FTD, 1988.
- O tio que flutuava. São Paulo, Ática, 1988.
- Cenas médicas. Porto Alegre, Ed. da UFRS, 1988.
- Um país chamado infância. Porto Alegre, Sulina, 1989.
- Os cavalos da república. São Paulo, FTD, 1989.
- Pra você eu conto. São Paulo, Atual, 1991.
- Cenas da vida minúscula. Porto Alegre, L&PM, 1991.
- Uma história só pra mim. São Paulo, Atual, 1991.
- Se eu fosse Rotschild. Porto Alegre, L&PM, 1993.
- Judaísmo: dispersão e unidade. São Paulo, Ática, 1994.
- Um sonho no caroço de abacate. São Paulo, Global, 1995.
- O Rio Grande farroupilha. São Paulo, Ática, 1995.
- Dicionário do viajante insólito. Porto Alegre, L&PM, 1995.
- Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 1996.
- Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. Porto Alegre, L&PM, 1996.
- O amante da Madonna, Porto Alegre, Mercado Aberto, 1997.
- Os contistas. Rio de Janeiro, Ediouro, 1997.
- Câmera na mão, 'O Guarani' no coração. São Paulo, Ática, 1998.
- Histórias para (quase) todos os gostos. Porto Alegre, L&PM, 1998.
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