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Biblioteca Esquecida De Hitler, A

Os Livros Que Moldaram Sua Vida

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Autor: RYBACK, TIMOTHY W.
Tradutor: KORYTOWSKI, IVO
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: HISTÓRIA

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Ficha Técnica Saiu na ImprensaOpiniao do LeitorSobre o Autor

ISBN: 
ISBN-13: 
Livro em português
Brochura
 - 21 x 14 cm 1ª Edição - 2009

328 pág.
Sinopse

Sabe-se que as três bibliotecas particulares de Adolf Hitler, localizadas em Berlim, Munique e no refúgio de Obersalzberg, nos Alpes bávaros, chegaram a abrigar mais de 16 mil volumes. O mais enigmático dos genocidas do século XX possuía coleções completas de Shakespeare, Goethe, Schiller, Kant e Fichte, encadernadas com ostensivo luxo e assinaladas com o característico ex-libris nacional-socialista. Livros sobre ocultismo e misticismo racial também despertavam a atenção do leitor assíduo, porém caótico, que se vangloriava de ler ao menos um livro por dia.
Opinião do Leitor:

Leonardo Lourenço  /  Data:  3/9/2009
Conceito do leitor:  Conceito do LeitorConceito do LeitorConceito do LeitorConceito do Leitor | (opine)

Gera grande expectativa
O caminho proposto para desvendar o pensamento de Hitler logo chama a atenção pelo título e subtítulo do livro, no entanto, fica a impressão de que falta algo, já que os temas são tratados muito superficialmente, impedindo assim que a mente de Hitler seja explorada mais a fundo, bem como as próprias obras que lhe moldaram o intelecto.
Há trechos monótonos, nos quais o autor se limita a narrar eventos já bem conhecidos sobre a vida de Hitler, ao invés de aprofundar mais o lado filosófico e intelectual que o livro promete de início.
Decepciona um pouco.


Laércio Lopes de Araujo  /  Data:  15/6/2009
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Resgate da Humanidade de Hitler
O livro é bom, poderia ser mais sistemático, mais profundo, porém é o suficiente para resgatar a humanidade de Hitler, porque torná-lo um besta fera, ou um ser sub-humano é esquecer que ele é plenamente humano e inserido num contexto histórico e cultural definido, e assim, percebemos o quanto os livros podem construir homens para o bem e para o mal, e onde percebemos que a qualidade do que se lê é fundamental para construir intelectualmente alguém. As leituras de Hitler foram em grande parte as responsáveis pela construção de uma visão equivocada, racista e imperfeita do mundo e da Alemanha na primeira metade do século XX. Vale a pena ler.

Saiu na Imprensa:

Folha de São Paulo  /   Data: 30/5/2009
Autor investiga Hitler a partir de sua biblioteca

Livro de historiador americano mostra influência de obras sobre o líder nazista

Com uma coleção que chegava a 16 mil títulos, führer era leitor compulsivo, mas absorvia pouco, segundo Timothy W. Ryback

Raquel Cozer

Da Reportagem Local

Um raro exemplar de um volume de 1915, "O Reino de Deus e o Mundo Contemporâneo", de Peter Maag, foi localizado há alguns anos numa promoção de um sebo de Nova York, a US$ 0,50. Na contracapa, a assinatura do antigo dono: "A. Hitler".

O livro era um entre os 16 mil que o ditador nazista reuniu ao longo da vida e que, retirados de suas casas em Munique, Berlim e Obersalzberg após seu suicídio, em 1945, espalharam-se por bibliotecas e universidades dos EUA e da Europa -ou apenas se perderam.

É por meio desse material que o historiador Timothy W. Ryback busca decifrar, em "A Biblioteca Esquecida de Hitler - Os Livros que Moldaram a Vida do Führer", a personalidade do homem responsável pela morte de 6 milhões de judeus durante a Segunda Guerra.

"Foi um homem que leu um livro por noite durante quase toda sua vida adulta. Os títulos são uma janela única para seu mundo interior", diz o autor à Folha, por telefone, da França.

Mas uma janela que, olhada com cautela, permite afugentar a ideia de intelectual que se teria de um leitor compulsivo. Nas estantes de Hitler conviviam, sem critério, obras de filósofos como Nietzsche e Schopenhauer e tratados antissemitas; livros de arte e volumes de literatura barata; histórias de guerra e teorias do ocultismo.

"Ele era um leitor acrítico, capaz de ler um estudo filosófico num dia e, no outro, um panfleto racista, sem fazer nenhuma distinção", diz Ryback.

A própria biografia do führer, "Mein Kampf" (minha luta, lançado em dois volumes, em 1925 e 1926), já dava pista da leitura superficial a que ele se dedicava -mesmo em clássicos como "Dom Quixote".

O autor distingue, nos parágrafos do nazista sobre "como ler livros", uma "chave absoluta" para entender como fazia isso. Em vez de devorar livros como fonte de conhecimento, Hitler os usava para embasar teses preconcebidas, "como peças a preencher um mosaico".

Ou seja, ao pegar um livro como "O Judeu Internacional: o Principal Problema do Mundo", de Henry Ford, Hitler só confirmava aquilo em que acreditava -mas ganhava ideias para seus discursos virulentos.

Outros títulos tiveram efeito mais nocivo, na opinião de Ryback. É o caso de "O Declínio das Grandes Raças", de 1916, em que o americano Madison Grant teorizava sobre como a chegada de judeus levaria à decadência dos EUA.

"Sabemos que Hitler ganhou esse volume cedo, por volta de 1924, e que se referia a ele como a sua Bíblia. O livro funciona quase como um projeto de tudo o que aconteceria anos depois."

Erros de ortografia

O nazista obviamente não leu todos os seus livros, muitos deles presentes de aduladores -Ryback calcula que ele não tenha chegado a folhear nem 10% deles. Também não lia por prazer, mas sim para compensar o fato de ter parado de estudar aos 15 anos. Várias vezes, referiu-se ao período em que ficou preso, nos anos 20, após uma tentativa fracassada de golpe, como "formação às custas do Estado".

Disso decorria que em seus próprios escritos deixava passar erros grosseiros de ortografia -lapsos equivalentes a "presado sr." ou "prizão"-, como Ryback pôde observar nos originais de "Mein Kampf".

A maior parte conhecida de sua coleção, cerca de 1.200 livros, está hoje na biblioteca do Congresso, em Washington, nos EUA -com as devidas marcações feitas a lápis pelo nazista. Por exemplo, o livro de Madison Grant, o que surpreende o autor. "Eu o descreveria como um dos livros mais perigosos do mundo, e qualquer um pode ir à biblioteca e pegá-lo para ler."

A BIBLIOTECA ESQUECIDA DE HITLER Autor: Timothy Ryback Tradução: Ivo Korytowski Editora: Companhia das Letras Quanto: R$ 46 (336 págs.)

DESENHOS DE HITLER FORAM ADULTERADOS

Rejeitado duas vezes pela escola de arte de Viena, Hitler abandonou cedo os planos artísticos, mas alguns de seus trabalhos foram reunidos em "Aquarelas de Hitler" (1935). Estudiosos identificaram que Heinrich Hoffmann, organizador do volume, melhorou os desenhos, que nos originais mostravam uma mão bem menos habilidosa. "Mas é preciso admitir", diz Timothy Ryback, que viu os originais, "embora claramente não fosse um grande artista, Hitler era um desenhista competente".


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Sobre o autor:

KORYTOWSKI, IVO
Ivo Korytowski é tradutor com quase setenta livros publicados dos mais variados autores, entre eles Paul Auster, John Kenneth Galbraith, E. O. Wilson, e Paul Krugman.


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