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Andar Do Bebado, O

Como O Acaso Determina Nossas Vidas

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Autor: MLODINOW, LEONARD
Tradutor: ALFARO, DIEGO
Editora: JORGE ZAHAR
Assunto: CIÊNCIAS EXATAS - ESTATÍSTICA

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Ficha Técnica Saiu na ImprensaOpiniao do Leitor

ISBN: 
ISBN-13: 
Livro em português
Brochura
 - 23 x 16 cm 1ª Edição - 2009

264 pág.
Sinopse

Não estamos preparados para lidar com o aleatório - e, por isso, não percebemos o quanto o acaso interfere em nossas vidas. Citando exemplos e pesquisas presentes em diferentes âmbitos da vida, do mercado financeiro aos esportes, de Hollywood à medicina, Mlodinow apresenta ferramentas para identificar os indícios do acaso. Como resultado, ajuda o leitor a fazer escolhas mais acertadas e a conviver melhor com fatores que ele não pode controlar.
Opinião do Leitor:

Luiz de Oliveira  /  Data:  24/11/2009
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Niilista
O livro é muito bom mas um pouco niilista. Expoe a vida e o mundo como uma dança de maya, a ilusão. As coisas são simplesmente geradas de maneira espontânea, de lugar nenhum. O universo acontece misteriosamente; sem nenhuma explicação real.


silvio salinas  /  Data:  22/10/2009
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Probabilidades para pedestres ....
Exposição simples e didática do ''papel do acaso'' e da ''teoria das probabilidades''. O sucesso ou o fracasso ocorrem simplesmente ao acaso, simplesmente porque têm que ocorrer.

Contém grande coleção de problemas simples e divertidos, sobre dados não viciados e baralhos bem embaralhados, além de situações análogas na vida real, que servem para nos divertir, ou pelo menos para exercitar os nossos neurônios. Registra histórias saborosas sobre Pascal e outros grandes probabilistas...

O título se refere ao problema do bêbado que anda ao longo da linha, dando passos para a direita ou para a esquerda, com a mesma probabilidade. Depois de n passos, qual a probabilidade de encontrar o bêbado no mesmo lugar em que estava antes? É o mesmo problema do movimento das partículas de pólen dispersas em água, movimento browniano, errático, que não vai nunca cessar ....

É incrível como esse autor americano consegue escrever tão bem, com tanta precisão, sobre um tema das ''hard sciences'', aparentemente tão especializado...








Márcia Padovan de Moraes  /  Data:  24/9/2009
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ANALFABETISMO PSÍQUICO
Autores como esse, deveriam de alguma forma influenciar a introdução de ''Noções de Psicologia e Neurociência'' já no Ensino Básico, para que pudéssemos formar pessoas mais conscientes e preparadas para lidar com a fantástica realidade da vida, consigo mesmas e com a humanidade.


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Saiu na Imprensa:

Folha de São Paulo  /   Data: 13/9/2009
Cervejas e alguma sorte

A ação do acaso na vida é mais importante do que se pensa, e o cérebro não lida bem com probabilidade, diz físico em novo livro

Ricardo Mioto

Colaboração para a Folha

Você é homem, americano, branco, heterossexual e não usa drogas. Corre o ano de 1989. Faz um exame de sangue, desses descompromissados e, após alguns dias, recebe a notícia: HIV positivo. O médico sente muito, mas a morte é inevitável. Se quiser, você pode fazer outro exame, mas a chance de que não esteja contaminado é bem pequena: uma em mil.

Aconteceu com Leonard Mlodinow , físico do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) que já havia escrito o livro "Uma Nova História do Tempo" com Stephen Hawking. "É difícil descrever (...) como passei aquele fim-de-semana; digamos apenas que não fui à Disneylândia", escreve em "O Andar do Bêbado ", seu novo livro, recém-lançado no Brasil.

Talvez o médico de Mlodinow fosse ótimo. Mas não serviria como estatístico.

Isso porque, em 1989, nos EUA, uma em cada 10 mil pessoas nas condições citadas estava infectada pelo HIV. Imagine que essas 10 mil fizessem exames. O único soropositivo receberia, possivelmente, uma notícia ruim. Mas, como um em cada mil exames dá o resultado errado, dez pessoas saudáveis também a receberiam.

Ou seja, nessas condições, de cada 11 pessoas que recebiam o veredicto "HIV positivo", apenas uma realmente estava contaminada. A porcentagem de "falsos positivos" é dez vezes maior que a de "verdadeiros positivos". Faria, então, mais sentido que Mlodinow não deixasse de ir à Disneylândia. No final, soube que não tinha HIV.

Mas dificuldades com probabilidades não são exclusividade do médico de Mlodinow. Humanos desprezam a presença do aleatório nas suas vidas - nossos cérebros são programados para achar padrões, mesmo quando não existem.

Isso vai desde coisas evidentemente desprovidas de sentido (como usar uma mesma meia velha em jogos do Brasil) até situações mais sérias.

Jegue estabanado

Nesse sentido, é muito comum considerar que sucessos ou fracassos são resultado exclusivamente da nossa competência. Em boa medida são, claro, mas quanta aleatoriedade está envolvida nisso?

Jogadores, vendedores, homens atrás de mulheres nas festas. Quase todas as atividades humanas estão sujeitas ao acaso. Os resultados se distribuem ao redor de uma média (alta, para quem é competente), mas existem dias bons (quando o centroavante faz três gols e se consagra) e dias ruins (quando o "pegador" volta pra casa sozinho).

Mas isso vale também para o mercado financeiro, por exemplo. Será que os investidores que ganham milhões na bolsa o fazem porque são competentes ou porque, em uma série determinada de anos, tiveram mais sorte -fazendo escolhas tão "chutadas" quanto muitos que tiveram menos sucesso?

Como exemplo, Mlodinow conta a história de Daniel Kahneman, psicólogo que em 2002 ganhou o Nobel de Economia. Como não se escolhe trabalho no começo da carreira, ele foi, nos anos 1960, ensinar aos instrutores da Aeronáutica israelense que recompensar funciona melhor do que punir erros.

Foi interrompido por um dos instrutores que o ouvia. Ele dizia que muitas vezes elogiou a manobra de um aluno e, na vez seguinte, o sujeito se saiu muito pior. E que, quando gritou com a besta que havia quase acabado de destruir o avião, ela melhorava em seguida. Os outros instrutores concordaram.

Estariam os psicólogos errados? Kahneman concluiu que não. Apenas que a experiência dos instrutores estava relacionada com a probabilidade.

A ideia dele era que os aprendizes melhoram a sua capacidade aos poucos, e isso não é perceptível entre uma manobra e outra. Qualquer voo perfeito ou qualquer pouso que leve embora meio aeroporto junto são questões pontuais, desvios da média. Na próxima tentativa, é alta a chance de que se retorne ao "padrão" central -nem fantástico, nem desastroso.

Então, diz Mlodinow, quando os instrutores elogiavam uma performance impecável, tinham a impressão de que, em seguida, o aluno piorava. Já se ele, digamos, esquecia de baixar o trem de pouso e escutava um grito de "seu jegue estabanado", na próxima melhorava.

A pergunta por trás do livro é até que ponto não nos deixamos enganar por desvios da média como sinais de competência extrema ou de falta de aptidão para a vida. Quando um ator é descoberto de repente, após anos de fracasso, como Bruce Willis, ou quando alguém ganha muito dinheiro em poucos anos, como Bill Gates, qual foi a importância de estar no lugar certo, na hora certa? O andar do bêbado, sem direção consciente, acaba sendo uma ótima metáfora para os caminhos que tomamos na vida.

LIVRO - "O Andar do Bêbado: Como o Acaso Determina Nossas Vidas" Leonard Mlodinow; trad. de Diego Alfaro; ed. Zahar, 261 págs., R$ 39


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