Opinião do Leitor:
Celia Tamura / Data: 21/1/2010
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Os mitos explicam a vida e a morte
Rica e belamente ilustrado com fotos, pinturas clássicas e símbolos míticos, o livro compõe um quadro dos fenômenos humanos e naturais – nascimento, infância, maturidade, velhice, morte – todos processos explicados pelos mitos, desde as épocas imemoriais. São comentadas as narrativas míticas – desde as ancestrais até as mais atuais – com destaque para o filme Guerra nas Estrelas, referido com frequência por Joseph Campbell, estudioso que pensa o mundo e sua organização sempre em termos míticos, em entrevista ao jornalista Bill Moyers, da rede de televisão norte-americana PBS. Nessa conversa em tom informal, o leitor é conduzido pelos caminhos do mito, de forma profunda e envolvente. Campbell mostra como as narrativas antigas constituem a mais primária sabedoria humana, que deu origem à civilização; suas histórias exemplares ensinam acerca do nascimento, da morte e da sexualidade. Por isso, o mito deve ser mantido vivo, por meio dos artistas, cuja função é a mitologização do meio ambiente e do mundo. Numa compreensão mítica, o nascimento e a morte são essenciais no mundo: o mito ensina o homem a viver, e para isso, também ensina a morrer, a aceitar a mortalidade como natural. A mortalidade não pode ser negada, pois é condição primordial do ser humano, e afirmá-la significa afirmar a vida. “A única verdadeira sabedoria vive longe da espécie humana, lá fora, na grande vastidão, e só pode ser atingida através do sofrimento. Só a privação e o sofrimento abrem o entendimento para tudo o mais que se esconde. A revelação da verdade eterna: a vida provém da morte; a bem-aventurança provém do sacrifício.” Por isso, a reencarnação sugere que o indivíduo é mais do que a própria materialidade, e que a vida presente é apenas uma fração infinitesimal daquilo que lhe dá vida, alento e profundidade, dos quais falam todas as religiões. Morte é vida, vida é morte – são dois aspectos da mesma coisa, que é ser, vir-a-ser. “Essa questão aparece em todas as histórias. Não há nenhuma delas em que a morte seja rejeitada”. O deus da morte é ao mesmo tempo o senhor do sexo; é um tema básico – aquele que morre, nasce – é preciso haver morte para que haja vida. Entretanto, não se compreende a morte; só se aprende a aceitá-la. O domínio sobre o medo da morte é a recuperação da alegria de viver. “O mundo sem espírito é uma terra devastada”. Quando se aceita a morte, como um aspecto da vida, e não como algo contrário a ela, há uma afirmação incondicional da vida. “A vida, em sua transformação, está sempre destilando a morte, está sempre à beira da morte”. “A compaixão confirma o sofrimento, no sentido de reconhecer que sofrimento é vida, que a vida é vivida com o sofrimento”. “Quando a imortalidade é mal compreendida, como se fosse um corpo duradouro, isso se torna um ato desvirtuado. Por outro lado, quando a imortalidade é compreendida como a identificação com o que há de eternidade em sua vida de agora, então aí sim você tem algo valioso”: são reflexões constantes na entrevista de Campbell.
joao marcio / Data: 12/5/2009
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Clássico
Esse grande sábio Joseph Campbel deixou sua cultura e sapiência nessa entrevista célebre. Desde o casamento aos mitos modernos, expõe sua visão sobre as condições que o ser humano experimenta. Para quem gosta de ciências da religião, filosofia e sabedoria de vida, esse livro é indispensável.
Luiz David Szilgayi / Data: 4/4/2000
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Antropologia e mitologia, abordagem prática
Excelente, livro, onde Joseph Campbell explora o mundo da mitologia, comparando com nosso mundo atual. Mitologia antiga, e mitologia de nossa "era moderna" são analisadas, e comparadas ao nosso dia-a-dia. Abordagens sobre, religiões, nos mostra como são restritas nossas perspectivas ocidentais. Um estudo fabuloso sobre o ser humano, numa entrevista de Bill Moyers, de uma série de televisão americana , transliterada neste livro.
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