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ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
- 15 x 23 cm
1ª Edição
- 2006
304 pág.
O peruano Ricardo vê realizado, ainda jovem, o sonho que sempre alimentou - o de viver em Paris. O reencontro com um amor da adolescência o trará de volta à realidade. Lily - inconformista, aventureira e pragmática - o arrastará para fora do pequeno mundo de suas ambições. Ricardo e Lily - ela sempre mudando de nome e de marido - se reencontram várias vezes ao longo da vida, em diferentes cidades do mundo que foram cenários de momentos emblemáticos da História contemporânea. Na Paris revolucionária dos anos 60; na Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; na Tóquio dos grandes mafiosos dos anos 80; e na Madri em transição política dos anos 90. Assim, ao mesmo tempo em que conta a história de um amor arrebatador, 'Travessuras da menina má' traça um quadro vigoroso das transformações sociais européias e convulsões políticas da América Latina. Muitas das experiências de vida de Vargas Llosa aparecem aqui, por meio de seus personagens - os tempos de penúria em Paris, seu trabalho como tradutor, sua simpatia pela revolução cubana e a ligação permanente com seu país de origem, o Peru. Criando uma tensão entre o cômico e o trágico, numa narrativa ágil, vigorosa e terna, que conduz o leitor nesta dança de encontros e desencontros, Mario Vargas Llosa joga com a realidade e a ficção para contar uma história em que o amor se mostra indefinível, senhor de mil faces, como a menina deliciosa e má.
Opinião do Leitor:
Patricia M.M. / Data: 13/1/2010 Conceito do leitor: | (opine)
Decepcionante
Comprei o livro pelas boas recomendações nos sites, mas que desagradável surpresa quando acabei de ler, o começo é até interessante mas depois fica muito chato e previsível os dois personagens principais são muito chatos, o livro deveria se chamar a menina mala e o bocó.
Malu Nascimento / Data: 13/1/2010 Conceito do leitor: | (opine)
Muito atraente!
Adorei! Ficava lendo ansiosa pra saber qual seria a próxima travessura da menina má. E quando acabei de ler o livro fiquei com saudades dela. Um livro que todas as mulheres deveriam ler...hehehe
marta / Data: 20/9/2009 Conceito do leitor: | (opine)
muito bom
Adorei '' Travessuras da Menina Má '' Como ele escreve bem ! Li também ''tia Julia e as escrivinhadoras '' muito bom recomendo todos do Llosa
'Travessuras de menina má', do peruano Mario Vargas Llosa, toma conta das livrarias do Rio
André Miranda
Talvez seja o nome do autor impresso maior do que o título na capa. Talvez sejam os relatos históricos, as viagens por diversas partes do mundo, os encontros e desencontros amorosos. Ou talvez seja mesmo o fascínio pelas tais "meninas más". Os motivos variam - e essa afluência, talvez, seja em si só outro motivo - para "Travessuras da menina má" ter se tornado em tão pouco tempo um dos maiores fenômenos literários da cidade. Ou, melhor, uma mania. As pessoas compram, comentam, emprestam e presenteiam os amigos com o novo livro do peruano Mario Vargas Llosa, uma história de amor que ultrapassa tempo e espaço. E que, definitivamente, tomou conta do Rio.
O romance, que foi lançado no país em 20 de setembro pelo selo Alfaguara, é atualmente o livro de ficção mais vendido, da editora Objetiva. Até agora, foram cerca de 22 mil exemplares vendidos no Brasil, de uma tiragem inicial de 30 mil exemplares. E uma segunda edição, de 20 mil unidades, já foi impressa.
Um 'boom' logo no primeiro sábado
. "Travessuras da menina má" é também o campeão de vendas das livrarias Travessa (uma filial em Ipanema, três no Centro), da Argumento (filiais no Leblon, Copacabana e Barra) e da Unibanco Arteplex (Botafogo), por exemplo. A performance é comparável pelos livreiros ao furacão "O caçador de pipas" (Nova Fronteira), que, lançado há um ano, já vendeu mais de meio milhão de exemplares no Brasil.
- Para se ter uma idéia, nós vendemos 26 exemplares de "O caçador de pipas" em seu primeiro sábado nas prateleiras. Do "Travessuras", foram vendidos 80 exemplares. O primeiro mês de ambos é quase idêntico, com 700 volumes vendidos - conta Nica Monteiro, gerente de compras da Travessa. - Nem "O código Da Vinci" (Sextante) teve um começo tão bom.
Outra comparação possível é com "O livreiro de Cabul" (Record), sucesso editorial de 2006 que, desde julho, já vendeu cerca de 100 mil exemplares no país. Porém, para Elisa Ventura, administradora da Unibanco Arteplex, o resultado inicial ainda é favorável à obra de Vargas Llosa.
- Não houve outro livro este ano que tenha vendido com tanta rapidez. Foi realmente um início muito forte. "O livreiro de Cabul" demorou um pouco para pegar. "Travessuras", por sua vez teve um boom impressionante e, na última semana, chegou a esgotar no estoque da livraria. Resta saber se ele vai ter fôlego para se manter por mais tempo na lista dos mais vendidos – diz Elisa.
O sucesso não foi exclusivo das livrarias cariocas. Na Espanha, a obra foi lançada em junho e vendeu 150 mil exemplares. Na América Latina de língua espanhola, desde abril já foram vendidos 120 mil. Além disso, o livro foi lançado em Portugal, Itália, França, Alemanha e Holanda. E em 2007, de acordo com Roberto Feith, diretor da Objetiva, deve ganhar o mundo:
- O Vargas Llosa é um autor global. É um escritor em pleno domínio de sua arte, com grande capacidade técnica. Nós não temos dúvida que o livro vai passar da segunda edição no Brasil.
Mas não é apenas o famoso escritor peruano o responsável por todo o sucesso. A paixão do tradutor e intérprete Ricardo pela misteriosa Lily atravessa gerações e países: a partir de Lima nos anos 50, eles se encontram em cidades como Paris, Londres, Tóquio e Madri, com todos os acontecimentos históricos e mudanças culturais que se seguiram presentes no romance. Ele, apaixonado. Ela, má.
Foi essa história que atraiu admiradores como Olívia Hime, diretora artística da gravadora Biscoito Fino. Ela conta que ficou anos sem se aventurar pelos livros do Vargas Llosa e se sentiu em débito. "Travessuras", portanto, foi, para Olívia, uma forma de se redimir com o peruano. E ela gostou tanto que já presenteou quatro amigos com a obra.
- Levei para um fim de semana em Angra e brigava com o Francis (o compositor Francis Hime, marido de Olívia), porque ele queria roubar o livro de mim. Acabamos nos alternando em turnos e nós dois chegamos ao fim em dois dias - conta ela. - É uma beleza de história. Os personagens são belíssimos. Lily é muito triste, uma larva, uma lagarta, muito frágil. Ele aparentemente é uma pessoa frágil e romântica. A sexualidade é moldada num sentimento, nunca é gratuita. E, hoje em dia, as pessoas usam a sexualidade banalizada em relação ao sentimento - diz ela.
"A estrutura fica boba", diz Wilker
. Sensação semelhante teve Tiza Oliveira, diretora de arte da novela "Páginas da vida", da Rede Globo. Ela ficou sabendo da obra pela imprensa e comprou. Ainda não terminou a leitura, mas diz estar adorando a história que, para ela, retrata muito bem o espírito de diversas épocas.
- O mais interessante no livro é o relato desses encontros e desencontros que acontecem tanto na vida das pessoas. É o amor reaparecendo em situações completamente diferentes. Todos os meus amigos que estão lendo estão adorando - afirma Tiza.
Houve aqueles, porém, que também se sentiram atraídos pelo livro, mas não gostaram tanto de "Travessuras da menina má". Um deles é José Wilker. O ator exalta outras obras de Vargas Llosa, como "Pantaleon e as visitadoras" e "Conversa na Catedral" e diz que seu novo livro tem apenas um bom primeiro capítulo.
- Eu aboli romances da minha vida há alguns anos porque achei que eles não tinham mais o que dizer. Mas às vezes ainda há alguns livros de ficção que me atraem na livraria, e eu acabo lendo. Esse, eu peguei porque o nome do primeiro capítulo, "As chilenitas", é muito bom. Tem boas frases e me pareceu que seria uma boa leitura. Mas, depois, a estrutura fica boba. E a tal menina má, na verdade, é uma menina mala.
VARGAS LLOSA, MARIO Mario Vargas Llosa nació en Arequipa, Perú, en 1936. Aunque había estrenado un drama en Piura y publicado un libro de relatos, Los jefes, que obtuvo el Premio Leopoldo Alas, su carrera literaria cobró notoriedad con la publicación de la novela La ciudad y los perros, Premio Biblioteca Breve de 1962 y Premio de la Crítica en 1963. En 1966 apareció su segunda novela, La casa verde, que obtuvo el Premio de la Crítica y el Premio Internacional Rómulo Gallegos. Posteriormente ha publicado piezas teatrales (La señorita de Tacna, Kathie y el hipopótamo, La Chunga, El loco de los balcones y Ojos bonitos, cuadros feos), estudios y ensayos (como García Márquez, historia de un deicidio y La orgía perpetua: Flaubert y “Madame Bovary”), relatos (Los cachorros) y, sobre todo, novelas: Conversación en La Catedral, Pantaleón y las visitadoras, La tía Julia y el escribidor, La guerra del fin del mundo, Historia de Mayta, ¿Quién mató a Palomino Molero?, El hablador, Elogio de la madrastra, Lituma en los Andes, Los cuadernos de don Rigoberto y La Fiesta del Chivo. En el año 2002 gana el Pen/Nabokov Award.
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