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ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
- 14 x 21 cm
- Peso 0,150 Kg
2ª Edição
- 1995
120 pág.
O autor revela o método de trabalho que o conduziu ao Guinness, o Livro dos Recordes, com 1.036 livros publicados. Enfatiza a organização, a disciplina, a pesquisa organizada e a seriedade nas horas de trabalho como fatores essenciais para a criação e produção da obra literária. Basicamente dirigido àqueles que queiram escrever profissionalmente, contém também sugestões valiosas para o ensino de redação e àquelas pessoas que queiram simplesmente romper seus bloqueios e soltar-se na palavra escrita.
Opinião do Leitor:
Antônio Lima Jr. / Data: 5/7/2008 Conceito do leitor: | (opine)
Nem sempre no caminho das pedras
O autor classifica este título em “how to” e usa o projeto de um dos seus 1035 livros (a informação é dele) como exemplo e para ilustrar o conteúdo do livro. Após o intróito, ele abordará a escolha e pesquisa sobre o tema, tipos e classes do trabalho, o início da construção e o projeto e seus constituintes. Este último capítulo é detalhado nos capítulos seguintes, constituindo o núcleo do livro. Eu não esperaria aprender a arte da ficção com a sua leitura, mas apenas conhecer como se faz um projeto de um livro de ficção, segundo a experiência deste escritor.
Por vezes o autor parece esquecer o objetivo principal de ensinar “o caminho das pedras” para defender os “pocket-books”, cintando que escreveu 999 deles (p. 45). Critica a generalização de que estes seriam “subliteratura” e faz alusão à “pseudo-intelectualidade”. Considerando que já escreveu e publicou 1.035 livros, opina que “jamais se deve escrever um romance (...) por mera vaidade pessoal ou por diletantismo” (p. 111). Afirma que “...nós escritores merecemos a justa remuneração pelas horas passadas dedilhando febrilmente...” e recomenda: “ser humilde...”. Para em seguida relembrar: “...mesmo dizendo que já escrevi 1.036 livros...” (p. 112). Então volta a recomendar: “Não ser preconceituoso”, “Não menosprezar os pocket-books...”. E afirma que o ato de escrever visa principalmente “...o ganho para a subsistência...”: bom seria “...prescindir dessa terrível faceta que é a necessidade de sobreviver do que fazemos...”, talvez para justificar que “...teríamos condições de escrever muito melhor, de produzir obras muito mais profundas e, possivelmente, mais eternas...” (p.116). Tantas prescrições, críticas e promoção do gênero produzido pelo autor funcionam como uma pedra no caminho, desviando nossa atenção e minando a nossa vontade de seguir o seu caminho das pedras.
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