Clique e veja as localidades, horários e condições. Disponibilidade de acordo com a quantidade de produtos em estoque.
Preço R$
em até 3x de R$ 23,00 sem juros no cartão
+cultura R$
em até 3x de R$ 19,55 sem juros no cartão
participe
ISBN: ISBN-13: Livro em português
- 16 x 23 cm
1ª Edição
- 2007
696 pág.
'Einstein - Sua vida, seu universo', biografia de Albert Einstein, baseia-se numa coleção de cartas divulgadas em 2006, vinte anos depois da morte de sua enteada, conforme ela determinara em testamento. Escrita pelo jornalista Walter Isaacson, que já presidiu os grupos Time e cnn, e amplamente elogiada pela crítica, revela um Einstein avesso a qualquer tipo de dogma. Foi esse espírito rebelde que permitiu o nascimento da teoria que revolucionaria a física. O conteúdo das cartas desnuda a vida íntima de uma mente genial. Um homem simples e afável, mas ao mesmo tempo impertinente e distante, Einstein mantinha relacionamentos pessoais difíceis, segredos e casos extraconjugais, além de desprezar a guerra e se divertir com a aura de celebridade. Livre de amarras, Einstein podia explorar sua curiosidade, traço fundamental de sua personalidade e, em suas próprias palavras, essencial para seu brilhantismo; 'Einstein - Sua vida, seu universo' nos revela o menino curioso, o estudante genial e insolente que se apaixona pela colega de curso, o funcionário do escritório de patentes que revoluciona a física, o homem atormentado por problemas conjugais, o pai muitas vezes ausente, o físico por fim reconhecido no mundo todo, o militante pacifista e sua busca frustrada pela 'teoria do campo unificado' - uma solução matemática que explicasse as idiossincrasias da recém-nascida mecânica quântica, fruto de uma idéia sua.
Opinião do Leitor:
Mário Röhnelt / Data: 11/1/2010 Conceito do leitor: | (opine)
leiam
Einstein, sua vida, seu universo é uma pesquisa riquíssima e absolutamente fundamentada em todos os mínimos detalhes sobre a vida do homem que transformou a física clássica em moderna. O autor saiu em busca de respostas a um amplo espectro de questões. Para citar algumas poucas: o que tornou o jovem Einstein um físico teórico inovador? como pensava Einstein? quais as suas relações com a sua origem judaica e como elas se transformaram ao longo do tempo? quais as suas convicções políticas? como eram as suas relações familiares? que crenças filosóficas e metafísicas nutriu? Eu apontaria como mais surpreendente do livro - e da vida do fisico - a descrição de sua solitária e resistente batalha intelectual com a física quântica e o indeterminismo. Nesse ponto o texto de Isaacson deixa antever que Einstein foi incapaz de separar convicções, e crenças pessoais, da ciência. Nutria um profundo sentimento, quase religioso (pois daí derivava uma espécie Deus que Einstein não afirmava existir, mas era incapaz de negar), de que a natureza pertencia à uma ordem subjacente, estável e harmônica, quer a ela tivessemos acesso ou não. Mas essa batalha, pessoal e pública, se deu no elevadíssimo nível de discussões com as melhores mentes científicas de sua época. Einstein manteve com os seus pares cientistas relações de elevadíssimo nível ético. De inúmeros deles foi afetuoso amigo pessoal e apoiador por toda a vida. Se não conseguiu derrubar as novas concepções, suas críticas a elas eras fundamentadas com perspicácia e nutriam a discussão com procedente e rara inteligência. Ele próprio admitiu que a idade o tinha transformado no tipo de autoridade que em juventude combatera e que isso o imobilizava intelectualmente às novas concepções, mas era uma prerrogativa legítima sua levar essa discussão aos seus limites mais extremos, dentro da ciência, e o fez.
Ricardo / Data: 14/12/2009 Conceito do leitor: | (opine)
Excelente, mas um tanto cansativo
Para quem sempre foi um curioso em matéria de Albert Einstein, como eu, o livro impressiona pela riqueza de detalhes acerca de sua origem, vida familiar, projeção política, dimensão histórica. Além disso, é muito bem escrito e retrata o biografado com um homem, genial mas um simples humano, com qualidades, defeitos, carências. O único reparo, esse muito mais em função de minha ignorância no campo da física, consiste no detalhamento muitas vezes excessivo do método de Eistein para a elaboração suas teorias da relatividade e da física quântica. Mas isso é mero detalhe. Recomendo.
Sérgio Lins / Data: 9/1/2009 Conceito do leitor: | (opine)
Uma grande biografia
Li as cerca de quinhentas páginas em dois dias, já que a história é bastante envolvente. Mesmo mostrando as grandes qualidades intelectuais de Einstein, o autor não se furtou a avaliar as importantes contribuições de outros cientistas para a teoria da relatividade. No livro são desfeitas algumas lendas sobre Einstein, como a que diz que ele era uma mau aluno de matemática. Também fica evidente que ele não era uma pessoa distante da família, mas sim um pai amoroso, muitas vezes ausente porque trabalhava demais. É um livro altamente recomendável.
Veja /
Data: 28/11/2007 Retrato do gênio como pop star
Nova biografia examina a ciência, as dificuldades afetivas e a fama do físico alemão Albert Einstein
Rinaldo Gama
No período de março a junho de 1905, um obscuro funcionário do Escritório Federal de Propriedade Intelectual de Berna, na Suíça, publicou quatro artigos na revista científica Annalen der Physik. Nascido em Ulm, na Alemanha, o jovem – em abril completaria 26 anos – trabalhava no tal escritório desde 1902, analisando pedidos de patentes, e escrevera os textos em suas horas vagas. O último deles, junto com um complemento sobre as relações entre massa e energia, tornou célebre o seu nome: Albert Einstein. Não era para menos. Os textos constituíam a certidão de nascimento da teoria da relatividade especial, que se tornaria famosa pela equação E = mc2 (energia é igual a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado). A trajetória do gênio que virou o mundo de cabeça para baixo ao destruir os conceitos de tempo e espaço absolutos, pregados pela física clássica, é percorrida com fôlego admirável pelo americano Walter Isaacson em Einstein – Sua Vida, Seu Universo (tradução de Celso Nogueira, Denise Pessoa, Fernanda Ravagnani e Isa Mara Lando; Companhia das Letras; 656 páginas).
O livro começa com os agradecimentos do autor. Na lista aparecem quase duas dezenas de acadêmicos convocados para orientar a redação de certas passagens tecnicamente espinhosas. Diante disso, o leitor pode imaginar que terá pela frente uma biografia pautada por longos arrazoados científicos. O que se lê, no entanto, é um esforço notável para evitar essa armadilha. Isaacson é didático, paciente, dono de um ótimo senso de humor, e empenhou-se verdadeiramente para se fazer acessível a um público leigo. Não poderia ter encontrado melhor forma de ser fiel ao biografado.
Einstein foi o cientista mais popular de toda a história. Com ele, a ciência ganhou um rosto: o seu. "Se ele não tivesse o cabelo em pé, os olhos penetrantes, ainda assim Einstein se tornaria o garoto-propaganda da ciência?", pergunta Isaacson. E responde: "Seria esse o caso, creio. Sua obra tem um caráter muito pessoal, uma marca que a torna reconhecível, como um Picasso é imediatamente reconhecido como sendo um Picasso. Suas teorias eram assombrosas, e mesmo assim continham noções que capturavam a imaginação popular". Essas características natas de Einstein e de sua ciência de vanguarda – que se baseava na criatividade e nos vôos mentais, e não nas experiências de laboratório – tornaram o físico alemão um personagem, como se diria hoje, midiático. "Os repórteres adoraram o fato de que o gênio recém-descoberto não era nem um insosso nem um acadêmico reservado", anota Isaacson. Disposto a manter um tom de equilíbrio, contudo, o autor sublinha que a propalada aversão de Einstein à publicidade "existia mais na teoria do que na realidade".
Einstein demorou a falar quando pequeno. Até a empregada da família se sentiu no direito de tomá-lo como um garoto idiota. Esse quadro logo iria mudar. A biografia de Isaacson põe uma pá de cal na versão de que Einstein teria sido um péssimo aluno. No primário, ele foi sempre um dos primeiros da classe. Só deixava a leitura na hora de tocar violino. Antes dos 15 anos Einstein já dominava os cálculos diferencial e integral, aos 16 redigiu seu primeiro ensaio de física e com 17 entrou na faculdade, no setor que treinava professores especializados em matemática e física.
Foi na Politécnica de Zurique que ele conheceu aquela que seria sua primeira mulher e mãe de seus filhos. A sérvia Mileva Maric era a única aluna do grupo de Einstein na faculdade. Três anos e pouco mais velha do que ele, Mileva era manca e considerada feia até pelas amigas. Os pais de Einstein abominavam o namoro. "Quando você fizer 30 anos, ela será uma bruxa velha", disse a mãe em certa ocasião. Em 1902, quando ainda não eram casados – só oficializaram a união em 1903 –, Mileva e Einstein tiveram uma filha, Lieserl, cuja existência só foi descoberta pelos pesquisadores em 1986. Até hoje o episódio permanece nebuloso. Grávida e reprovada pela segunda vez nos exames finais da Politécnica, Mileva desistiu do curso e foi para a Sérvia, a fim de ter a criança perto de seus pais. Não se sabe se a menina morreu ou foi entregue para alguém criá-la. "Einstein e a filha, ao que parece, nunca puseram os olhos um no outro", diz Isaacson.
O casal teria ainda dois filhos, Hans Albert (1904) e Eduard (1910), porém jamais reencontraria a paz dos primeiros anos de relacionamento. A fama crescente de Einstein pesou muito para isso. O casamento entrou em fase terminal no ano de 1912, quando Einstein reencontrou uma prima, Elsa, também mais velha do que ele. Apaixonados, eles iniciaram um caso. Corroída pelo ciúme, Mileva se envolveria com outra pessoa, um professor de matemática. Em julho de 1914, Einstein apresentou à mulher uma proposta de cessar-fogo, uma espécie de contrato no qual, observa Isaacson, "a abordagem científica se unia à hostilidade pessoal, num documento assustador".
Sempre que as tensões psicológicas se tornavam graves demais, Einstein se afundava no trabalho. Com o matrimônio em crise, ele, mais do que nunca, se dedicaria à formulação da teoria da relatividade geral, que veio à tona em 1915. Convencido de que cedo ou tarde ganharia o Nobel de Física, propôs a Mileva, em 1918, que, se ela concedesse o divórcio, ele lhe daria o dinheiro do prêmio. Depois de muitas idas e vindas, o contrato foi firmado. O divórcio saiu em 1919 – ano em que um eclipse solar confirmou a teoria da relatividade geral, que postulava que a luz se curvaria ao passar por um campo gravitacional forte – e Einstein se casou com Elsa. Quando finalmente recebeu o Nobel, em 1922, ele cumpriu o acordo com a ex-mulher.
Até 1925, sustenta o biógrafo, Einstein continuou dando contribuições importantes à ciência. Depois disso, passou a resistir aos avanços da física quântica e mergulhou numa fracassada teoria do campo unificado, pela qual buscava dar conta de toda a estrutura do universo. As três últimas décadas da vida do cientista, que morreu em 1955, seriam marcadas ainda por um engajamento político cada vez maior – particularmente acentuado depois da chegada do nazismo ao poder, em 1933, o que o levou a se estabelecer em definitivo nos Estados Unidos. Trabalhando no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, Einstein recebeu a notícia de que a fissão nuclear confirmara sua equação E = mc2. Mais do que isso, que cientistas alemães estavam adiantados na pesquisa atômica. Escreveu ao presidente Franklin Roosevelt, chamando atenção para o perigo que representava o domínio dessa tecnologia nas mãos dos nazistas. "Isso exige ação", disse Roosevelt ao terminar de ler a carta. Era o início do processo que levaria à criação do Projeto Manhattan, que desenvolveu a bomba atômica, com as conhecidas conseqüências. Não por acaso, a revista Time em sua edição de 1/7/46 sentenciou: "Albert Einstein não trabalhou diretamente na bomba atômica. Mas foi o pai da bomba de duas maneiras importantes: (1) foi sua iniciativa que inaugurou a pesquisa sobre a bomba nos Estados Unidos; (2) foi sua equação que tornou a bomba atômica teoricamente possível".
O cientista arrastaria até seus últimos dias um desconfortável sentimento de culpa por isso. Foi esse sentimento que o levou a defender até a morte a criação de um governo mundial "que tivesse o monopólio do poderio militar". Por causa dessas idéias e de sua simpatia pelo socialismo, Einstein foi investigado pelo FBI no início dos anos 50. Tolice: o cientista condenava a ditadura soviética com a mesma veemência com que fora contra o fascismo. O mais curioso é que a investigação não conseguiu levantar aquilo que era "o mais importante", segundo Isaacson: a informação de que, na década de 40, o cientista tivera um romance – sem conseqüências políticas – com uma espiã da União Soviética, Margarita Konenkova.
Quando Einstein morreu, o responsável pela autópsia, o patologista Thomas Harvey, do hospital de Princeton, decidiu embalsamar o cérebro do cientista e guardá-lo consigo. Cortou-o em pedaços, enfiou as partes dentro de dois vidros de biscoito e rumou para a Universidade da Pensilvânia, onde fatias microscópicas do órgão passariam por análises minuciosas. Nunca se chegou a nada conclusivo. "A questão relevante é como funcionava a mente de Einstein e não o seu cérebro", argumenta Isaacson. E completa: "O mundo já viu muitos gênios petulantes. O que tornava Einstein especial era que sua mente e sua alma eram temperadas pela humildade".
Vídeos relacionados
Albert Einstein - The Mark Steel Lectures Part 1/6
ATENÇÃO
Os pedidos deste catálogo estão sujeitos a alteração sem prévia comunicação.
Os pedidos ficam condicionados a disponibilidade do estoque da Livraria Cultura e de nossos fornecedores (editoras e distribuidores).
Agora você pode participar do nosso site inserindo seus vídeos, suas imagens e links para seu blog ou website.
Clique nos ícones abaixo e participe!
Clique nas opções abaixo para atribuir Tags do produto às minhas Tags.