Opinião do Leitor:
Celia Tamura / Data: 23/12/2009
Conceito do leitor:
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Homem e Natureza como um só organismo
Sintetizando alguns dos principais ensinamentos da filosofia oriental, contidos no Taoísmo e no I Ching, o livro apresenta uma visão ética inovadora para o leitor ocidental, a partir da noção de unicidade entre o homem e o universo. Essa sabedoria mostra-se imprescindível para a compreensão da ligação do indivíduo à Natureza, fato que permaneceu desprezado durante o século XX, ocasionando a intensa destruição do planeta. Mesmo não sendo a questão ecológica o assunto principal, pode-se compreender claramente a indissociabilidade entre o homem e o meio-ambiente, pois dessa relação depende a vida na terra. Assim como os elementos naturais possuem suas características, o homem, igualmente, segue determinadas condições, sem as quais seu ser torna-se desordenado, e sua vida muito difícil. É preciso aprender com os exemplos dados pelas estações do ano, pela água, pela terra e pelo céu. São lições que tornam a vida mais harmoniosa, baseadas, essencialmente, na paciência, na aceitação das condições naturais, contra as quais é improdutivo lutar. Com belas ilustrações ao estilo chinês e linguagem bem humorada, o livro mostra como a água, o bambu, a terra e o céu podem ensinar o homem a viver com sabedoria. A água, é descrita com uma delicadeza que coincide com as ideias do próprio filósofo ocidental Gaston Bachelard: “Ao beber um copo de água, não se bebe apenas água. Bebem-se todas as memórias do planeta. A água, para os chineses, é sábia e sagrada”. (p. 55) A água percorre o caminho mais fácil, evitando confrontos. O bambu, além de sua flexibilidade, ensina a paciência, a simplicidade e a construção de uma base sólida, representada por suas raízes. Assim como as estações do ano, o homem também passa pelas mutações cíclicas. Para tudo há um momento certo, segundo o I Ching, o Livro das Mutações, no qual a transformação é um dos principais fundamentos. A primavera traz o início de um novo ciclo, o momento de iniciar o plantio. O verão é o momento de aproveitar a abundância da Natureza; o outono, o declínio, e o inverno, o recolhimento e a introspecção. O livro situa o homem na grande sinfonia dos processos naturais, e não como seu inimigo ou oponente, pois, “colocar-se acima da Natureza é insensatez”. O ser humano é mostrado como parte desse grande organismo, tão misterioso quanto belo. Roberto Otsu retoma o que já havia mostrado Mircea Eliade, ao afirmar que, para os chineses primitivos, “tudo se torna sagrado, divino, maravilhoso, pois tudo se transforma em objeto de profunda afeição e respeito, o que ilustra a verdadeira compaixão”. Esse sentimento é alcançado quando se aceita e se compreende a unicidade entre o homem, a Natureza e o infinito.
HELOISA EMILIA BONFIM / Data: 18/12/2006
Conceito do leitor:
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A simplicidade é a chave da vida
O livro surpreende - conceitos de uma simplicidade absurda e desconcertante nos fazem pensar sobre as verdades essenciais da vida. No início, parece que tudo é óbvio, mas ao continuarmos a leitura percebemos que o óbvio das lições da natureza passa desapercebido por nós, criaturas estressadas e ''urbanóides''. Vale a pena ler e reler.
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