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ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
- 11 x 17 cm
1ª Edição
- 2005
672 pág.
O escritor maranhense apresenta toda a saga do negro, desde a sua origem africana, sua viagem nos navios negreiros, até a chegada em nossa terra. 'Os tambores de São Luís', cuja narrativa transcorre durante uma noite e algumas horas da manhã seguinte, conta, em tom épico, uma história de três séculos de lutas e insurreições.
Opinião do Leitor:
Luiz Eduardo Neves / Data: 8/11/2009 Conceito do leitor: | (opine)
A Obra-Prima de Montello
Os Tambores de São Luís é daqueles livros que se começa ler e não se para mais. Muito bem escrito e imaginado por um dos maiores romancistas do Brasil em todos os tempos, esta obra de Josué Montello remonta em detalhes a História do Maranhão e de São Luís a partir da memória de um protagonista negro, o octogenário Damião. Numa interação que mistura ficção e realidade, a principal obra romanesca de Montello, retrata as relações sociais de poder processadas no espaço urbano ludovicense em três séculos de opressão aos grupos negros. A narrativa, construída em tom épico, conta ainda com mais de 400 personagens, cuja pluralidade histórica e psicológica exerce grande força na abordagem sobre o preconceito e a escravidão na São Luís do século XIX.
Leandro / Data: 14/4/2009 Conceito do leitor: | (opine)
soberbo
Recomendo a todo mundo esse livro. O autor descreve com nitidez a ponto da gente nao ler, nós vamos sempre jurar que vimos tudo com nossos próprios olhos. É especialista em metáforas, a narrativa flui como água num rio manso. Personagens marcantes. Cada palavra parece ter sido trabalhada a ponto que nós nunca vamos esgotar as leituras. Tô lendo-o emprestado da biblioteca da escola, ainda a procura de um preço mais cômodo, antes de ter vários exemplares pra presentear.
Saiu na Imprensa:
Jornal do Brasil /
Data: 17/3/2006 Adeus, Josué
Tambores de São Luis em silêncio. Por seu maior romancista
Luís Pimentel
'Aquele que acordar mais cedo, é esse que tange o sino!'
A frase que aparece acima foi citada por Josué Montello, em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, em junho de 1955. Assumia a cadeira de número 29, da qual foi o quarto ocupante, substituindo Cláudio de Souza. Homem cultíssimo, Montello – que foi enterrado ontem no Rio – citava Petrônio e a prosa antiga do infante Juan Manuel, mas fazia uma referência à sua própria prática literária.
Josué, que mais tarde veio a presidir a ABL, foi um homem que acordou cedo e tangeu sinos imponderáveis, das catedrais históricas da capital do Maranhão, onde nasceu em 1917 (dia 21 de agosto) e onde buscou inspiração para elevar um romance espetacular, Os tambores de São Luís, aos panteões da glória literária. Se não chegou a ser uma unanimidade de público e de crítica, gozou durante mais de seis décadas (pelo menos a partir da publicação de seu romance Janelas fechadas, em 1941) de enorme respeito e admiração.
O professor, romancista, cronista, contista, ensaísta, historiador, orador, memorialista e teatrólogo Josué Montello começou a vida como jornalista. Na primeira e segunda décadas do século passado destacou-se como colaborador dos principais jornais maranhenses – A Tribuna, Folha do Povo e O Imparcial entre eles. Com menos de 20 anos, mudou-se para Belém do Pará, onde intensificou a carreira jornalística, colaborando em vários jornais e revistas, sobretudo O Estado do Pará.
No fim de 1936, pegou o Ita no Norte e desembarcou no Rio de Janeiro, para construir uma das mais profícuas e extensas carreiras de escritor do país. Viveu intensamente a vida literária e colaborou regularmente em Careta, O Malho e Ilustração Brasileira, além dos suplementos dominicais de A Manhã, O Jornal, O Correio da Manhã, Diário de Notícias e Jornal do Commercio. Curioso e versátil como poucos, por mais de um ano escreveu críticas de teatro para o jornal A Vanguarda. Foi, aliás, um pioneiro nessa atividade no Brasil.
Montello deixou uma obra literária das mais significativas em nossas letras. Destacou-se sobretudo nos romances (publicou 27) e são esses os principais títulos: Janelas fechadas (1941); A luz da estrela morta (1948); Labirinto de espelhos (1952); Os tambores de São Luís (1975); Noite sobre Alcântara (1978); A coroa de areia (1979); O silêncio da confissão (1980); Antes que os pássaros acordem (1987); A última convidada (1989); Um beiral para os bem-te-vis (1989); O camarote vazio (1990); O baile da despedida (1992); e A viagem sem regresso (1993).
Também publicou obras de história política, história literária, novelas, contos, teatro e literatura infantil. Com a morte de Josué, a eleição à cadeira 28 da ABL, disputada por Célio Borja e Domício Proença, foi adiada para o dia 28 deste mês.
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