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ISBN: ISBN-13: Livro em inglês
Brochura
1ª Edição
- 2006
304 pág.
In this book, Norah Vincent absorbed a cultural experience and reported back on what she observed incognito. For more than a year and a half she ventured into the world as Ned, with an ever-present five o'clock shadow, a crew cut, wire-rim glasses, and her own size 111/2 shoes a perfect disguise that enabled her to observe the world of men as an insider. The result is a tour de force of immersion journalism that's destined to challenge preconceptions and attract enormous attention. With her buddies on the bowling league she enjoyed the rough and rewarding embrace of male camaraderie undetectable to an outsider. A stint in a high-octane sales job taught her the gut- wrenching pressures endured by men who would do anything to succeed. She frequented sex clubs, dated women hungry for love but bitter about men, and infiltrated all-male communities as hermetically sealed as a men's therapy group, and even a monastery. Norah uses her intimate firsthand experience to explore the many remarkable mysteries of gender identity as well as who men are apart from and in relation to women. Far from becoming bitter or outraged, Vincent ended her journey astounded and exhausted by the rigid codes and rituals of masculinity.
Opinião do Leitor:
Daniel / Data: 10/9/2006 Conceito do leitor: | (opine)
exelente
Inteligente e atual. Recomendo a sua leitura, principalmente para mulheres. Quem sabe ajude a ''mudar'' a maneira de pensar a respeito do ''bicho'' homen. Afinal, nada melhor do que conhecer o ''inimigo'' para poder derrota-lo.
Saiu na Imprensa:
Isto É /
Data: 15/2/2006 ELE é ELA
Para entender os mistérios do universo masculino, a escritora Norah Vincent 'virou homem' por 18 mesesOsmar Freitas Jr. - Nova York
O americano Ned Vincent era daquele tipo que a turma chama de 'esquisitão'. Sabe como é - um jeitão meio desmunhecante. Mas isso não incomodava o pessoal do boliche - um bastião de macheza da classe trabalhadora americana que Ned passou a freqüentar uma vez por semana. Ele integrava um time masculino em Nova York. Tinha namorada firme, bonitinha e apaixonada. Ninguém achou que o cara era gay. Ele até ia a bares de strip-tease! Imagine-se então o susto dos amigos ao descobrirem que Ned, na verdade, era Norah Vincent, uma bela mulher. Não uma transexual, fantasiada de macho e inconformada com as determinações biológicas. Acontece, no entanto, que a moça é uma jornalista disposta a entender os mecanismos da cabeça dos homens e para isso ela resolveu viver 18 meses na pele de seus objetos de estudo. Uma transformação espantosa e que rendeu as páginas do best-seller Self-made man.
A sua primeira descoberta foi a de que não é fácil ser homem. 'E isso ocorre principalmente quando se é uma mulher', disse Norah a ISTOÉ. Para incorporar seu lado masculino, ela fez longas sessões de musculação e de empostação de voz. Recebeu também um corte de cabelo curto - curto atrás e com o topo quadrado. Um pó especial feito de pêlos e grudado estrategicamente ao rosto serviu como convincente barbinha tipo Giorgio Armani. E foi uma diretora de teatro quem lhe deu os códigos do gestual do macho. 'Não basta sentar com as pernas abertas, é preciso agir como se existisse algo sólido e precioso entre as coxas', recomendou a professora. Foi acomodado nas virilhas, portanto, um penduricalho roliço e de bom tamanho. Toda essa arquitetura esteve sustentada num patamar respeitável, já que Norah calça 43 (numeração masculina). E isso só para montar o visual. Imagine-se a trabalheira para enfrentar o lado emocional.
A economia de gestos efusivos, a apertada válvula de escape para as emoções mais íntimas, as dolorosas rejeições amorosas depois do sacrifício feito na cantada a uma paquera - todas essas desventuras fazem parte de um universo que, segundo a escritora, não é sequer suspeitado pelas mulheres. 'Fiquei surpresa com a quantidade de poder sexual que as mulheres detêm. Aprendi que a arrogância que os homens demonstram durante os contatos sexuais é uma forma de salvar as aparências e superar invertidas femininas', diz Norah. Ela saiu com moças que conheceu na internet - uma delas, heterossexual até aquele momento, queria continuar o relacionamento com Ned/Norah mesmo depois de ela confessar seu verdadeiro sexo e intenções investigativas. As conquistas em bares também foram tentadas. 'Trata-se de um jogo absolutamente diferente daquele praticado por lésbicas', diz a autora, que é lésbica e mantém há anos um relacionamento monogâmico. 'Foi uma experiência penosa'. Finalmente, a conclusão dessa
troca de papéis - os gêneros agem de modos muito distintos e as fêmeas não têm idéia do que é ser macho.
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