ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
1ª Edição
- 1983
562 pág.
'O nome da rosa' é uma narrativa policial ambientada em um mosteiro da Itália medieval. A morte de sete monges ao longo de sete dias e noites desencadeia a ação. Crônica da vida religiosa e dos movimentos heréticos do século XIV.
Opinião do Leitor:
Cris / Data: 5/2/2000 Conceito do leitor: | (opine)
Polivalencia
O livro é polivalente por ser um romance e suspense ótimos, além de envolvente, surpreendente e dinâmico. Além da possibilidade de abrirmos nossas mentes para críticas construtivas.
Saiu na Imprensa:
O Globo /
Data: 9/8/2003 Umberto Eco, o erudito que mantém a simplicidade no escrever e no falar
Marco Lucchesi
Do grande fascínio de “O nome da rosa” ao belo “Ensaios sobre literatura”, Umberto Eco vem traçando um percurso de múltiplos aspectos e apelos, todos voltados para um olhar leonardiano: aberto, equívoco e atento. Sua erudição, desde o primeiro livro sobre a arte na Escolástica, recebeu o aval e o reconhecimento de um Étienne Gilson, príncipe e renovador dos estudos medievais. Mas Eco não se limitou ao plano de um vasto conhecimento, como quem coleciona mortas e alfinetadas borboletas, com sono e pachorra parnasiana. Criou sistemas, pontes, cidades — atento às artimanhas do pós-moderno, aguerrido em suas questões, eivadas de humor e fina contundência. Pertence ao mundo acadêmico, mas não recusou a porosidade das coisas vivas, atuais, e desprovidas de bibliografia. Trouxe de volta uma perspectiva que parecia ameaçada depois de Gramsci ou Benedetto Croce: uma visada abrangente, articulada e crítica —- por mais distintos e distantes que esses três nomes se apresentem. A paixão do universal move e atordoa Umberto Eco. Capaz de sofrer não poucos riscos e cometer de quando em quando formidáveis acertos. Seus romances parecem coroar o velho princípio dantesco, das camadas várias para se entender uma obra. Tudo isso do ponto de vista formal. Mas há um lado que não se deve esquecer, embora contingente e talvez desnecessário: sua juventude intelectual e sua extrema simplicidade na conversa e no seu dia-a-dia. Guardou uma espécie de liberdade que os grandes leitores e eruditos jamais deixam de sentir. O grau infinito de nossa funda ignorância, na escala dos livros e das estrelas.
Sobre o autor:
ECO, UMBERTO Nascido em Alexandria, Umberto Eco fez Doutorado na Universidade de Turim aos 22 anos. É conhecido como semiólogo, crítico literário e novelista, e obteve fama internacional com o livro ''O Nome da Rosa''. Ampliou o uso da semiótica até a ficção, combinando vários gêneros, teoria literária, estudos medievais e exegese bíblica. É autor de vários livros.
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