ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
1ª Edição
- 2006
518 pág.
O jornalista José Rodrigues dos Santos, apostou numa antiga polêmica para tecer a trama desta obra - a verdadeira identidade de Cristóvão Colombo. O navegador genovês sempre intrigou os historiadores. Como se não bastasse uma estranha rasura em seu registro de nascimento, o marinheiro cometia erros de tradução para o espanhol típicos de portugueses e não de italianos. Há uma corrente historiográfica que o acredita português, espião do rei e judeu.
Opinião do Leitor:
Ricardo Lima Vieira / Data: 2/11/2009 Conceito do leitor: | (opine)
Obra que prende o leitor
Em 3 dias, não digo que li, e sim que degustei, palavra por palavra, tão excelente romance. Apropriadamente mantido em português de Portugal pela ed. Record, o livro, ao contrário do que apressadamente muitos pensariam, não é uma imitação d'O Código da Vinci. Ao contrário deste, que é pleno naquela atmosfera hollywoodiana de aventuras para entretenimento, o livro de Rodrigues dos Santos mistura momentos de pura ternura (como quando aparece a filha, com Síndrome de Down), com deliciosas viagens à história, a lugares deslumbrantes, a divagações filosóficas, a pungentes dramas humanos... Recomendo!
Saiu na Imprensa:
Jornal do Brasil /
Data: 14/10/2006 Um Colombo à lusitana
Best-seller em Portugal, 'O códex 632' tece mistério sobre a época dos descobrimentos
Alvaro Costa e Silva
Se um gajo qualquer chegar perto do escritor José Rodrigues dos Santos e, ao pé do ouvido, sussurrar-lhe que o romance O códex 632 é " 'O código Da Vinci' português", ele dará de ombros com desdém e responderá: "E daí? Não vejo tanta comparação, a não ser, em ambos, existir um segredo de fundo histórico. Mas meu livro, de resto, é bem diferente. E, se você quiser saber, estou pouco ligando".
Os leitores, também. Desde seu lançamento, em 2005, o romance tomou-se um best-seller imediato em Portugal, onde vendeu mais de 110 mil exemplares, superando o último 'Harry Potter' na lista dos mais procurados.
Logo, foi lançado na Espanha e está sendo traduzido para publicação na Itália e nos Estados Unidos (pela prestigiosa Harper Collins). A Record apressou-se em editá-lo no Brasil, e não apenas pela evidente qualidade da obra.
Pois o Rio de Janeiro, de muitas maneiras, inspirou o autor. José Rodrigues dos Santos estava no Rio, de férias, em 2004, quando resolveu pesquisar na Biblioteca Nacional. O 'homem é um workaholic.
A idéia de Rodrigues dos Santos - que antes escrevera dois romances sobre acontecimentos recentes da história de Portugal - era abordar a época dos descobrimentos. Ele ouvira falar numa teoria sobre a verdadeira identidade e objetivo da missão de Cristóvão Colombo, totalmente desacreditada pelos especialistas.
E mais não se deve dizer a respeito do entrecho histórico de 'O códex 632' para não estragar o prazer da leitura. O que se pode adiantar sem susto é o seguinte: uma mensagem enigmática - Moloc Ninundia Omastoos - foi encontrada entre os papéis que um velho historiador deixara no Rio de Janeiro pouco antes de morrer.
Tomás Noronha, perito em criptanálise e línguas antigas, é contratado para decodificar a estranha frase, a qual, supostamente, está relacionada com a descoberta do Brasil. Tem início a aventura repleta de enigmas e mitos, segredos e pistas falsas, com fortes pitadas de erotismo - a cena em que a jovem Lena seduz o professor Tomás, valendo-se de uma especialíssima sopa de peixes norueguesa, virou página de discussão na internet proibida para menores.
Pode ser parecido com 'O código Da Vinci' - e é - mas perguntamos como o autor: e daí? Em relação ao livro de Dan Brown, leva uma imensa vantagem: é escrito com mais graça e competência, num estilo deliciosamente lusitano, com aquela perfeita colocação pronominal deles. Além de o narrador, ao descrever o Centro do Rio ou a praia de Ipanema, ter olhos mais espertos que muitos cariocas para a beleza e as idiossincrasias da cidade.
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