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ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
1ª Edição
- 2007
408 pág.
Istambul - antiga Constantinopla, sede do Império Bizantino - é uma cidade encravada no meio do grande dilema que se apresenta para a humanidade neste início de século - o encontro entre Ocidente e Oriente. A secularização promovida por Atatürk - herói nacional e fundador da Turquia moderna, em 1923 - baniu as roupas típicas, coibiu costumes milenares e transformou progressivamente o panorama local. Para Orhan Pamuk, que nasceu e passou toda a sua vida na cidade, embora os habitantes tenham cumprido as novas regras, no espírito do povo turco essa operação nunca se completou. Entre a modernização crescente e o apego ao passado, entre ter sido um império e conhecer a decadência, criou-se nos habitantes um sentimento de melancolia que permeia toda a cidade, e também este livro. Sem nunca se ater a um gênero específico, 'Istambul' é parte autobiografia, parte ensaio e parte elegia. Nele, Pamuk traça uma história afetiva de sua cidade e revela os personagens, as ruas e os becos, os grandes e os pequenos acontecimentos que definiram sua vida. O centro de tudo é o Edifício Pamuk, construção que no início da década de 50 abrigava, espalhada em seus andares, toda a família do autor. Circulando pelos corredores do edifício, o pequeno Orhan tenta dar sentido a coisas que vê, mas não entende por completo - as ausências do pai, as fotografias espalhadas pela avó, o indefectível piano que todos seus parentes têm nas casas, mas que nunca tocam. Conforme cresce, ele ganha as ruas, em longos e solitários passeios, e começa a se impregnar dessa tristeza coletiva que assombra a cidade. Mas, ao mesmo tempo em que de certo modo o oprime, Istambul fornece um repertório de imagens - as casas na beira do Bósforo, os incêndios das mansões dos paxás, as enciclopédias de curiosidades compradas em sebos - que para ele ganham enorme força simbólica, e que estarão sempre presentes em sua obra. Pamuk tira da cidade a experiência que o conduziu à arte.
Roberta Resende / Data: 26/8/2008 Conceito do leitor: | (opine)
De como nos tornamos o que somos
Não é uma história no sentido usual, com começo, meio e fim, um romance. Tampouco se mostra como uma autobiografia tradicional. O autor entremeia suas memórias – da infância ao início da vida adulta – com considerações, explicações, questionamentos e narrativas sobre Istambul, sua cidade natal. Não há um rigor lógico ou cronológico a presidir a narrativa; o livro foi escrito acompanhando o “tempo da memória”. Para Pamuk, as bordas fornecidas pela história e pela geografia são insuficientes para contornar a sua Istambul. Escreve, então, para tentar defini-la. Para a tarefa, vale-se não só de palavras, mas de fotos, gravuras, desenhos, todos a tentar compor Istambul, a grande personagem que nomeia a obra. Enquanto busca apresentá-la ao leitor, procura também entender em que momento teria se tornado escritor. E em que medida Istambul teria contribuído para a formação – ou reconhecimento – dessa vocação. Enfim, sobre as marcas que nos formam discorre esse grande livro.
Rogério Salles / Data: 5/11/2007 Conceito do leitor: | (opine)
Monótono
Após ler NEVE (também do Pamuk), submeti-me a este. Não me prendi neste livro. Não me satisfez, não me emocionei e, na verdade, nada me acrescentou. Nem curiosidade por Istambul me despertou. Obviamente não tiro os meritos do escritor que, para mim, é um dos melhores comtemporâneos, mas acho que ele escreveu um livro que só interessará, realmente, a ele. Desisti antes do fim.
Marcos / Data: 14/7/2007 Conceito do leitor: | (opine)
interessante
Um livro muito interessante que mostra os aspectos da vida em Istambul vividos pelo autor. O mesmo demonstra no livro toda sua solidão, angústia e frustação vividos na época da infância e juventude. Um livro curioso e com várias fotografias.
Saiu na Imprensa:
Época /
Data: 23/4/2007 Crônicas de infância de um Nobel
Gisela Anauate
"O destino de Istambul é o meu destino", afirma o turco Orhan Pamuk em seu último livro. O ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 2006 mistura sua biografia à história da antiga Constantinopla em Istambul (Cia. das Letras). O cenário poético é o pano de fundo das lembranças de infância com a família rica. Entre suas brincadeiras solitárias, Pamuk tentava entender a devoção religiosa dos criados, os comentários xenófobos, a ocidentalização dos costumes. O escritor de 54 anos mora nos EUA desde janeiro, após ter sido ameaçado por um militante nacionalista, contrário a suas declarações sobre o massacre de turcos contra armênios de 1915 a 1917, até hoje negado pela Turquia. Istambul criou e exilou um dos grandes escritores da atualidade.
PAMUK, ORHAN O romancista turco Orhan Pamuk nasceu em 1952, em Istambul. Teve uma educação no Robert College, da Turquia, e passou a estudar arquitetura na Universidade Técnica de Istambul. Abandonando a escola de arquitetura três anos depois, tornou-se escritor em tempo integral e, em 1976 graduou-se no Instituto de Jornalismo da Universidade de Istambul. Em 2006, foi apontado pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e, no mesmo ano, ganhou o Prêmio Nobel de Literatura.
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