ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
4ª Edição
- 2000
251 pág.
Opinião do Leitor:
Daniela Vieira / Data: 22/4/2008 Conceito do leitor: | (opine)
Real e Subjetivo
O livro relata a história do artista Basil Hallward que ao conhecer Dorian Gray, se encanta com sua beleza e pureza. Basil decide que quer pintar um quadro de Dorian, quadro esse que seria o melhor que ele já pintara até o momento. Sem menosprezar Lord Henry que confunde e influencia Dorian, fator importante para o desenrolar da história. Assim somos levados à mente confusa e sombria de Dorian de uma forma completamente envolvente, misturando realidade e subjetividade como só Oscar Wilde consegue fazer.
Maísa Mendonça / Data: 20/2/2008 Conceito do leitor: | (opine)
Fascinantemente Belo
O Retrato de Dorian Gray,pode ser considerado a maior obra prima de Oscar Wilde,pois é nessa história que envolve tantos sentimentos que podemos entender um pouco mais sobre esse autor tão excêntrico e ao mesmo tempo fascinante. A história de Gray nos desperta para um mundo de vaidades,futilidades,desejos reprimidos,conflitos, nos leva até uma então desconhecida: a sociedade hipócrita londrina. Todos esses fatos estão entrelaçados em uma trama de um jovem que tem seu tão sonhado desejo atendido,mas que não pensou que seus atos frios e estritamente calculistas pudessem chegar a sérias consequências.Este livro é uma prova de que as aparências podem sim enganar a qualquer um. A beleza e a futilidade são o tema central, mas não se deixe enganar e achar que é um livro como outro qualquer, esse é um livro que nos faz pensar sobre o que somos na juventude e o que gostaríamos de ser na velhice.No final faça uma pergunta a si mesmo: ''Até que ponto posso chegar para conquistar um objetivo, seja ele qual for?''
Andresa Scucuglia / Data: 21/5/2002 Conceito do leitor: | (opine)
Quando a consciência se torna um monstro
Para começar, O retrato de Dorian Gray é um clássico. O autor, Oscar Wilde, mostra uma visão ácida da sociedade da época, em que a ostentação e a luxúria ditam as ações dos &(8220;nobres&(8221;. É um romance que cativa o leitor. Você ama e odeia Dorian, o compreende e o condena. Ele tem juventude e beleza, por que não desfrutá-las? Seu retrato é sua consciência, mesmo que escondida e trancada a sete chaves, toda a corrupção de sua alma estava estampada naquela pintura. Mas a consciência distrai e, por vezes, fala mais alto, quer ser ouvida, machuca, dói. É difícil crer que algo tão bom possa ser tão aviltado. É um monstro o assassino, o preconceituoso, o orgulhoso, o mesquinho? Pois é o retrato de um monstro senil que substitui toda aquela beleza juvenil carregada durante os anos que não passam para ele. Dorian, inexplicavelmente, transfere para seu retrato toda a carga moral de sua existência: ao longo dos anos, continua belo e nobre, enquanto seu retrato transforma-se numa figura de terror, suja de sangue. Em sua vida de luxúria, Dorian, Narciso, preocupou-se apenas com o cultivo de sua beleza sem igual e a manteve a um custo muito alto. A própria vida. Não suportando observar a figura horrenda, que de longe lembrava suas feições intocáveis, num ímpeto, ele tenta destruir o retrato. Mas o retrato guarda sua própria alma... É literatura imperdível. Oscar Wilde é imperdível. Vale a pena.
Sobre o autor:
WILDE, OSCAR Nascido em Dublin a 16 de outubro de 1854, Oscar (Fingall O’Flahertie Wills) Wilde era filho de um médico e de uma escritora e tradutora que se assinava Speranza. Completou sua educação com um brilhante curso em Oxford. Sua carreira literária foi fulminante, mas se viu interrompida por um processo judicial infamante, sobre a sua ligação homossexual com Lorde Alfred Douglas. Wilde acabou sendo condenado à prisão com trabalhos forçados. Cumprida a pena, decidiu exilar-se e morreu em Paris a 30 de novembro de 1900.
Quase todos os seus livros se tornaram clássicos da língua inglesa. 'O Retrato de Dorian Gray', seu único romance, com inúmeras traduções em dezenas de línguas, desde seu lançamento, numa versão mais curta, no Lippincott’s Magazine (1890), provocou reações simultâneas de ira e admiração entusiástica. Como desafio, resolveu publicar Dorian Gray em livro, acrescentando-lhe o prefácio e novos capítulos. A primeira edição saiu em abril de 1891. Escreveu ainda 'O Príncipe Feliz' (1880), as pequenas novelas O Crime de Lorde Arthur Savile e O Fantasma de Canterville, e a peça 'A Importância de Ser Prudente', entre outras obras. Na prisão escreveu as obras 'A Balada de Reading' e 'De Profundis', cuja versão integral só apareceu em 1962.
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