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Pos-Guerra - Uma Historia Da Europa Desde 1945

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Autor: JUDT, TONY
Tradutor: O'SHEA, JOSE ROBERTO
Editora: OBJETIVA
Assunto: HISTÓRIA

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Ficha Técnica Saiu na ImprensaOpiniao do LeitorSobre o Autor

ISBN: 
ISBN-13: 
Livro em português
Brochura
 - 16 x 23 cm 1ª Edição - 2008

880 pág.
Sinopse

Narrativa histórica, este é um relato sobre a Europa a partir da queda de Berlim, no final da Segunda Guerra Mundial. Abrangendo nações do leste e oeste, norte e sul, ele forma um magnífico panorama de sessenta anos, repleto de percepções. Tony Judt dedicou quase uma década de pesquisa e reflexão a esta história da Europa pós-1945. A obra apresenta o continente, de leste a oeste. Judt se baseou em pesquisas em seis idiomas para narrar a jornada de um continente após a devastação causada pela mais violenta guerra da História. Nenhum país, questão, indivíduo importante ou evento decisivo deixa de merecer o foco da narrativa, mas 'Pós-guerra' é o oposto de história arrastada.
Opinião do Leitor:

ricardo lessa  /  Data:  27/7/2008
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Aula de Europa
Este livro mostra porque cada país se tornou o que é hoje, sem fantasias. Tudo de bom e de ruim que os levou a ser o que são. Um livro obrigatório para se entender a Europa.


Calixto Rosa Neto  /  Data:  7/6/2008
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A Europa revisitada
O livro é uma retrato fiel e instigante da Europa pós-guerra. O autor, valendo-se de experiências pessoais e embasado por várias fontes de pesquisa,relata a trajetória europeia após a segunda Grande Guerra. Não se limita apenas na análise dos países europeus mais em evidência, mas aborda o continente de forma abrangente. As fotos e ilustrações contidas na obra são fontes valiosíssimas para se entender os fatos que sucederam o conflito.


Marcelo Pinto  /  Data:  20/5/2008
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O Mais Completo Livro Sobre o Pós-Guerra
Essa é sem dúvida a mais completa obra sobre o pós-guerra no mercado atualmente. Com quase mil páginas o livro traz informações difíceis de serem encontradas em outros livros de história sobre o período de 1945 a 2005. Sem dúvida entrará para a história editorial como um importantíssimo documento de análise e síntese do referido período.

Saiu na Imprensa:

O Globo  /   Data: 3/5/2008
A Europa de um historiador militante

Obra de Tony Judt, que vem ao Brasil participar da Flip, mostra a coragem de encarar verdades estabelecidas

Francisco Carlos Teixeira da Silva

A Editora Objetiva traz para o público brasileiro"Pós-Guerra - Uma história da Europa desde 1945" , de Tony Judt. Trata-se de uma iniciativa relevante, desafiadora. Não só em razão do volume da obra escolhida mas, e sobretudo, por presentear o leitor brasileiro com o texto vivo, com estilo cuidadoso e raro na maioria dos historiadores, além de uma visão erudita e despretensiosa de literatura, cinema, teatro e artes plásticas contemporâneas. Com Tony Judt — que virá ao Brasil em julho para a Festa Literária Internacional de Paraty — todas estas dimensões da criação são elementos fundamentais para entender a História, pensados de forma quase etnográfica, e capazes de explicar representações e compreensões do agir humano.

A partir daí entramos diretamente na oficina de história de Judt, muito pessoal, muitas vezes assumindo as dificuldades da história do tempo presente — que o próprio autor, como europeu convicto, nascido em Londres, em 1948 — viveu e participou. Aos poucos somos levados para o interior de debates centrais sobre a história contemporânea, a política internacional e as formas de sociabilidade modernas. Tudo isso com a assunção de importantes teses de autores centrais do século XX, como Eric Hobsbawm, Richard Sennet ou A.J.P. Taylor. A nova Guerra dos Trinta Anos do século XX, o fim das utopias, a aceleração do tempo — breve ou longo no século XX — serão tratados como colunas centrais do texto, para além de um debate apenas teórico.

O Estado-mercado, de Phillip Bobbit merece, tal como a “nova direita” dos anos 80 — com o mito do Estado-mínimo e o mercado auto-regulável —, um cuidadoso trabalho de refutação. Este é, sem dúvida, o principal dos vários méritos do livro de Judt: a coragem de encarar verdades estabelecidas, buscar suas origens políticas e sociais e, por fim, a denúncia do trabalho dos intelectuais em erigi-las em mitos incapacitantes. Judt não se deteve, contudo, diante daquilo que denomina de “self-imposed moral amnésia” da intelectualidade européia, primeiro face ao nazismo, à colaboração e à recorrente justificativa de desconhecimento do fenômeno concentracionário e da limpeza étnica dos judeus na Europa culta. Ele vai além e explica o silêncio perante o stalinismo, durante décadas, como prova da própria decadência da Europa e dos seus intelectuais.

Numa obra anterior, “Passado imperfeito — Um olhar crítico sobre a intelectualidade francesa” (lançado pela Nova Fronteira em janeiro), Judt é severo com o uso de fontes irreprocháveis — sobre o silêncio de intelectuais como Sartre, Foucault ou Derrida sobre os crimes dos impérios coloniais, incluindo aí a França na Argélia, Madagascar e Vietnã e os soviéticos nas suas áreas de dominação. Mesmo em "Pós-Guerra", as teses centrais de Judt são demolidoras dos grandes mitos. A idéia da Europa vítima do fascismos, da unidade de todos na Resistência — incluindo aí a aceitação gaulista da imperiosidade política do esquecimento — são denunciadas como fraqueza e hipocrisia.

Em seu conjunto, cinco grandes teses atravessam as quase 900 páginas do livro: a redução da dimensão política e intelectual da Europa depois de 1945, acelerada pela perda dos impérios coloniais; a fragilização do que autor chama de “narrativas mestras” da História, incluindo o liberalismo exuberante e o marxismo; o surgimento de um “modelo europeu”, marcado pela superação — não unânime — do Estado-Nação e a imposição de formas cooperativistas em relações internacionais; o fracasso da americanização da Europa e a ilusão das elites locais, incluindo aquelas formadas a partir do fim do socialismo, numa sociedade marcada pela autonomia do mercado. Por fim, mas de forma totalizante para as demais teses defendidas, Judt defende a exaustão do processo político que impôs, depois de 1945, o silêncio e a amnésia histórica como forma de os europeus lidarem com o passado.

Evidentemente, o conjunto da obra de Judt, bem como seus artigos no “New York Review of Books”, possui esta marca típica: erudição e inconformismo. O relativo desconhecimento da obra de Judt no Brasil deve-se, em grande parte, ao fato de que o autor sempre desagradou a elite dos historiadores franceses, duramente atingidos pela sua crítica. Formado em Cambridge, Inglaterra, como especialista em história da França contemporânea, Judt (professor na New York University) mostrouse severo com a elite intelectual européia, sempre disposta a transferir a responsabilidade para o outro absoluto: o nazismo. As origens, a colaboração e, depois, a amnésia moral frente ao sofrimento alheio seriam marcas da intelectualidade européia, e francesa em especial. Somente depois de 1991 a adesão, por exemplo, dos franceses ao Regime de Vichy e sua participação no Holocausto — denunciada pelo historiador François Bédarida — puderam vir à luz do dia, rompendo com o silêncio gaulista e comunista.

Da mesma forma, as críticas deste judeu culto e irrequieto, originário de uma família de rabinos da Lituânia, ao Estado de Israel — chamado por ele de “etno-Estado” — valeram uma forte campanha de descrédito em 2006, com o cancelamento de palestras e conferências em virtude de pressões da Liga Americana Antidifamação. Para Judt, o “declínio moral de Israel” pode vir a ser uma ameaça à memória do próprio Holocausto, trazendo novo fôlego para o ressurgência dos fascismos e para a praga moral do negacionismo (a negação do Holocausto). Assim é Tony Judt, polêmico, erudito, militante, imaginativo. Já era tempo de o público brasileiro participar deste debate.


Veja mais
Sobre o autor:

JUDT, TONY
TONY JUDT nasceu em Londres, em 1948. Autor e organizador de 11 livros, Judt é articulista freqüente em vários periódicos, como The New York Review of Books, Times Literary Supplement, The New Republic, The New York.


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