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ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
- 14 x 21 cm
1ª Edição
- 2008
160 pág.
As peças deste livro correspondem ao gênero fantástico - as coisas da vida real deslizam para contextos incomuns e ganham significados extraordinários, ao mesmo tempo que fenômenos bizarros se introduzem em cenários prosaicos. Os recorrentes motivos borgeanos do tempo, do infinito, da imortalidade e da perplexidade metafísica jamais se perdem na pura abstração; ao contrário, ganham carnadura concreta nas tramas, nas imagens, na sintaxe, que também são capazes de resgatar uma profunda sondagem do processo histórico argentino.
Opinião do Leitor:
Maria Leticia de Paiva / Data: 18/6/2009 Conceito do leitor: | (opine)
A totalidade do Aleph
O livro traz dezessete contos. Com exceção de dois, conforme o próprio autor, todos os outros têm o caráter de ficção. Nos contos é onipresente a questão da mortalidade. A mortalidade iguala as individualidades: “Eu fui Homero, em breve, serei ninguém, como Ulisses; em breve serei todos: estarei morto”. Sob o signo do fantástico, em cada conto os tempos, como os lugares, se misturam. O passado assombra o presente: por ele vive-se, sofre-se e mata-se. O conto que dá nome ao livro “ O Aleph” traz à discussão o tema da totalidade. A apreensão do universo, do conjunto de todas as coisas: a coexistência do passado, presente e futuro. O futuro é posto em risco se o esquecimento não entrar em cena e nos tirar aquilo que obtivemos através da observação do “aleph”, a apreensão da totalidade. Borges, um erudito, traz para seus contos filósofos e os debates sobre o universal e o individuo, o tempo, a vida e a morte.
Sobre o autor:
ARRIGUCCI JUNIOR, DAVI Nascido em São João da Boa Vista (São Paulo) em 1943, é professor aposentado de teoria literária e literatura comparada na USP.Outras obras: - O cacto e as ruínas - a poesia entre outras artes. São Paulo,1997.
BORGES, JORGE LUIS Jorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires no dia 24 de agosto de 1899. Em 1914, viajou com a família para a Europa e instalou-se em Genebra, na Suíça, onde completou o curso secundário. Em 1919, tendo se mudado para a Espanha, entra em contato com o movimento ultraísta. Ao retornar a Buenos Aires, funda com outros escritores a revista Proa, em 1922, e, no ano seguinte, publica seu primeiro livro de poemas, Fervor de Buenos Aires. Colabora a partir de então em 'Martin Fierro', 'La Prensa', 'Síntesis', e, mais tarde, em 'Crítica', 'Sur' e 'El Hogar'. Artigos em jornais e revistas, críticas literárias, livros de poesia, ensaios e contos completam a produção desses anos em que seu nome tem difusão no ambiente literário local. Com Ficções (contos) publicado em 1944, obtém o Grande Prêmio de Honra da Sociedade Argentina de Escritores. Logo depois, funda e dirige a revista 'Anales de Buenos Aires' (1946-1948) e preside a Sade (Sociedade Argentina de Escritores) de 1950 a 1953. Em 1955, passa a fazer parte da Academia Argentina de Letras e é nomeado diretor da Biblioteca Nacional - cargo que ocuparia até se aposentar, em 1973. Também ensina literatura inglesa na Universidade de Buenos Aires. De sua vasta produção, cabe citar obras narrativas como História universal da infâmia, Ficções, O informe de Brodie e O livro de Areia; ensaios como Evaristo Carriego, História da Eternidade, Discussão e Outras Inquisições; e doze livros de poesia, o último deles - Os conjurados - publicado em 1985. O Prêmio Formentor (compartilhado com Samuel Beckett), outorgado em 1961 pelo Congresso Internacional de Editores, lhe valeu o reconhecimento no mundo todo. Começa então a receber importantes homenagens de universidades e governos estrangeiros, assim como numerosos prêmios, entre eles o Cervantes, em 1980. Sua obra foi traduzida para mais de 25 idiomas e adaptada para o cinema e a televisão. Prólogos, antologias, traduções, cursos e conferências são testemunho do trabalho infatigável deste escritor - morto em Genebra, em 14 de junho de 1986 - que mudou o panorama da literatura universal e valorizou a língua espanhola.
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