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ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
- 21 x 14 cm
- Peso 0,332 Kg
1ª Edição
- 2008
264 pág.
'A viagem do elefante' é uma idéia que Saramago elaborava desde que, numa viagem a Salzburgo, na Áustria, entrou por acaso num restaurante chamado 'O Elefante'. A narrativa se baseia na viagem de um elefante chamado Salomão, que no século XVI cruzou metade da Europa, de Lisboa a Viena, por extravagâncias de um rei e um arquiduque. Dom João III, rei de Portugal e Algarves, casado com dona Catarina d’Áustria, resolveu oferecer ao arquiduque austríaco Maximiliano II, genro do imperador Carlos V, nada menos que um elefante. Esse fato histórico é o ponto de partida para José Saramago criar uma ficção em que se encontram pelos caminhos da Europa personagens reais de sangue azul, chefes de exército que quase vão às vias de fato e padres que querem exorcizar Salomão ou lhe pedir um milagre.
Opinião do Leitor:
Alex / Data: 12/8/2009 Conceito do leitor: | (opine)
Decepcionante
O livro não chega a empolgar, nem tão pouco é instigante, quanto os outros livros desse grande escritor. Em alguns momentos a crítica a igreja chega a ser engraçado, mas é muito pouco se tratando de José Saramago.
Sylvia / Data: 15/5/2009 Conceito do leitor: | (opine)
Comovente!
Um homem que me comove ao descrever um elefante cansado, em uma longa viagem até mesmo sob a neve; que faz com que o cachorro do livro ''A gruta'' se torne seu personagem principal e que prefere dar rodelas de bananas a seus cachorros, na cozinha de sua casa, a participar de uma festa em sua homenagem, só poderia ser meu escritor favorito! Lindo livro!
Erica / Data: 11/2/2009 Conceito do leitor: | (opine)
Uma leitura envolvente e prazerosa.
Divertido e ao mesmo tempo cheio de detalhes históricos e culturais. Uma forma de narrar bem singular. Excelente.
Época /
Data: 20/7/2009 Testamento em forma de blog
José Saramago “morreu” na noite de 22 de dezembro de 2007, às 4 da madrugada. Ressuscitou nove horas depois, recuperando-se daquilo que chamou de «colapso orgânico total': O escritor português conta o episódio em seu blog (blog.josesaramago.org), num post de 23 de dezembro de 2008, para celebrar um ano de sobrevida e combate contra um câncer. O período se revelou um dos mais ricos para sua atividade literária: escreveu o romance fantástico A viagem do elefante , percorreu o mundo e iniciou um diário pela internet, lançado nesta semana sob o título o CADERNO: TEXTOS ESCRITOS PARA O BLOG.SETEMBRODE2008 - MARÇO DE 2009 (Cia. das Letras, 22 páginas, R$ 45). O blog está no ar e os projetos literários em andamento. Mesmo assim, reunir um conjunto de posts em volume é para ele um acerto de contas com o conjunto da obra. Não se trata de um espaço online qualquer. Não só porque o blogueiro ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, em 1998, mas porque ele abarca várias coisas ao mesmo tempo: uma coletânea de crônicas, fragmentos de autobiografia e um testamento em forma de blog.
Saramago sempre foi polemista. Mas, depois de ter olhado a morte de perto, ele se dá ainda mais o direito de discutir ideias e lançar farpas. O esquema do blog segue o dos Cadernos de Lanzarote, reunião de diários lançada em volume em 1994. A diferença desses para o blog está na intensidade do veneno e do pessimismo e na urgência dos assuntos. Saramago investe contra a globalização, a Igreja Católica, os governos de Silvio Berlusconi e George W. Bush, os especuladores de Wall Street, o capitalismo à europeia e o marxismo à chinesa. Lembra o bairro pobre de Lisboa onde morou a partir dos 2 anos, analisa a evolução da educação sexual e a decadência das relações familiares. Há os posts de elogios, como o que dedica ao colega da editora Chico Buarque e ao conterrâneo Gonçalo M. Tavares, a quem vaticina o Nobel para daqui a 30 anos.
Também dá lições de estilo e uma boa dica de leitura de sua obra: “Costumo dizer que quem não tiver paciência para ler os meus livros passe os olhos ao menos pelas epígrafes porque por elas ficará a saber tudo”.
Entre os temas de momento, o que mais deixa o blogueiro de 86 anos obcecado é a consciência da morte. Saramago assume uma voz póstuma para falar de si próprio. E desfia paradoxos. Diz que se libertou das paixões e dá a obra por encerrada, passando o controle dela a sua mulher, Pilar, à frente da Fundação José Saramago. Ao mesmo tempo, sente-se impelido a cada gesto, palavra e emoção que neguem a finitude. "Em verdade, sinto-me vivo, vivíssimo, quando, por uma razão ou por outra, tenho de falar da morte..." O caderno pode ser saboreado como um volume ao pé da letra eletrônica, dotado de uma única página, a «página infinita da internet': Com visão da arquitetura do texto literário, Saramago eleva o blog a gênero literário de primeira grandeza. Segui-lo é um prazer. Se todos fossem iguais a ele, a blogosfera não teria virado o paraíso dos chatos.
SARAMAGO, JOSE Nasceu em 1922, na província do Ribatejo, em Portugal. Devido a dificuldades econômicas foi obrigado a interromper os estudos secundários, tendo exercido, a partir de então, diversas atividades profissionais - serralheiro mecânico, desenhista, funcionário público, editor, jornalista, entre outras. Seu primeiro livro foi publicado em 1947. A partir de 1976, passou a viver exclusivamente da literatura, primeiro como tradutor, depois como autor. Romancista, teatrólogo e poeta, em 1998 tornou-se o primeiro autor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura.
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