ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
- 14 x 21 cm
1ª Edição
- 2002
251 pág.
Neste livro, o jornalista Malcolm Gladwell analisa como ocorrem as grandes mudanças na sociedade e porque acontecem de forma repentina, sem que ninguém as espere.
Leia todos do autor.
Vale a pena e recomendo todos os do autor são originais e curiosos.
Oscar H. Fukumoto / Data: 24/3/2008 Conceito do leitor: | (opine)
Simplesmente maravilhoso!
É impressionante como este livro relata exatamente várias expressões que utilizamos no dia a dia porém somente como um substituto do ponto de exclamação(!) como “virar uma bola de neve“ ou “ efeito borboleta“ enfim, não damos muita atenção a uma pedrinha rolando pela montanha cheia de neve ou uma simples borboleta voando mas quando percebemos a coisa esta gigante! Este é o ponto! Inclusive do Desequilíbrio! Detalhes são mais importantes que muitas evidências claras!
Saiu na Imprensa:
Época /
Data: 8/7/2002 Epidemias sociais
Jornalista tenta desvendar o segredo da disseminação de modas e comportamentos no mundo de hoje
Paulo Roberto Reis
O Ponto de Desequilíbrio é um livro sobre uma idéia ou, conforme prefere o autor, o jornalista Malcolm Gradwell, a biografia dela. Por isso, quer-se mais próximo de romance do que tese para mostrar como a imagem clássica de epidemia transborda os limites da medicina e pode ser crucial para entender a disseminação descontrolada de modas, comportamentos e sucesso no mundo contemporâneo.
Por sua ênfase em perguntas aparentemente inusitadas - por que a criminalidade despencou em Nova York nos anos 90? Por que o programa infantil Vila Sésamo ajuda a alfabetizar? - pode parecer um almanaque de cultura inútil. Na prática e lido com atenção, é uma saborosa demonstração do que anuncia no subtítulo: Como Pequenas Coisas Podem Fazer uma Grande Diferença.
Vem da matemática a idéia de 'ponto de desequilíbrio'. Bom repórter, Gladwell registra essa procedência, mas prefere mostrar em histórias, depoimentos e casos exemplares como se aplicam os princípios fundamentais de sua tese, que antes de virar livro foi reportagem na New Yorker, na qual ele trabalha. O primeiro, e mais básico deles, é a 'regra dos eleitos'. Em resumo: poucos decidem por muitos. Isso vale tanto para Darnell McGee, bandidão sedutor de St. Louis que em dois anos transou com mais de 100 mulheres e contaminou pelo menos 30 com o HIV, como para aquele personagem familiar a todos, o que conhece tanta gente a ponto de dar a impressão de que só existem no mundo as mesmas 80 pessoas. Ambos são disseminadores, de vírus ou afinidades, e podem alterar sensivelmente um sistema ou uma sociedade.
O fator de fixação, o segundo passo, é o que pode fazer com que um eleito seja reconhecido e funcione como tal. A capacidade de provocar mudança é a de exercer uma influência com alguma permanência. O slogan que, no Brasil, acabou transformando uma marca de refrigerador em sinônimo de qualidade é um bom exemplo. As vendas contínuas em todo o mundo dos quatro extensos volumes de Harry Potter - que não é citado por Gladwell - também. Como se consegue isso? Num caso e no outro o 'eleito', seja ele publicitário, seja J. K. Rowling, a autora de Harry Potter, procurou dar a sua idéia uma forma que estabeleça uma empatia pouco óbvia com o público e garanta, pela surpresa, sua permanência.
A maior ou menor capacidade de fixação vão, por sua vez, depender do terceiro fator apontado por Gladwell, o poder do contexto. Harry Potter poderia perfeitamente 'não acontecer' se lançado num outro momento ou mesmo permanecer inédito se caísse nas mãos de editor errado. Pode-se imaginar uma platéia em que um bocejo puxa outro, mas isso só vira uma 'epidemia' de sonolência se o contexto for favorável - o espetáculo ou a conferência forem realmente entediantes, por exemplo.
Bem escrito - mas não tão bem traduzido, já que algumas liberdades tomadas mudam o sentido e expressões consagradas são vertidas de forma errônea (Seis Graus de Separação virou Seis Estágios de Separação) - O Ponto de Desequilíbrio é paradoxal: gasta 253 páginas construindo um modelo sobre os não-modelos. Gladwell parece divertir-se em mostrar que, na sociedade da previsibilidade e do controle, o imponderável ainda tem um peso enorme. Se hoje já se eliminam epidemias viróticas, ainda está longe a vacina para as contaminações sociais.
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