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Obsessao Antiamericana, A

Causas E Inconseqüências

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Autor: REVEL, JEAN-FRANÇOIS
Editora: UNIVERCIDADE
Assunto: CIÊNCIAS SOCIAIS - CIÊNCIA POLÍTICA




ESGOTADO NO FORNECEDOR

Ficha Técnica Saiu na ImprensaOpiniao do LeitorSobre o Autor

ISBN: 
ISBN-13: 
Livro em português
Brochura
1ª Edição - 2003

302 pág.
Sinopse

Atualizar a questão do antiamericanismo e reexaminar este fenômeno político-cultural à luz das transformações havidas em três décadas. É o que faz Jean-François Revel em 'A Obsessão Antiamericana'. Como os EUA são vistos pelos outros e por eles mesmos? Medir e explicar o abismo entre aparência e realidade, eis o objetivo deste livro.
Opinião do Leitor:

Giordano de Almeida  /  Data:  5/9/2007
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Bom livro
Revel consegue fazer um contra ponto claro entre a visão societária européia (França) e da América do Norte (EUA), toda via penso que seu livro é muito mais um monte de idéias jogadas do que uma análise profunda dos temas abordanos, entretando, recomendo o livro. Se você sair incomodado com as coisas que ele fala no livro, realmente ele cumprio o papel de instigar o seu intelecto.


Pedro Paulo Reinaldin  /  Data:  13/7/2006
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Demolidor!
Infelizmente Revel nos deixou. Na França tal como no BRasil, o esquerdismo impera absoluto. Na mídia, nas universidades e até setores da Igreja se bandearam para as hostes marxistas, veja-se caso da Teologia da Libertação que, mais acertadamente, com Meira Penna, deveria se chamar Teratologia da Libertação. O livro é um poderoso antídoto contra a propaganda antiamericana. Só que é um remédio de efeitos limitados. Como bem nota Horowitz, em seu Unholy Alliance, o culto Anti-americano congrega uma religião de fanáticos, autointitulados ''intelectuais'' em relação a quem a argumentação racional pode muito pouco - e Revel argumenta poderosamente como o leitor terá a oportunidade de ver - contra fanáticos. O livro assim destina-se às pessoas que querem ser informadas e bem informadas. Destina-se a quem antes de opinar quer conhecer. A velocidade com que as pessoas opinam sobre os complexos problemas militares e de geopolítica que envolvem os Estados Unidos está na razão inversa da compreensão veraz dos fatos. Quem não suprimiu de dentro de si a vontade de saber, encontrará no livro de Revel a chave para explicação de muitos enigmas do Brasil e saberá refrear o impulso de culpar os Estados Unidos por males que, na verdade, são auto-infligidos.


Carlos Antonio Fragoso Guimarães  /  Data:  10/1/2006
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Triste Propaganda, Péssimos Argumentos
É uma pena que, diante das violações gritantes dos EUA à ONU, aos Direitos Humanos, às próprias liberdades civis dos cidadões americanos, e outras aberrações a mais, um livro como este, pró-EUA, acabe no agrado de direitistas de plantão que desconehcem obras de outros americanos como Chomsky, Moore e outros... É interessante o fato de livros de propaganda como este tenham sempre vozes harmônicas entre os alienados brasileiros... Em casos de graves violações dos direitos humanos por ditadores ou guerras civis, as grandes potências se arrogaram o direito de usar a força sob o pretexto de proteger populações oprimidas. O exemplo mais evidente foi a guerra do Kosovo, em que a aliança militar ocidental, a Otan, bombardeou durante 78 dias a Sérvia, Montenegro e a província do Kosovo.
Uma das principais novidades das relações internacionais nos anos 90 teria sido, supostamente, o direito de intervenção por razões humanitárias. Em casos de graves violações dos direitos humanos por ditadores ou guerras civis, as grandes potências se arrogaram o direito de usar a força sob o pretexto de proteger populações oprimidas. Isso sem falar da tal guerra contra o Terrorismo e um tal ''eixo do mal'' da qual eles, arrogantemente, se sentem no direito de taxar e intervir, esquecendo os valores da democracia que tantam exaltam...


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Saiu na Imprensa:

O Globo  /   Data: 7/6/2003
Antiamericanismo beiraria o irracional
Maria Eulália do Carmo Ferreira

O sociólogo, ensaísta e jornalista francês Jean-François Revel publicou em 2002, pela editora Plon de Paris, o presente livro, no qual se propõe a contestar a máxima que parece ter, hoje em dia, uma veiculação mundial: “Para começar culpe os EUA” — Blame America first — que é, segundo Revel, uma máxima da própria intelectualidade estadunidense, sendo motor do atual antiamericanismo.

O autor começa por explicitar sua trajetória profissional no que tange ao relacionamento com os EUA, destacando as razões que o levaram a repensar a questão do antiamericanismo que grassa a Europa Ocidental desde a Guerra Fria, tornando-se uma tendência generalizada ao seu final, quando os EUA aparecem na arena internacional como “hiperpotência” incontestável.

Nos capítulos subseqüentes (sete ao todo) Revel explicita porque foi levado a questionar o antiamericanismo. Para ele a questão reside mais na incompetência de outros do que propriamente nas práticas de política internacional dos EUA.

Não nega que a lógica de Segurança Planetária é de origem estadunidense, tendo o seu marco inicial na proposta de Segurança Coletiva defendida por Woodrow Wilson em 1919 — quando das negociações em Paris ao final da Primeira Grande Guerra — sendo revigorada por F. D. Roosevelt e Harry Truman nas conferências de reordenamento durante e após a Segunda Guerra.

Contudo, destaca que, para que “esta política internacional de segurança coletiva (incluindo naturalmente a luta contra o terrorismo) não desse lugar a uma hiperpotência (destaque do autor) americana, seria necessário que numerosos outros países tivessem a inteligência de se associar à sua elaboração e implementação, ao invés de falar mal de seus promotores”.

O antiamericanismo seria, assim, um procedimento de “transferência de responsabilidade” primordialmente em função do “simplismo” dos europeus no que concerne à política internacional. Por conseguinte, a inércia dos europeus, aliada à incompetência de policy makers africanos, asiáticos e latino-americanos, teriam levado, necessariamente, os EUA a uma ação solitária do tipo “polícia do mundo”.

Revel defende ainda a idéia de que não há como negar que a culpa, ao menos em parte, das vicissitudes dos Estados periféricos da Ásia, África e América Latina reside na má utilização dos recursos das regiões e da corrupção intrínseca de governantes que, muitas vezes, utilizaram fundos fornecidos pelos EUA de forma espúria, ao invés de fazê-lo em benefício das sociedades em questão. Nestes termos, a globalização não seria a “vilã” por excelência da pobreza, das distorções gritantes e da dependência dos Periféricos em relação aos Centrais.

Liberalismo poderia promover bem-estar social

Acredita ele que a prática do liberalismo poderia tornar-se um mecanismo capaz de promover o progresso econômico e o bem- estar social, visto que as sociedades profundamente estatizadas do socialismo real não teriam conseguido solucionar as questões referentes às necessidades vitais de suas populações, enfatizando que “se a Rússia não é, no início do século XXI, uma superpotência, é porque se engajou, em 1917, na experiência absurda do comunismo, que fez dela uma sociedade muito mais atrasada do que antes”.

À medida que apresenta seus argumentos, o autor pontua fatos relevantes, como por exemplo a não observância do Protocolo de Kyoto pelos Estados signatários — entre eles o Brasil — que, no entanto, fazem questão de destacar o fato dos EUA não dele serem signatários, corroborando sua tese de que existe na atualidade um antiamericanismo obsessivo, que beira o irracional.

Os fatos apresentados justificariam, ou explicariam, grande parte das atitudes dos EUA na arena internacional. Segundo esta linha de análise, na maioria das vezes seriam os americanos aqueles que iriam solucionar problemas criados, em grande parte, por atores europeus.

Revel exemplifica a questão com a Guerra do Vietnã. Ela poderia ser entendida como o desenrolar da mal fadada política colonialista francesa e da recusa em negociar uma retirada da Indochina em tempo “hábil”, de forma a evitar a disputa por áreas de influência entre chineses e soviéticos, o que teria “levado” à intervenção dos estadunidenses, de forma que a situação no sudeste asiático não se tornasse mais catastrófica.

Há porém que ressaltar que as referências utilizadas são, em grande parte, de obras do próprio autor e artigos de jornal. O valor do trabalho com fontes primárias não deve ser negado, mas a análise pode ser considerada tendenciosa, mesmo que coerente. São poucas as obras de cunho teórico que embasam a tese do autor. Destaca-se em especial a obra de Henry Kissinger — “Diplomacia” — considerada um clássico.

Entretanto, se nos deleitamos com as entrevistas, conferências e escritos de Noam Chomsky, crítico das ações dos EUA na arena internacional, por que não ler Revel?

Vale conferir, mesmo que seja para contradizer sua tese.


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Sobre o autor:

REVEL, JEAN-FRANÇOIS
Nasceu em Marselha, em 1924. Intelectual e jornalista, trabalhou nas publicações France-Observateur, L'Express, Point e nas editoras Julliard, Robert Laffont e J.-J. Pauvert. É autor de, entre outros, Comment les démocraties finissent (1983) e Histoire de la philosophie occidentale, de Thalès à Kant (1994).


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