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Homem Comum

Conceito do Leitor: Conceito do LeitorConceito do LeitorConceito do LeitorConceito do LeitorConceito do Leitor | (opine)
Autor: ROTH, PHILIP
Tradutor: BRITTO, PAULO HENRIQUES
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA - ROMANCES

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Ficha Técnica Saiu na ImprensaOpiniao do LeitorSobre o Autor

ISBN: 
ISBN-13: 
Livro em português
Brochura
 - 14 x 21 cm  - Peso 0,202 Kg 1ª Edição - 2007

136 pág.
Sinopse

Numa narrativa direta, íntima e ao mesmo tempo universal, Philip Roth explora o tema da perda, do arrependimento e do estoicismo. O autor de 'Complô contra a América', que relatava o encontro angustiante de uma família com a história, agora volta sua atenção para a luta de um homem contra a mortalidade, conflito que dura sua vida inteira. Acompanhamos o destino do homem comum de Roth a partir de seu primeiro confronto com a morte, nas praias idílicas dos verões da infância, passando pelos conflitos familiares e pelas realizações profissionais da idade adulta, até a velhice, quando ele fica dilacerado ao constatar a deterioração de seus contemporâneos e dele próprio, atormentado por uma série de males físicos.
Opinião do Leitor:

Rafael Moura Roberti  /  Data:  11/1/2010
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Roth
Roth e Maccarthy são literatura americana obrigatória.
Como alguém já postou nesse site, mesmo o mais mediano Roth
(como este aqui) é melhor que muita coisa que se produz hoje. Escritor realista, sóbrio, estilo direto, objetivista como Saramago mas sem o tom ''sob encomenda'' que permeiam principalmente as obras mais recentes do português.

Roth é essencial.


Marcelo Pompilio  /  Data:  13/10/2009
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Roth é sempre bom
Tenho a impressão que mesmo os livros medianos de Philip Roth como este, são superiores a muita coisa que rola por aí.


Sonia Ballestero  /  Data:  27/7/2009
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Explicativo paras as mulheres...Obrigatorio para os homens!
História absolutamente fascinante sobre decisões que tomamos na vida, sobre quem nos tornamos e a distância entre aquilo que queríamos ser um dia. Um livro obrigatório para os homens, e muito rico para as mulheres. Phillip Roth tem uma forma completamente envolvente de escrever, de mergulhar nos detalhes da crueza humana, sem pieguisse ou exageros - apenas real. Um livro para ler e reler e se apaixonar por este incrivel autor. Recomendo.


Veja mais
Saiu na Imprensa:

Veja  /   Data: 19/9/2007
Fraquezas da carne
Philip Roth é conhecido por sua abordagem crua do sexo. E ele trata a morte da mesma forma

Jerônimo Teixeira

Homem Comum (tradução de Paulo Henriques Britto; Companhia das Letras; 136 páginas), romance breve do americano Philip Roth recém-lançado no Brasil, é uma espécie de A Morte de Ivan Ilitch do século XXI. Na também breve obra-prima do russo Leon Tolstoi, publicada em 1886, um juiz moribundo percebe como sua vida foi vazia e convencional. No livro de Roth, um publicitário (e artista plástico frustrado) faz um percurso similar ao longo de sucessivas internações para tratar de problemas de saúde. Os médicos que o acompanham são mais competentes e mais bem equipados do que os charlatões que cuidam do pobre Ivan Ilitch, mas a conclusão básica de Homem Comum é igualmente desoladora (ou talvez ainda mais desoladora, já que Roth, um judeu secular, não acredita no consolo cristão que embalou a fase final de Tolstoi): qualquer sentido que se encontre na vida é fátuo diante do fim inescapável.

Aos 74 anos, Roth é um dos poucos escritores contemporâneos que podem se bater em queda-de-braço com um gigante do porte de Tolstoi. Não será exagero dizer que seus vastos painéis da vida americana – como a trilogia formada por Pastoral Americana, Casei com um Comunista e A Marca Humana – são parentes espirituais da radiografia social realizada por Tolstoi em livros como Ana Karenina. Não, o adultério não tem mais o poder de perturbar a ordem social, como acontecia nesses clássicos do século XIX. Mas, pelo menos desde o escandaloso sucesso de O Complexo de Portnoy, de 1969, Roth descobriu outra força motriz para sua ficção, um poder mais básico e incômodo (especialmente para o puritanismo americano): o sexo. Em Homem Comum, a carne fraca representa ao mesmo tempo liberdade e danação. A felicidade pode ser um momento de amor ao ar livre, na praia, com Phoebe, a única mulher com quem o protagonista estabelece uma conexão humana verdadeira. Mas é a irresistível atração sexual por outras mulheres – em especial a modelo Merete – que vai arruinar seu casamento com Phoebe.

O sexo é sobretudo uma imposição do corpo – como a doença e a velhice. Homem Comum acompanha com minudência obsessiva, quase hipocondríaca, o histórico médico do personagem, de uma trivial operação de hérnia na infância à intervenção cardíaca que causará sua morte (anunciada desde o início do livro, na magistral cena de seu enterro). Acossado por distúrbios variados, o protagonista nutre um ressentimento mesquinho em relação à saúde inabalável do irmão mais velho, Howie.

As mulheres, os filhos, as amantes, os colegas de trabalho do protagonista – todos contam com nomes próprios. Só o "homem comum" não tem essa distinção. O título em inglês, Everyman, vem de uma peça anônima do século XV, um drama moral em que um homem comum reencontra seus valores cristãos depois de uma conversa com a Morte. Roth não oferece uma moral tão simplória. Mas Homem Comum tampouco é um livro amoral. Fica a sugestão de que as escolhas que o personagem faz são determinantes para o vazio que assombra o seu fim. Phoebe ou Howie poderiam estar ao seu lado no hospital, no último momento, se ele não os houvesse afastado com sua traição ou sua atitude fria. Seria um consolo pequeno, claro. Depois do fim, somos todos comuns e sozinhos.

Sobre o autor:

ROTH, PHILIP
Philip Roth nasceu em 1933, em Newark, Nova Jersey. Um dos maiores escritores americanos da atualidade, é autor de mais de vinte romances. Vive em Connecticut, nos Estados Unidos, desde 1972.

BRITTO, PAULO HENRIQUES
Nasceu no Rio de Janeiro, em 1951. Professor e tradutor, estreou como poeta em 1982, com Liturgia da matéria. Em 1997 ganhou o prêmio da Fundação Biblioteca Nacional. Já traduziu obras de Henry James, Elisabeth Bishop, Salman Rushdie, entre outros. Obras publicadas: Liturgia da matéria. Rio de Janeiro, 1982. Mínima lírica. Coleção Claro Enigma. São Paulo, 1989.


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