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ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
- 14 x 21 cm
1ª Edição
- 2006
208 pág.
Uma repórter em busca dos acontecimentos que não viram notícia e das pessoas que não são celebridades. Uma cronista à procura do extraordinário contido em cada vida anônima. Uma escritora que mergulha no cotidiano para provar que não existem vidas comuns. O mendigo que jamais pediu coisa alguma. O carregador de malas do aeroporto que nunca voou. O macaco que ao fugir da jaula foi ao bar beber uma cerveja. O álbum de fotografias atirado no lixo que começa com uma moça de família e termina com uma corista. O homem que comia vidro, mas só se machucava com a invisibilidade. Essas fascinantes histórias da vida real fizeram sucesso no final dos anos 90, quando as crônicas-reportagens eram publicadas na edição de sábado do jornal Zero Hora. Reunidas agora em livro, formam uma obra que emociona pela sensibilidade da prosa de Eliane Brum e pela agudeza do olhar que a repórter imprime aos seus personagens - todos eles tão extraordinariamente reais que parecem saídos de um livro de ficção.
Opinião do Leitor:
Odele Souza / Data: 15/11/2009 Conceito do leitor: | (opine)
A VIDA QUE NINGUÉM VÊ, MAS PRECISA LER.
Este livro de Eliane Brum foi um dos melhores que li nos últimso tempos. Leitura interessante. Cativante. Como eu já tinha o meu exemplar, adquiri outros para presentear pessoas que sei, apreciam e valorizam um bom livro. Como este A VIDA QUE NINGUÉM VÊ de Eliane Brum. Pretendo adquirir mais exemplares para presentear algumas pessoas neste Natal.
Kelly Cancela / Data: 11/12/2008 Conceito do leitor: | (opine)
FANTÁSTICO
Eliane tem um estilo único, provocativo, emocionante,carregado de significado, capaz de emocionar - e motivar - o mais frio dos mortais!! Sua habilidade com as palavras é, sem dúvida, um presente para todos nós. Um livro imperdível!
Kelly Cancela / Data: 11/12/2008 Conceito do leitor: | (opine)
FANTÁSTICO
Eliane tem um estilo único, provocativo, emocionante,carregado de significado, capaz de emocionar - e motivar - o mais frio dos mortais!! Sua habilidade com as palavras é, sem dúvida, um presente para todos nós. Um livro imperdível!
Diário de Pernambuco /
Data: 27/4/2007 Para tornar visível o que ninguém vê
Carolina LeãoAnônimos e extraordinários. Os personagens recolhidos pela jornalista Eliane Brum são pessoas que aparentemente não rendem uma boa "notícia". Mas o que é, afinal, uma "boa notícia"? Como repórter do jornal Zero Hora, Eliane manteve uma coluna de crônicas que retirava do lugar e do cidadão comum a matéria-prima de que é feita a realidade. Situações ordinárias e relatos que se invertem em seu sentido jornalístico. Se a notícia é a descrição do homem que morde o cachorro, Eliane a altera para mostrar o banal do homem sendo mordido pelo cachorro. Ela oferece o seu close no real que apreendemos mas nos acostumamos a pensá-lo como trivial. Desses textos, 21 integram a coletânea A vida que ninguém vê, que tem lançamento nesta sexta, às 19h, na livraria Cultura."De tanto vermos a mesma coisa, achamos que aquilo é a verdade. Acabamos criando um tipo de catarata nos olhos. O que eu procuro fazer é tirar essa poeira e mostrar que o banal pode ser extraordinário. Isso é libertador", destaca a autora que acumula mais de 30 prêmios em sua área. Repórter há quase 20 anos, Eliane, atualmente na Revista Época, insiste que o repórter deve ver o mundo a partir de outros ângulos. "O jornalismo tem que aproximar mundos e quebrar jeitos viciados de olhar a realidade", ressalta. Duas histórias presentes no livro ilustram essa perspectiva adotada pela gaúcha. São dois personagens de Porto Alegre, onde a maioria das crônicas foram escritas.Numa, Eliane foi atrás de Sapo, mendigo popular em Porto Alegre. Há 30 anos, ele passava o dia na mesma posição numa movimentada avenida da capital. "Certa vez, resolvi me abaixar e perguntar como ele via aquela rua de baixo para cima - perspectiva que só ele tinha", conta. A resposta foi surpreendente. "Eliane, o mundo é bom, só é mal freqüentado", afirmou. Em outro texto, ela relata a história de um homem comum que todo ano entrava nos rodeios carregando sua vassoura como se fosse seu cavalo. "Ele chegava, passava pela inspeção veterinária, cavalgava e todo mundo o via como folclore. Era o louco do cavalo de pau. Eu simplesmente não acreditei nisso e fui conversar com ele", relata. A resposta: "é claro que eu sei que esse cavalo é um cabo de vassoura. Mas se eu não inventasse esse cavalo, a vida ficaria muito triste".Eliane afirma que sua proposta parte da radicalização de sua profissão. "Acho que uma das principais funções do jornalista é tornar visível o que ninguém vê. Eu acredito e defendo um texto que é mais do que nunca uma forma de resistência, um tipo de anti-jomalismo, que não é fácil de fazer. Hoje se tornou comum fazermos perguntas por telefone ou e-mail. As reportagens se transformaram em aplicadores de aspas em série. Mas a realidade não é feita somente do que é dito. Ela é composta de cheiros, do que não é falado, de sensações. É preciso levar isso ao leitor", argumenta.Eliane, no entanto, distancia-se do gênero jornalismo ficcional. "Conto a história e ela tem o rigor da apuração. Não é ficção. A realidade é imbatível. Eu não conseguiria inventar personagens tão incríveis".
BRUM, ELIANE Eliane Brum é uma das mais premiadas jornalistas brasileiras. Ganhou quase 40 prêmios de reportagem, como Esso, Vladimir Herzog, Ayrton Senna e Sociedade Interamericana de Imprensa. Gaúcha de Ijuí, nasceu em 1966. Iniciou sua trajetória como repórter no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, em 1988. Desde 2000, é repórter especial da revista Época, em São Paulo. Este é seu terceiro livro. Pelo primeiro, 'Coluna prestes – o avesso da lenda', no qual refez a marcha do exército rebelde pelo país entrevistando uma centena de testemunhas, recebeu o Prêmio Açorianos como autora-revelação. 'A vida que ninguém vê', uma coletânea de histórias reais sobre a extraordinária vida das pessoas comuns, foi reconhecido com o Prêmio Jabuti 2007, na categoria melhor livro de reportagem. Seu documentário de estréia, 'Uma história severina', do qual é co-diretora e co-roteirista, foi contemplado com mais de 20 prêmios nacionais e internacionais. Nele, acompanha a trajetória de uma nordestina que teve o destino alterado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal.
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