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11 De Setembro

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Autor: CHOMSKY, NOAM
Editora: BERTRAND BRASIL
Assunto: CIÊNCIAS SOCIAIS - CIÊNCIA POLÍTICA




ESGOTADO NO FORNECEDOR

Ficha Técnica Saiu na ImprensaOpiniao do LeitorSobre o Autor

ISBN: 
ISBN-13: 
Livro em português
Brochura
8ª Edição - 2003

160 pág.
Sinopse

11 de setembro reúne uma série de entrevistas concedidas por Noam Chomsky a jornalistas estrangeiros, no período de um mês que se seguiu aos atentados ao World Trade Center em Nova York, e ao Pentágono em Washington. Neste livro, Chomsky nos revela, com espantosa clareza, todo o pano de fundo que -- se não é o motivo -- pode ao menos ser uma das causas da tragédia do fatídico 11 de setembro.
Opinião do Leitor:

Carlos Antonio Fragoso Guimarães  /  Data:  3/10/2003
Conceito do leitor:  Conceito do LeitorConceito do LeitorConceito do LeitorConceito do LeitorConceito do Leitor | (opine)

Lucidez em meio aos caos das mentiras
Noam Chomsky é uma daquelas mentes privilegiadas, equilibradas e extremamente perspecazes. Em 11 de setembro, ele expoõe as causas reais dos atentados terroristas, e estas causas nada mais são que a política imperialista agressiva dos próprios EUA. Lembrem-nos que não só a CIA treinou e ajudou a montar a Al Qaeda de Bin Laden durante a guerra do Afeganistão com a extinta URSS, como a família Bin Laden tem amplo acesso a empresas norte-americanas. Este livro magnífico expõe, portanto, a real face do fundamentalismo protestante tão ligado ao materialismo mercantilista agressivo dos EUA, e do qual Bush é o produto cômigo e trágico finamente acabado.

Saiu na Imprensa:

Correio Braziliense  /   Data: 8/9/2002
Contra o silêncio obediente
Voz dissidente no contexto da própria América do Norte, o lingüista Noam Chomsky foi dos primeiros — e o mais contundente — intelectuais a se posicionar quanto aos atentados

Paulo Paniago

Não bastasse os aviões a eliminar as torres da linha do horizonte, os Estados Unidos se viram obrigados a lidar com um efeito colateral nada palatável e de longa duração. Enquanto a população exacerbou depois dos atentados o patriotismo, de resto canhestro, o governo enfrentou críticas, não menos exacerbadas e internas — mas de larga repercussão no exterior —, de Noam Chomsky.

Se alguém tinha capacidade de compreender o que se passava com o país, de um ponto de vista crítico e, ainda melhor, sem poder ser acusado de rancoroso, esse alguém era e continua a ser Chomsky. E, de fato, ele mostrou que intelectual não deve, mesmo, ficar encastelado na universidade. O resultado foi o livro com o nome direto: 11 de Setembro. É como se todos os microfones se voltassem na direção de Chosmky, à espera de ouvir o que ele iria dizer a respeito dos ataques. O livro reproduz uma série de entrevistas concedidas no mês seguinte aos atentados a diferentes jornais e revistas.

O país não era atacado desde a Guerra de 1812. Chomsky diz que o ataque japonês a Pearl Harbour na Segunda Guerra é um equívoco: o que se atacou foram bases militares, ‘‘não o território nacional’’. E depois dá um panorama das investidas norte-americanas: ‘‘Durante os últimos séculos, os Estados Unidos exterminaram as populações indígenas (milhões de pessoas), conquistaram metade do México (na verdade, territórios indígenas, mas isso é outra questão), intervieram com violência nas regiões vizinhas, conquistaram o Havaí e as Filipinas (matando centenas de milhares de filipinos) e, nos últimos 50 anos, particularmente, valeram-se da força para impor-se a boa parte do mundo’’. A conclusão é fácil, o mundo de algum modo decidiu revidar. Não está fazendo a defesa do terrorismo, mas explicando porque ele passou a ser factível.

Mais adiante, com todas as letras, Chomsky diz como os Estados Unidos são vistos por outros países: ‘‘Como um Estado líder do terrorismo, e por uma boa razão. Podemos considerar, por exemplo, que em 1986 os EUA foram condenados pela Corte Mundial por ‘uso ilegal da força’ (terrorismo internacional) e então vetou uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que instava todos os países (referindo-se aos EUA) a aderir às leis internacionais’’.

Diante dos ataques, como responder? Chomsky deu entrevista ao Hartford Courant no dia 20 de setembro, e para David Barsamian, no dia seguinte. Ele faz comparações: quando bombas do IRA explodiram em Londres, ninguém pensou em bombardear Belfast; quando uma bomba explodiu em Oklahoma, ninguém pensou em destruir Montana e Idaho. Ao contrário, providenciou-se a captura e julgamento dos responsáveis. Agora, no caso do ataque afegão... reagir com violência, adverte, é o caminho se o que se espera é ‘‘a escalada de violência que virá, dentro do mesmo ciclo, levando a futuras atrocidades similares a estas que estão instigando pessoas a pedirem vingança’’.

A perspectiva, continua o raciocínio em outra entrevista o professor de lingüística do Massachusetts Institute of Technology, do país é a de ‘‘prosseguir em seu programa, já em curso, de silencioso genocídio, combinado com gestos humanitários que terão como objetivo levantar aplausos dos habituais coros dos contentes’’.

Poucos os que mantiveram uma postura de total autonomia, de visão em escala macro, repleta de informações — a análise que Chomsky faz dos interesses em jogo na região (a maior reserva de energia do mundo no Oriente Médio, por exemplo, e as implicações disso no cenário político-econômico internacional, os mecanismos de controlar as reservas da Ásia central) — e ciosa do possível alcance. Claro, não altera o trator em movimento de destruição, mas não deixa de produzir mal-estar. Pelo menos, os Colin Powells e Bushs da vida não deitarão as cabeças com tranqüilidade no travesseiro, no silêncio da noite.

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Sobre o autor:

CHOMSKY, NOAM
Noam Chomsky nasceu na Filadélfia, em 1928. Lidera o Departamento de Lingüística e Filosofia do Massachusetts Institute of Technology, em Boston, é membro da American Academy of Arts and Sciences e da National Academy of Science. Publicou mais de 70 obras, entre elas: 11 de setembro, O lucro ou as pessoas, Ano 501 - a conquista continua, The Culture of Terrorism, Manufacturing Consent e Necessary Illusions.


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