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Homem Duplicado, O

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Autor: SARAMAGO, JOSE
Editora: COMPANHIA DAS LETRAS
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA




ESGOTADO NO FORNECEDOR

Ficha Técnica Saiu na ImprensaOpiniao do LeitorSobre o Autor

ISBN: 
ISBN-13: 
Livro em português
Brochura
 - 14 x 21 cm 1ª Edição - 2002

320 pág.
Sinopse

Neste romance sobre o sentido da existência humana na era da globalização, um professor de história se vê lançado numa crise de identidade ao descobrir que tem um duplo. Tertuliano Máximo Afonso nunca imaginara que um filme fosse mudar tão radicalmente sua vida. Ao assistir a um vídeo alugado, ele se reconhece na imagem de um ator e conclui - 'sou eu'. Chocado, o pacato professor compreende que podem existir, na mesma cidade e no mesmo momento, duas pessoas idênticas. Decide, então, desvendar o mistério que cerca essa situação absurda. A prudência recomenda-lhe que não se meta a investigar, mas o professor se vê lançado num redemoinho de reflexões e dúvidas que o atormentam. Quando percebe que a própria identidade foi roubada, ele se descobre em meio a uma dilacerante crise existencial.
Opinião do Leitor:

Mary Rose Burunsizian Kenchian  /  Data:  7/12/2008
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ORIGINAL !!!
Saramago é realmente sensacional, único e maravilhoso. ''O homem duplicado'' é mais uma obra-prima desse gênio que vale a pena ler.RECOMENDO !!!


Leila Costa  /  Data:  15/1/2008
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Mais um clássico
Outra vez Saramago nos brinda com uma pérola literária. Saramago usa da licença literária como nenhum outro. Não precisa pôr parágrafos em seus textos. As palavras deslizam magicamente sob os nossos olhos.
O atual tema da ''clonagem'' é tratado nesta obra com a maestria de sempre.


Teúnes Andrade Filho  /  Data:  27/2/2003
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O Velho Saramago
Creio que todos, quero realmente dizer sem exceção, já foram retidos mais do que desejavam, seja porque tinham algo mais importante, como trabalho, compras para a despensa vazia, compromissos sociais ou até mesmo políticos, ou mais prazerosos, como namorar, jogar futebol ou simplesmente o bate-papo semanal com os amigos na companhia inseparável da cervejinha, existe dúvidas de qual seja o motivo principal, o papo ou a gelada, mais importante a fazer do que conversar interminavelmente com um idoso, achei deselegante dizer velho, mas confesso que me arrependi, não existe nada mais natural e desejável, sinal que muito viveu e experimentou, para o ser humano do que chegar à velhice, principalmente se com o vigor mental de um jovem. Suas histórias são invariavelmente longas e entrelinhadas, ramificadas, e parecem nunca ter ao fim, sem falar naquelas as quais já ouvimos uns cem número de vezes e que eles repetem com tanta paixão e veemência que temos vergonha ou pena, de interrompe-las com um O senhor já me contou esta. Depois de muito arrodeio chego por fim ao ponto que queria chegar, não mereço contudo ser taxado de prolixo, nem que me mandem calar meu lenga-lenga, poucos são os que vão direto ao ponto, e se o fazem são considerados chatos ou no mínimo apressados. Mas enfim, cá estou para revelar esta minha descoberta literária, pelo menos assim a considero, embora não tenha certeza que outros já a tenha feito, e reconheça que a fiz tarde em demasia, pois já vou no quinto ou sexto livro deste autor, que agora revelo tratar-se de José Saramago. É público e notório que o nobelizado português começou sua vida de escritor quando já ia em anos avançados, provavelmente escrevera quando jovem alguma coisa que deixara esquecido na gaveta de alguma escrivaninha, que provavelmente releu e reutilizou de maneira distinta, mais densa e interessante em suas recentes criações, mas só na velhice foi publicado e tornou-se famoso. Saramago escreve como um velho de mente jovem, utiliza lucidamente a palavra para contar em frases quase intermináveis sua enorme experiência de vida, que é tudo que se espera de um velho homem produtivo, não conselhos, não mandamentos, regras ou verdades, mas depoimentos, exemplos e considerações sobre a vida, tanto no que concerne a individualidade de cada um quanto suas relações sociais. O texto saramaguiano oferece aos seus personagens opções várias de escolha, dando-lhe total liberdade de decisão. O autor interfere e faz questão que todos notem que o faz na narrativa, mas quem bate o martelo é o personagem. A idéia central de cada livro deste lusitano José é sempre pitoresca ( como se ele nos perguntasse se algo pode ser considerado estranho num mundo onde esfarrapados cosem roupas luxuosas, famintos servem lautos banquetes, sem-teto constróem palacetes), seja a cegueira que contamina toda uma cidade, uma península que se separa do continente, um jovem e famoso galileu que tem o demônio como tutor, e no caso do livro que hora me serve de inspiração, um homem que descobre uma réplica de si mesmo, embora o que marque definitivamente seus textos é o amor que ele dispensa ao poder da palavra escrita, que flui tão natural quanto uma conversa entre dois amigos íntimos, mas exige a atenção egoísta que toda mulher reclama de seu homem. Saramago não economiza quando se trata de palavras, tal qual meu velho pai que não cansa de me contar suas intermináveis histórias. 27/02/03.

Saiu na Imprensa:

Isto É  /   Data: 29/1/2003
Através do espelho
José Saramago tece enredo perverso em O homem duplicado

Luiza Pastor

Quando um autor considerado difícil, como o português José Saramago, chega ao topo das listas dos livros mais vendidos, algo de muito bom deve estar acontecendo no universo literário do País. É o caso de O homem duplicado (Companhia das Letras, 316 págs ), obra de enredo tão engenhoso quanto perverso, como costumam ser as histórias de Saramago. Descreve a estranha situação de um homem de vida absolutamente pacata – um professor de história do ensino médio, sem maiores veleidades intelectuais – que, ao assistir a um vídeo medíocre, descobre ali o seu duplo, um ser exatamente igual a ele, nos mínimos detalhes e cicatrizes, mas que ganha a vida como ator secundário em filmes baratos.

A perplexidade da descoberta, confirmada ao longo de minuciosa e obsessiva pesquisa, envolvendo amores mal resolvidos e rotinas modorrentas, acaba por transformar-se numa espécie de autocrítica no espelho, uma vingança das próprias deficiências de um homem que se sabe e se autopreserva limitado. O complexo universo psicológico deflagrado no cerne desse homem transtornado resulta em um desfecho folhetinesco que não faria feio numa minissérie de produção sofisticada. Claro que, em se tratando de Saramago, toda primeira conclusão é precipitada. Lá nas entrelinhas, permeando a rica estrutura que o autor constrói, o espalhafato do roteiro esconde um polpudo universo de nuances psicológicas que encaminha o personagem ao desfecho previsível. Mas não é o mistério o mais importante, e sim o processo.


Veja mais
Sobre o autor:

SARAMAGO, JOSE
Nasceu em 1922, na província do Ribatejo, em Portugal. Devido a dificuldades econômicas foi obrigado a interromper os estudos secundários, tendo exercido, a partir de então, diversas atividades profissionais - serralheiro mecânico, desenhista, funcionário público, editor, jornalista, entre outras. Seu primeiro livro foi publicado em 1947. A partir de 1976, passou a viver exclusivamente da literatura, primeiro como tradutor, depois como autor. Romancista, teatrólogo e poeta, em 1998 tornou-se o primeiro autor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura.


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