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1984

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Autor: ORWELL, GEORGE
Editora: IBEP NACIONAL
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA - ROMANCES




ESGOTADO NO FORNECEDOR

Ficha Técnica Saiu na ImprensaOpiniao do LeitorSobre o Autor

ISBN: 
ISBN-13: 
Livro em português
Brochura
29ª Edição - 2003

302 pág.
Sinopse

'1984' não é apenas mais um livro sobre política, mas uma metáfora do mundo que estamos inexoravelmente construindo. Invasão de privacidade, avanços tecnológicos que propiciam o controle total dos indivíduos, destruição ou manipulação da memória histórica dos povos e guerras para assegurar a paz já fazem parte da realidade. Se essa realidade caminhar para o cenário antevisto em '1984', o indivíduo não terá qualquer defesa. Aí reside a importância de se ler Orwell, porque seus escritos são capazes de alertar as gerações presentes e futuras do perigo que correm e de mobilizá-las pela humanização do mundo.
Opinião do Leitor:

André Dantas  /  Data:  23/4/2009
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Excelente obra
É uma excelente obra. Já li duas vezes e estou querendo ler a terceira. O interessante é que o autor o escreveu em 1948, inverteu a dezena e a unidade transformando em 1984. A partir daí ele escreveu imaginando como seria o futuro.
Vale a pena ler.


Yanne  /  Data:  2/2/2009
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De longe o melhor livro que já li ...
Aprendi muito com a leitura deste livro, a estoria é supreendente, tem um coisa de real naquele lugar irreal. 5 Estrelas


Simone de oliveira Almeida  /  Data:  1/1/2009
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Futurista.
O que dizer de um livro que mostra o quanto o ser humano pode se transformar num objeto total de alienação de um determinado regime ou sistema vigente? Orwell, já naquele tempo previa um futuro dominado, onde os cidadãos seriam todos participantes de um ''Big Brother''. É um livro denso, conflituoso. Em todos os momentos da narrativa, o leitor pensa que as pessoas que se reunem às escondidas serão presas, ou até mesmo torturadas pelo ''Grande Chefe''. Um dos melhores livros que já li em minha vida. Vale cada capítulo e tempo disponível na leitura. Será que nosso futuro será mesmo como acontecido no livro? Só nos resta esperar para saber...


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Saiu na Imprensa:

Zero Hora  /   Data: 28/6/2003
Atualidade de Orwell.
Há 100 anos, nascia o autor britânico, célebre por sua veia antitotalitarista.

Moacyr Scliar

A grande consagração de um escritor ocorre quando seu nome se transforma em adjetivo. Todo mundo, mesmo quem não leu Kafka, sabe o que quer dizer kafkiano. Há um adjetivo menos conhecido, mas também clássico: orwelliano. Alude à obra de George Orwell, pseudônimo de Eric Blair, cujo centenário de nascimento ocorreu neste 25 de junho.

A vida de Orwell é daquelas que daria um romance (de fato, boa parte de sua obra é autobiográfica). Nascido na Índia, filho de um funcionário da administração colonial britânica, Orwell conheceu desde o berço o poder imperial, com o qual tinha, como mais tarde se veria, uma relação ambivalente. Educado em Eton, interrompeu os estudos depois de um patético incidente: fez uma espécie de maldição vudu (aquela de enfiar alfinetes em um boneco) contra um colega rival para que este quebrasse a perna. Tétrica coincidência: o rapaz realmente teve uma fratura - causada por câncer, do qual veio morrer. Cheio de culpa, Orwell foi para Burma, também colônia inglesa, onde tornou-se policial. Dessa experiência resultou um ensaio notável, 'Matando um Elefante', em que descreve como, diante da população de uma aldeia, teve de matar um desses animais. Deixando Burma, passou vários anos de pobreza na Europa, um período que evoca em Down and Out in Paris and London (1933). Começa então a publicar ficção.

Nos anos 30, passa por uma experiência importante: alista-se, como voluntário, nas tropas republicanas que lutavam contra Franco na Guerra Civil espanhola, onde inclusive foi ferido. É aí que ocorre sua ruptura com o comunismo: os stalinistas tentavam então eliminar seus aliados num daqueles "acertos de contas" que não eram raros na esquerda, e contra os quais Orwell revoltou-se, pagando o preço: teve de fugir para salvar a vida. Desse sombrio período dá testemunho no importante Homage to Catalonia (1938): "Na Espanha eu vi, de fato, a História sendo escrita não como realmente aconteceu, mas como deveria ter acontecido, de acordo com a linha do Partido."

A partir daí, sua vocação antitotalitária se afirmaria, e também seu isolamento. Estigmatizado pela esquerda, ficou tão paranóico que chegou a comprar (de Ernst Hemingway) um revólver, para se defender de possíveis atentados. Ele e a esposa Eileen foram morar numa remota ilha escocesa, onde criava gatos e cachorros. Apesar do choque causado pela morte de Eileen, terminou, nessa época, A Revolução dos Bichos (Animal Farm), que, publicado no início da guerra fria entre o Ocidente e os países comunistas, revelou-se enorme sucesso.

No conflito entre os blocos, Orwell desempenhou um papel ambíguo: colaborou com o serviço secreto inglês, a quem entregou, em 1948, uma lista de 35 "cripto-comunistas". É verdade que nenhum deles chegou a ser prejudicado, mas Orwell ficou, de qualquer maneira, rotulado como delator. Àquela altura, já estava muito doente, da tuberculose que afinal viria a matá-lo. Mesmo assim embarcou no grande projeto de sua vida, a novela 1984.

Embora Orwell não seja exatamente um grande ficcionista - estava mais preocupado em transmitir mensagens - pode-se dizer que tanto A Revolução dos Bichos quanto 1984 marcaram o nosso tempo. As duas obras falam de totalitarismo, a primeira sob forma de uma satírica fábula (quase se pode ouvir a voz de La Fontaine nos bastidores), a segunda como uma distopia, a utopia vista como pesadelo: a síntese do stalinismo, que acabou por destruir os ideais da Revolução Russa de 1917 e por comprometer, até hoje, o conceito de esquerda.

Expressões como Big Brother - sim, telespectadores, é daí que vem o título do programa famoso - e frases como "Todos são iguais, mas alguns são mais iguais" passaram à linguagem cotidiana. Cinqüenta e três anos depois da morte de Goerge Orwell, a vendagem de seus livros ultrapassa 40 milhões de exemplares, em 60 idiomas, e ele continua em alta: a cada ano, 1 milhão de novos leitores descobre sua obra. Num mundo em que o autoritarismo sob variadas formas continua ainda presente, a mensagem de Orwell permanece atual.

Sobre o autor:

ORWELL, GEORGE
George Orwell worked successively as a private tutor, schoolteacher and bookshop assistant, and contributed reviews and articles to a number of periodicals in England. Down and Out in Paris and London was published in 1933. In 1936 he was commissioned by Victor Gollancz to visit areas of mass unemployment in Lancashire and Yorkshire, and The Road to Wigan Pier (1937) is a powerful description of the poverty he saw there. At the end of 1936 Orwell went to Spain to fight for the Republicans and was wounded. Homage to Catalonia is his account of the civil war. He was admitted to a sanatorium in 1938 and from then on was never fully fit. He spent six months in Morocco and there wrote Coming Up for Air. During the Second World War he served in the Home Guard and worked for the BBC Eastern Service from 1941 to 1943. As literary editor of the Tribune he contributed a regular page of political and literary commentary, and he also wrote for the Observer and later for the Manchester Evening News. His unique political allegory, Animal Farm was published in 1945, and it was this novel, together with Nineteen Eighty-Four (1949), which brought him world-wide fame.


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