Livraria Cultura
 
Cesta de Compras 0 item R$ 0,00
DVDs CDs Games Hotsites Eventos
Busca

Cv, Pcc: A Irmandade Do Crime

Conceito do Leitor:  Seja o primeiro a opinar
Autor: AMORIM, CARLOS
Editora: RECORD
Assunto: CIÊNCIAS SOCIAIS - SOCIOLOGIA

Clique e veja as localidades, horários e condições.
Disponibilidade de acordo com a quantidade de produtos em estoque.

Preço R$ 
em até 3x de R$ 17,63
sem juros no cartão


Comprar

Ficha Técnica Saiu na Imprensa

ISBN: 
ISBN-13: 
Livro em português
Brochura
 - 16 x 23 cm 1ª Edição - 2003

492 pág.
Sinopse

Este livro revela uma verdade assustadora sobre o crime organizado, que hoje é uma das indústrias mais lucrativas do mundo. Expõe uma sociedade na qual os bandidos estão cada vez mais poderosos, deixando-nos acuados e com medo. A leitura desta reportagem explica o funcionamento das maiores facções brasileiras e faz outro alerta às autoridades.
Saiu na Imprensa:

Gazeta Mercantil  /   Data: 8/10/2004
Para onde vai o partido do crime?
Reportagem traça um retrato original e denso do maior inimigo da segurança dos cariocas: o Comando Vermelho

Francisco Viana

- A conclusão é .óbvia: o crime não é mais o mesmo. Quem pensa que os criminosos não passam de um bando de ignorantes, um punhado de analfabetos, está redondamente enganado. O Comando Vermelho é quase tão organizado quanto as máfias internacionais da droga. Sei de muita gente que acredita haver por trás do comando alguma mente privilegiada, alguma pessoa de formação impecável, algum gênio do crime. Isto é outro engano. Os criminosos evoluíram. Aprenderam a se organizar. São uma grave ameaça à ordem pública.

- E o que vem aí, no futuro?

- É difícil prever. Podemos estar a caminho de Medelin ou de Palermo. Mas eu acredito no Brasil e imagino que será possível controlar o crime organizado. Talvez não destruir - mas controlar, certamente.

Eis um extrato de uma entrevista do jornalista Carlos Amorim com o ex-governador do Rio de Janeiro, Wellington Moreira Franco, reproduzida no livro A Irmandade do Crime , um retrato original e denso daquele que é inimigo número um da segurança dos cariocas - o Comando Vermelho. Franco, que terminou seu mandato em 1991, foi vítima de dois atentados por ordem do Comando. Na primeira vez, a bala perfurou o vidro da sala de projeções do cinema do Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo. Na segunda, seu carro foi metralhado num cruzamento. Em ambos, Moreira Franco saiu ileso. Mas poderia ter sido muito pior se, 110 início de 1990, a polícia não tivesse descoberto os planos de uma superoperação para seqüestrar o então governador e o cardeal dom Eugênio Sales.

O livro de Amorim é assim: rico em histórias que parecem estar mais para a ficção do que para a realidade. Nelas, põe diante do espelho o retrato de um pedaço do Brasil, visível nas manchetes e notícias da mídia, mas quase que absolutamente invisível nos seus bastidores. Amorim vai ao princípio da história, não aos primeiros momentos do tráfico de drogas e armas, ao começo da lavagem de dinheiro em larga escala, às rebeliões minuciosamente planejadas com habilidade ou ao massacre de gangues rivais, há algo como duas décadas. Os fios iniciais da trama são bem anteriores. Datam dos idos do regime militar, exatamente entre 1969 e 1975, quando presos políticos foram misturados a presos comuns no presídio de Ilha Grande, em Angra dos Reis. Sim, o mesmo onde o escritor Graciliano Ramos ficou preso, após o levante comunista na Era Vargas. Foi ali, no antigo Caldeirão do Diabo, demolido numa manhã chuvosa de domingo de 1995, que a guerra de guerrilha, os rudimentos da ideologia marxista e a ideologia da luta de classes passou a fazer parte do dia-adia do banditismo comum.

Guerra civil não declarada

Uns, os presos comuns, traficavam drogas. Outros, os presos políticos, traficavam informações e cultura. Nesse último grupo, estavam as alas radicais de praticamente todas as organizações da luta armada - da ALN ao MR-8 e à VPR. Gente intelectualizada, que lia, estudava, conhecia os segredos da montagem de aparelhos, das redes de organização interna, os mandamentos da disciplina militante. Gente que levou os presos comuns a ler bíblias da luta armada como "O pequeno manual do guerrilheiro urbano", escrito por Carlos Marighela, ou "Revolução na revolução?”, do francês Régis Debray, autor da famosa teoria da vanguarda armada, que empolgou a esquerda brasileira mesmo depois da fracassada tentativa de Che Guevara de levá-la à prática na Bolívia.

O encontro com a massa de presos comuns foi só uma questão de tempo. Quem lançou a ponte nessa direção foi o primeira líder do Comando Vermelho, William da Silva Lima, o "Professor". Diz a lenda que William chegou a ler "O Capital", de Marx, e que foi também ele quem estruturou as primeiras células do Comando Vermelho em território paulista. Verdade ou não, o fato é que o Comando se adensou. Liquidou um após outro seus inimigos e se afirmou como poder paralelo.

"Não é uma luta de classes. É uma guerra civil não declarada, entre os que têm alguma coisa e os que não têm nada a perder”, afirma Amorim.

Senhores das favelas

Se o convívio com os revolucionários entronizou os criminosos nos caminhos da organização, a pobreza das favelas foi o solo fértil onde as sementes da violência viriam a germinar. José Carlos dos Reis Encina, o "Escadinha ", recentemente liquidado com tiros de fuzil no rosto, na Avenida Brasil, foi recrutado no Morro do Juramento.

"Uê”, nome de guerra de Ernaldo Pinto Medeiros, sucessor de "Escadinha ", inteligente, de vocabulário "rico e fluente ", herdou um império de cinco favelas, onde os integrantes do Comando exerciam o papel de juiz, empregador, mecenas e o direito de vida e morte sobre a população. Mas nenhum dos líderes do Comando superaria em poder e fama a "Fernandinho Beira-Mar ", que tem - ou chegou a ter - o seu comando associado a uma centena de favelas.

Da mesma forma como aconteceu na Colômbia de Pablo Escobar - que conheci quando eu era editor da revista IstoÉ - , o Comando Vermelho ocupou os espaços vazios deixados pelo Estado. O Rio de Janeiro, antes simples rota de passagem do tráfico internacional para os Estados Unidos e a Europa, passou a ser um centro estratégico de consumo e distribuição de drogas. Amorim calcula que "um em cada cinco habitantes do Grande Rio vive em áreas administradas pelo tráfico”. Ou, 1,1 milhão de pessoas. É um quadro dramático. No tráfico, morre-se jovem. O ambiente é de barbárie.

Carlos Amorim, ex-diretor dos programas de televisão "Fantástico” e “Globo Repórter” é um jornalista talentoso, com texto "cinematográfico. Com "A Irmandade do Crime ", ele desvenda .os paradoxos de um País que hesita em olhar o próprio rosto, de frente. E, por isso, deixa que o oceano dos seus sonhos seja tragado pelos arquipélagos das suas misérias, das terras incógnitas feitas pela revolta permanente e a tragédia da insegurança, que faz das ruas uma autêntica selva. Diz ele nas páginas finais: "O crime organizado no Brasil já tem um status sociologicamente definido. Faz parte da vida nacional como o marisco faz parte dos rochedos à beira-mar. “A esperança é que o ex-governador Moreira Franco esteja certo: que os irmãos do crime possam ser controlados. Pelo menos. Caso contrário, corre-se o risco do cidadão honesto e trabalhador ser cada vez mais presa fácil dos criminosos como aconteceu na Colômbia, onde o terrorismo dos traficantes explodia quarteirões residenciais com carrosbombas e os soldados do tráfico matavam milhares de policiais a cinco mil dólares por cabeça.


Veja mais

Compras relacionadas

Quem comprou este item também comprou:

Voltar
BARENBOIM WEST-EASTERN DIVAN ORCHESTRA (CD+DVD)
CABEÇA DE PORCO
ABUSADO
POR DENTRO DO CRIME - CORRUPÇAO TRAFICO PCC
ELITE DA TROPA
DITADURA DERROTADA, A - V.3
CODIGO DA VINCI, O
PERDAS E GANHOS
DITADURA ENVERGONHADA, A - V.1
DITADURA ENCURRALADA, A - V.4
(livro) (livro) (livro) (livro) (livro) (livro) (livro) (livro) (livro)
Avançar
ATENÇÃO
Os pedidos deste catálogo estão sujeitos a alteração sem prévia comunicação.
Os pedidos ficam condicionados a disponibilidade do estoque da Livraria Cultura e de nossos fornecedores (editoras e distribuidores).

Agora você pode participar do nosso site inserindo seus vídeos, suas imagens e links para seu blog ou website. Clique nos ícones abaixo e participe!

Envie sua imagem relacionada
Envie seu vídeo relacionado
Envie seu link relacionado

Tags deste produto O que é isso?

Clique nas opções abaixo para atribuir Tags do produto às minhas Tags.


Minhas Tags deste produto O que é isso?

Para atribuir suas Tags para este produto, clique aqui e faça seu login.


Tagas mais populares da Cultura O que é isso?
Buscar Tags em todos os produtos


   Últimos itens visualizados

Home | Direito de propriedade | Dúvidas (FAQ) | Quem somos | Nossas lojas | Suas compras | Frete | Fale conosco | Imprensa | Recursos Humanos | Seção - Livros | Gêneros - Filmes | Estilos - Músicas
São Paulo - Conjunto Nacional - 11 3170 4033 São Paulo - Shopping Villa Lobos - 11 3024 3599 São Paulo - Market Place Shopping Center - 11 3474 4033 São Paulo - Bourbon Shopping São Paulo - 11 3868 5100 São Paulo - Villa Daslu - 11 3170 4058


Porto Alegre - Bourbon Shopping Country - 51 3028 4033 Recife - Paço Alfândega - 81 2102 4033 Brasília - CasaPark Shopping Center - 61 3410 4033 Campinas - Shopping Center Iguatemi - 19 3751 4033
TrustSign Ebit Loja DiamanteInternet Segura Webboom RSS