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ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
- 16 x 23 cm
1ª Edição
- 2004
88 pág.
Este livro traz o clássico de Kafka, 'A metamorfose', em versão adaptada para os quadrinhos. O estilo do artista gráfico Peter Kuper, uma fusão entre os quadrinhos norte-americanos e o expressionismo alemão, faz com que a prosa de Kafka ganhe vida, revivendo todo o humor e a sagacidade do texto original, em que Kafka retrata a família, a alienação, através da história de um inseto gigante.
Opinião do Leitor:
Tom / Data: 25/7/2009 Conceito do leitor: | (opine)
muito bom
esse livro é para poucos
Carlos Eduardo Figueiredo / Data: 27/12/2008 Conceito do leitor: | (opine)
A Metamorfose
Nunca li por inteiro esse livro, mas sei que isso é uma coisa que naquela época já existia, imagine nos dias de hoje, o escritor narra o seu próprio drama, pricípalmente em relação ao seu próprio pai, e um homem que fez o que o pai de Frãns Káfca fez com o filho tão inteligente, mas tão e tão fragil, não é digno nem de si deitar com uma prostituta, quanto mais de formar uma família para depois faze-lá sofrer. Para mim o pai dele era um grande dum caralha, e deveria no mínimo pagar caro pelo que fez não só ao filho mas também pelo que fez de tão mal á todos os outros.
Saiu na Imprensa:
Diário de Pernambuco /
Data: 15/8/2004 A Metamorfose é pop
Clássico de Franz Kafka ganha versão quadrinizada por Peter Kupper
Júlio Cavani
Independente da importância para a literatura universal e do conteúdo existencial, a história do homem que descobre ter se transformado em uma espécie de barata, contada no livro A Metamorfose, de Franz Kafka, rende uma boa narrativa em quadrinhos, como soube fazer o desenhista Peter Kuper. Sua adaptação para o clássico, que está sendo lançada no Brasil pela editora Conrad, pode não captar as angústias transmitidas pelo texto original, mas o transforma em um material visualmente criativo.
Na maior parte do tempo, o livro toma o caminho da representação direta, sem viagens abstratas e com personagens comuns dialogando e carregando a história. Além de ilustrar a situação em que se encontra Gregor, o artista desenha suas lembranças sobre as coisas mais importantes de sua vida. Essa opção valoriza um ponto relevante do texto: apesar da situação bizarra em que se encontra, o protagonista, escravo de um sistema social, está mais preocupado com o trabalho, o dinheiro e as reclamações do patrão e da família. O clima é sempre pesado e escuro, mas aliviado pelas feições caricaturais das figuras.
Quando o assunto é a barata, no entanto, Kuper poderia ter sido menos descritivo. Sua criatura tem uma expressão icônica demais, cartunesca, pouco repulsiva, simpática até, restringindo a desolação do personagem a expressões franzidas e caras de susto. No livro, a descoberta do corpo estranho é percebida aos poucos pelo leitor e em nenhum momento fica clara a forma final da criatura, ampliando a inquietude da obra. Nos quadrinhos, esse processo é resumido em uma página, logo na primeira.
Mas se não é genial como um todo, a leitura de Kuper sobre Kafka tem momento brilhantes. Numa página, a perda da visão do monstro diante de uma vista para a rua capta melhor seu processo de deterioração psicológica. Com a predominância do negro, desenhado com riscos brancos, como numa gravura, ele faz os prédios sumirem aos poucos ofuscados por linhas brancas que vão formando uma malha e apagando o desenho. Em outro trecho, o personagem sobepelas paredes enquanto o leitor é obrigado a fazer o mesmo com os olhos para ler o texto, que acompanha os vértices dos requadros.
KAFKA, FRANZ Nasceu em Praga, na Boêmia (hoje República Tcheca), em 1883. Fez seus estudos na cidade natal, formando-se em direito em 1906. Tuberculoso, alternou temporadas em sanatórios com o trabalho burocrático. Jamais deixou de escrever, embora tenha publicado pouco e, já no fim da vida, pedido inutilmente ao amigo Max Brod que queimasse seus escritos. A maior parte de sua obra, toda escrita em alemão, foi publicada após sua morte, que ocorreu em 1924, num sanatório perto de Viena. Quase desconhecido em vida, é considerado hoje um dos maiores escritores deste século.
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