Opinião do Leitor:
Alvaro Augusto Almidoro / Data: 26/12/2009
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::: Sofistas x Filósofos :::
Desde Sócrates até a atualidade, a sofistica, dentro de seu polêmico universo, gera antagonismos. A obra em minha opinião não é tão atrativa quanto o tema sugere, e não traz a leveza que o mesmo incita. Isto talvez, pela falta do burilamento final do autor. Todavia, a tentativa do resgate trazida pelos comentários de Olavo de Carvalho, é muito competente, e nos fornece parâmetros necessários para tentarmos alcançar o pensamento do filósofo e o seu intento. Obra para quem já tem conhecimentos sobre o assunto, sendo necessário porém, adentrar com muito interesse e atenção aos comentários e às indicações sugeridas. Desvendar a sofistica e suas armadilhas, por um lado, e de outro, preocupar-se em desmistificar estas, e ensinar através do raciocínio técnico, a contra-argumentação com inteligência e bom senso, confirmando a fidelidade aos postulados filosóficos em sua essência, é o grande desafio da obra. Leitura útil para estudantes e aos apreciadores de temas filosóficos, em particular, à arte da retórica
Fabricio Moraes Cunha / Data: 11/11/2009
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A filosofia da patifaria
A tradução poderia ser melhor: alguns trechos não são claros, dificultando o entendimento (não por seguir normas cultas da língua, e sim por falhas na tradução). O tradutor Olavo Carvalho respalda-se nos estratagemas descritos por Schopenhauer para criticar várias práticas usadas por políticos, advogados e outros profissionais da persuasão para convencer pessoas sem necessariamente ter razão (o que o livro define como patifaria intelectual), entretanto ELE MESMO faz uso de artifícios questionáveis fazendo vários comentários desnecessários no decorrer da obra e pior ainda, promovendo suas próprias obras. Incoerente, não? Para se ter uma idéia de quanto o tradutor aproveitou-se do nome de Schopenhauer para promover seu próprio trabalho enquanto autor, das 258 páginas do livro, 135 (isso mesmo, cento e trinta e cinco) páginas compõem a introdução crítica, comentários e as conclusões do tradutor (fora as notas de rodapé). Muitos comentários são interessantes e contextualizam os conceitos teóricos de Schopenhauer, mas a maior parte é desnecessária. Apesar de tais problemas, é um livro que indico para profissionais da área de Administração, Direito e da política em geral, não por ''ensinar'' as estratégias de persuasão, e sim para auxiliar na sua identificação quando aplicada por alguem. Se a tradução não favorece, o brilhantismo de Schopenhauer é demonstrado através de sua explicação quase didática, que vai da descrição de seus fundamentos ao desenvolvimento do seu raciocínio de uma forma lógica. O livro é bom, mas pode ser ainda melhor se for feita uma nova tradução, com menos do tradutor e mais do autor.
André / Data: 16/8/2009
Conceito do leitor:
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Guia para se prevenir de Charlatães.
Bom livro. Os comentários de Olavo só o enriquecem. Recomendo a leitura, aula de lógica e dialética.
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