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ISBN: ISBN-13: Livro em português
Brochura
- 15,5 x 23 cm
1ª Edição
- 2008
304 pág.
É difícil acreditar que um homem revolucionou os computadores nos anos 1970 e 1980, o cinema de animação e a música digital nos anos 1990. Por outro lado, são lendárias as histórias de seus repentinos acessos de raiva, revelando o verdadeiro Steve Jobs. Então, o que há, realmente, dentro do cérebro de Steve? Segundo o autor, é um feixe de contradições. O autor destila os princípios que guiam Jobs ao lançar produtos arrasadores, ao atrair compradores fiéis e ao administrar a sua empresa. O resultado é este livro sobre Steve Jobs que é, ao mesmo tempo, uma biografia e um guia sobre liderança.
Opinião do Leitor:
Gabriel Vanzella / Data: 7/9/2009 Conceito do leitor: | (opine)
A CABEÇA DE STEVE JOBS E A DE LEANDER KAHNEY
Vejo este livro como escrito por um teólogo tentando entender Deus: ao mesmo tempo em que utiliza suas melhores capacidades intelectuais para desvelar a face do Criador, age com o medo de pecar ao escrever uma blasfêmia. Uma mistura de adoração pelo objeto estudado com uma necessidade de se manter imparcial a fim de convencer os ateus.
Mas Jobs não é Deus e nem Kahney um teólogo, embora um respeito e uma admiração permeiam toda a obra. Conscientes desse fato, o livro torna-se totalmente honesto, mostrando a maneira de pensar e agir de um dos maiores administrador, criador, líder que emergiu na década de oitenta e que mostrará quais caminhos trilhar, quiçá ditar os rumos dos novos grandes líderes do século XXI.
Cada capítulo é dedicado a uma faceta de Steve Jobs, embasados em entrevistas de pessoas próximas que o viram manifestando tais características, além de declarações dadas pelo próprio Jobs ao longo dos anos; ao final de cada capítulo, um resumo com as idéias ou conclusões mais importantes.
Para mim, mesmo sendo senso comum, o livro confirma através de inúmeros exemplos testados e confirmados no mundo real, o “segredo de Jobs”: não tem importância ser um idiota, contando que você seja apaixonado pelo o que faz. Jobs é apaixonado pelo o que faz, mas não nos enganemos, pois Jobs não é um idiota. E nem Kahney.
Emanoel Lima / Data: 21/5/2009 Conceito do leitor: | (opine)
De idiota a gênio
Antes de ler este livro eu achava Steve Jobs um idiota, não conseguindo compreender o por quê da insistencia da Apple em um processo produtivo verticalizado em detrimento do modelo horizontal da Microsoft (o que permitiu a esta o domínio do mercado mesmo tendo lançado seu SO com interface gráfica praticamente 10 anos depois da Apple). Após ler este livro e entender como ele salvou a Apple após sua volta em 1997, passei a considerá-lo um gênio... e posso dizer que fui tocado por sua visão messiânica.
Leandro Felipe Bueno Tierno / Data: 25/2/2009 Conceito do leitor: | (opine)
Um livro mostrando a gestão de Jobs na Apple
O que me chamou a atenção neste livro foi o fato de ser fã ''desde criancinha'' da APPLE, desde a época que conheci o Apple II no início da década de 80 e era um fanático por informática. O livro mostra um cara ultra-perfeccionista e obsessivo com seus empregados, mas ao mesmo tempo super-antenado com o nosso tempo, tendo ajudado na criação de outras maravilhas de nosso tempo como o Ipod e o Iphone. O livro não fala sobre a vida pessoal de Jobs, mas, sim, seu modelo de gestão na Apple. Muito interessante o livro.
No best-seller A cabeça de Steve Jobs, um jornalista americano lança-se numa missão curiosa: examinar como funciona a mente do criador do iPod. Conclui que a genialidade vem da soma de suas virtudes e seus defeitos
Adriano Silva
Dá para admirar um empresário maníaco, cruel, que grita com as pessoas e faz com que elas trabalhem até noventa horas por semana? Se a resposta é negativa, você não admira Steve Jobs, fundador da Apple, gênio da inovação, responsável por revoluções na indústria da tecnologia que mudaram o mundo para sempre: do mouse e dos ícones "clicáveis", que tornaram o computador acessível a crianças de 3 anos, ao iPod e ao iPhone. Quer pensar melhor? A Cabeça de Steve Jobs (tradução de Maria Helena Lyra e Carlos Irineu da Costa; Agir; 304 páginas; 36,90 reais), de Leander Kahney, editor da Wired.com, que cobre a Apple há mais de doze anos, apresenta ao leitor um retrato complexo de Jobs. Trata-se de um líder messiânico e ao mesmo tempo despojado. Que inspira ideias e medo. E enxerga o interlocutor sempre como um gênio ou um idiota. "A Apple é a soma das virtudes e dos defeitos de Steve", escreve Kahney, que mostra que os defeitos de Jobs são tão importantes para o sucesso da empresa quanto suas virtudes.
O livro foi escrito em novembro de 2007. Como muito aconteceu nesse ano e meio, há alguma defasagem. O sucesso do iPhone, por exemplo, ainda é tratado como uma suposição. Mas isso não tira o interesse da leitura. Há um capítulo inteiro dedicado à criação do iPod, o maior sucesso da história da Apple, com detalhes saborosos como a escolha do nome do tocador e o fato de ele só existir graças a uma junção de tecnologias que empresas como Toshiba e Sony não sabiam bem como utilizar sozinhas. Kahney entrevistou executivos que trabalharam diretamente com Jobs. E oferece uma visão interna da "empresa mais revolucionária do mundo".
"Não existe um método para a inovação na Apple", afirma Jobs. A empresa gosta de acreditar que a inovação acontece ali dentro como um processo orgânico. A Apple funciona como a soma de várias pequenas empresas iniciantes, e não como uma corporação com mais de 30 000 funcionários. Jobs se ocupa em defender a criatividade da ameaça da burocracia. Ele não tem o menor pudor de lançar produtos que venham a matar os que já existem. Mas combate a inovação aleatória, porque "ela cria soluções para problemas que não existem". Talvez a verdade seja que a luz na Apple emana quase que exclusivamente de Jobs. A questão, crucial para a sobrevivência da empresa, será como manter viva a chama da inovação quando Jobs se for.
O que move Jobs não é a competição nem o dinheiro. O que ele deseja é mudar o mundo, fazer história. Jobs trabalha movido a paixão. "Ele tem um entusiasmo contagiante. É uma força da natureza", escreve Kahney. Jobs é também muito exigente. Sabe extrair o melhor de cada um. Não raro, de forma traumática. Ele impõe o seu senso de urgência à organização. Segundo Kahney, Jobs é um intimidador profissional. Mas não um tirano, meramente. "Ele atua como um pai muito difícil de agradar. As pessoas têm medo dele e buscam a sua atenção e a sua aprovação. Ninguém quer decepcioná-lo", escreve. Um funcionário deixava sempre um par de tênis escondido debaixo da mesa, para trocar pelos sapatos caso o chefe aparecesse. É isso mesmo: usar sapato pega mal na Apple.
Jobs adora disputas intelectuais. Ele é conhecido por testar o interlocutor: se está bem informado, se sabe defender seus pontos de vista. Na Apple, as pessoas se perguntam: "Você já foi stevado hoje?". Significa tomar uma lavada de Jobs, ser atropelado por ele no corredor, no elevador, na sala do café. Jobs é também um perfeccionista patológico. Busca sempre a excelência. Chegou a mandar redesenhar uma placa-mãe - peça sobre a qual poucos usuários põem os olhos - porque a achava feia. Também achava que o plugue do iPod não fazia um clique bacana. E só sossegou quando seus engenheiros entregaram um clique bonito. De outra feita, seus programadores tiveram de gastar seis meses ajustando um recurso tão simples quanto a barra de rolagem do sistema operacional. Ele é obsessivo com os detalhes que considera importantes - mesmo fora da empresa. Durante duas semanas repassou na mesa de jantar os valores de sua família antes de decidir que máquina de lavar deveria ser comprada.
Steve Jobs também erra. O Mac Cube, lançado em 2000, por exemplo, uma aposta pessoal sua, naufragou. Ter investido primeiro em vídeo, com o iMovies, e não em música, com o sistema iPod/iTunes, que só viria bem depois, quase fez a Apple perder o melhor negócio da empresa. E em uma de suas últimas declarações antes do afastamento por saúde, no começo deste ano, Jobs afirmou que não pretende lançar um concorrente ao Kindle, o e-book da Amazon, "porque as pessoas não leem mais". Nesse quesito, torcemos para que ele esteja errado.
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