Livraria Cultura
 
Cesta de Compras 0 item R$ 0,00
DVDs CDs Games Hotsites Eventos
Busca

Futuros Imaginarios

Das Maquinas Pensantes A Aldeia Global

Conceito do Leitor:  Seja o primeiro a opinar
Autor: BARBROOK, RICHARD
Tradutor: VARIOS TRADUTORES
Editora: PEIROPOLIS
Assunto: CIÊNCIAS SOCIAIS

Envio em até 1 dia útil* + prazo do frete (Veja aqui como funciona nossa entrega)
Prazo de envio válido somente para pagamento com Cartão de Crédito ou Débito.

Disponibilidade de acordo com a quantidade de produtos em estoque.
* Válido para um exemplar. Pedidos em quantidade serão atendidos conforme a disponibilidade de estoque.

Preço R$ 
em até 3x de R$ 19,33
sem juros no cartão


Comprar

Ficha Técnica Saiu na Imprensa

ISBN: 
ISBN-13: 
Livro em português
Brochura
1ª Edição - 2009

448 pág.
Sinopse

Em 'Futuros imaginários - Das máquinas pensantes à aldeia global' o autor reflete sobre o desenvolvimento tecnológico levando em consideração suas motivações políticas e objetivos econômicos, como também a sua repercussão social, e conectando informações dos campos da ciência, tecnologia, economia, política, história e comunicação de massa. Barbrook desafia as novas gerações a apropriarem-se do poder da internet, a resistirem à política do status quo e a utilizarem a ferramenta de comunicação mais poderosa do momento para dar forma ao seu próprio destino.
Saiu na Imprensa:

O Globo  /   Data: 23/5/2009
Reinvenção da utopia

Web abre espaço para revolução unindo Marx a McLuhan, diz sociólogo

Futuros imaginários, de Richard Barbrook. Tradução colaborativa de vários autores. Editora Peirópolis, 448 páginas. R$ 58

José Marcelo Zacchi

Foi o dramaturgo Eugene O’Neill quem disse que “não existe presente ou futuro, apenas o passado, acontecendo de novo e de novo, agora”. A frase e seu autor dariam uma excelente epígrafe para o livro “Futuros imaginários”, de Richard Barbrook, pelo diálogo com a tensão entre evolução e permanência como atributos da história, e pela crítica mordaz dos desvãos do sonho americano.

Mas Barbrook, ao contrário de O’Neill, não é norte-americano (ou estadounidense, como preferem os integrantes do grupo DesCentro, que fizeram de maneira colaborativa a tradução do livro para o português) nem foi marinheiro na juventude. Cientista político, professor de hipermídia na Universidade de Westminster, na Inglaterra, Barbrook representa antes o social-democrata europeu dividido entre a exumação dos equívocos do socialismo e a tarefa de consciência crítica das ilusões atlânticas.

Apropriações econômicas e militares da tecnologia

Sintonizado com esta missão, “Futuros imaginários” parte de uma recordação de infância de seu autor, a visita à Feira Mundial de Nova York de 1964, para fazer uma longa viagem pelo entrelaçamento entre as promessas tecnológicas do passado e a geopolítica norte-americana da Guerra Fria e pela história de apropriações políticas, econômicas, militares e culturais vividas pela tecnologia ao longo do século XX.

No percurso, expõe o uso da tecnologia como ponta-de-lança da conquista simbólica do futuro pelo capitalismo democrático americano, em oposição ao atraso comunista. Lembra o emprego bélico destruidor da maior parte dos avanços conquistados. Explora os caminhos da disseminação acadêmica e popular da cibernética de Norbert Wiener e da aldeia global de Marshall McLuhan como pedras de toque de um novo imaginário coletivo. Aponta o impacto de ambas para a difusão paralela da crença no determinismo tecnológico condicionando positivamente os destinos humanos. Recorda as promessas não cumpridas da inteligência artificial, das viagens espaciais e da energia nuclear. Destaca a frustração das expectativas de redenção social outrora associadas ao advento das novas tecnologias digitais.

Ao fazer isso, Barbrook, ele próprio um veterano do movimento de rádios comunitárias na Londres dos anos 80, não ignora o potencial libertário efetivo da internet. Que um aparato social com a importância que ela tem hoje possa ter consolidadose globalmente sob a hegemonia da abertura, da descentralidade e da anarquia quase irrestritas é em qualquer caso um acontecimento digno de nota em nosso mundo. Que a “economia da dádiva” e o espírito dos “commons” tenham logrado tomar a dianteira no ciberespaço, barrando em muitos casos a sua colonização pelas regras comerciais do “mundo físico”, é um imprevisto que não pode desagradar a nenhum socialista.

Mais ainda, as promessas cumpridas do livre fluxo de informação em todos os sentidos e do acesso quase irrestrito ao acervo do conhecimento humano são sismos profundos cujos efeitos talvez apenas tenham começado a propagar-se. E aqui Barbrook, como no caso da decretação das mortes da energia nuclear e do turismo espacial, talvez se traia pela impaciência das gerações do “make it new” e do tempo real em aguardar a chegada do futuro. Mas é que não se trata aqui de medir os passos pela métrica da reforma. Do mesmo modo que denuncia ferozmente o conteúdo imperialista das conquistas tecnológicas dos EUA da Guerra Fria e desqualifica como conspirações fraudulentas as terceiras vias centristas gestadas sob o liberalismo americano, Barbrook apoia a constatação de que “a chegada da sociedade da informação não precipitou uma transformação social mais extensa” sobre o fato de que “o comunismo cibernético é bem compatível com o capitalismo ponto com”.

O futuro imaginário de Barbrook é revolucionário. E a internet portanto precisa ser julgada pela confirmação ou não da sua vocação para abrigá-lo, sob a forma de um “marxismomcluhanismo” de democracia participativa e criatividade cooperativa, retroalimentando a transformação social do mundo físico. Nesta perspectiva, é animador que hackers ocupem hoje o centro do imaginário contracultural, os desafios à propriedade intelectual atualizem a desobediência civil na era do conhecimento e que o Pirate Bay funcione como uma espécie de comunidade hippie contemporânea. Mas é desconcertante que antigos hippies autênticos liderem na California a reinvenção do mercado na web, como um dia ex-trotskistas impulsionaram a reinvenção do sonho americano na Guerra Fria, e que “mais do que debater os assuntos políticos urgentes do dia” a maioria dos internautas prefira dedicar-se a “fofocas sobre suas experiências pessoais, amigos, celebridades, esportes, músicas populares, programas de TV e viagens de férias”. Como um dia jovens suburbanos preferiram Elvis a Lenin. De fato, talvez a principal promessa não cumprida dos sonhos de uma nova sociedade em qualquer tempo seja a da criação de um “novo homem” correspondente. O que leva Barbrook a concluir sua viagem com um apelo à recuperação da crença na autonomia humana na escrita da história. A mensagem é clara, e transcende o meio: como qualquer tecnologia, a internet é apenas um conjunto de máquinas, e responderá aos comandos que dermos a ela. É natural que os velhos dilemas humanos se reproduzam ali, mas não se deve desanimar: já estava também em Marx que as restrições históricas e pessoais não impedem as pessoas de fazer sua própria história. “Para ser inteligente, o marxismomcluhanismo do início do século XXI deve se tornar humanista”.

Infinitude de novos capítulos a serem escritos

Nesta atualização da fé nas possibilidades utópicas, é o caso de se perguntar o que pensará Barbrook do movimento online que sustentou a eleição de Barack Obama nos Estados Unidos no ano passado. Nova síntese inspiradora ou reprodução, no presente, do passado de captura do futuro por terceiras vias fraudulentas? Mas esse já é outro lance. O fato é que entre as microdoações de Obama, a exposição de gastos públicos no Brasil, os blogs de insurgentes chineses, os remixes de DJs suecos, os novos modelos de negócios das trocas virtuais e os embates simbólicos e legislativos entre o matrix e a aldeia global, há uma infinitude de novos capítulos por serem escritos até que saibamos o final dessa história. O bom do futuro é que, por mais que não exista, ele está sempre em aberto.

JOSÉ MARCELO ZACCHI é diretor


Veja mais

ATENÇÃO
Os pedidos deste catálogo estão sujeitos a alteração sem prévia comunicação.
Os pedidos ficam condicionados a disponibilidade do estoque da Livraria Cultura e de nossos fornecedores (editoras e distribuidores).

Agora você pode participar do nosso site inserindo seus vídeos, suas imagens e links para seu blog ou website. Clique nos ícones abaixo e participe!

Envie sua imagem relacionada
Envie seu vídeo relacionado
Envie seu link relacionado

Tags deste produto O que é isso?

Até o momento, nenhuma tag foi atribuída a este produto.


Minhas Tags deste produto O que é isso?

Para atribuir suas Tags para este produto, clique aqui e faça seu login.


Tagas mais populares da Cultura O que é isso?
Buscar Tags em todos os produtos


   Últimos itens visualizados

Home | Direito de propriedade | Dúvidas (FAQ) | Quem somos | Nossas lojas | Suas compras | Frete | Fale conosco | Imprensa | Recursos Humanos | Seção - Livros | Gêneros - Filmes | Estilos - Músicas
São Paulo - Conjunto Nacional - 11 3170 4033 São Paulo - Shopping Villa Lobos - 11 3024 3599 São Paulo - Market Place Shopping Center - 11 3474 4033 São Paulo - Bourbon Shopping São Paulo - 11 3868 5100 São Paulo - Villa Daslu - 11 3170 4058


Porto Alegre - Bourbon Shopping Country - 51 3028 4033 Recife - Paço Alfândega - 81 2102 4033 Brasília - CasaPark Shopping Center - 61 3410 4033 Campinas - Shopping Center Iguatemi - 19 3751 4033
TrustSign Ebit Loja DiamanteInternet Segura Webboom RSS