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MACUNAIMA, O HEROI SEM NENHUM CARATER



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Sinopse

"Escrito em seis dias de trabalho ininterrupto, durante umas férias de fim de ano, em dezembro de 1926; corrigido e aumentado em janeiro de 1927; publicado em 1928 - Macunaíma logo se transformou no livro mais importante do nacionalismo modernista brasileiro. A impressão fulminante de obra-prima, que os companheiros de Mário de Andrade tiverem na época ao tomar contato pela primeira vez com o manuscrito, permanece até hoje, cinquenta anos depois da sua publicação."— Gilda de Mello e Souza, 1978Às margens do rio Uraricoera, na floresta Amazônica, nasceu Macunaíma, um índio negro da tribo dos Tapanhumas. Desde cedo, o "herói da nossa gente" se mostrou diferente dos outros heróis: preguiçoso, egoísta, safado, inteligente, capaz de exercer influência sobre todos à sua volta.A saga de Macunaíma – Imperador do Mato – começa quando ele perde sua muiraquitã, um amuleto de pedra que havia ganhado de Ci, a Mãe do Mato. Acompanhado de seus irmãos Maanape e Jiguê, o herói viaja para o Sul em busca do amuleto, que estava em poder do fazendeiro peruano Venceslau Pietro Pietra. Encantado com a "civilização moderna", Macunaíma se vê dividido entre seu reino e as maravilhas de "São Paulo, a maior cidade do universo".Em Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, Mário de Andrade radicaliza o uso literário da linguagem oral e popular que já havia utilizado em seus livros anteriores e mistura folclore, lendas, mitos e manifestações religiosas de vários recantos do Brasil, como se fizessem parte de uma unidade nacional.Macunaíma, que ora é índio negro ora é branco, até hoje é considerado símbolo do brasileiro em vários sentidos: o do malandro esperto, amoral, que sempre consegue o que quer, e o do povo perdido diante de suas múltiplas identidades. Nas palavras do próprio autor, "Macunaíma vive por si, porém possui um caráter que é justamente o de não ter caráter".

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