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VIDA DE TAKLA HAYMANOT



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Sinopse

Dos successos e vicissitudes do antigo reino da Ethiopia sómente se possuem noticias circumstanciadas a partir do reinado de Amda Seyon (6807-6836 M., 1315-1344 J. C.), de cujos gloriosos feitos foi conservada a narração na obra conhecida pelo nome de Historia das guerras de Amda Seyon[1]. Dos tempos anteriores não existem chronicas, apenas ha listas dos reis[2], e muito breves noticias se encontram espalhadas em differentes escriptos. Entre os documentos, que prestam mais valioso subsidio ao estudo da historia antiga de Ethiopia, são de grande importancia as vidas dos santos, que exerceram alguma influencia no mesmo paiz, quer na introducção e propagação do christianismo, quer na implantação e diffusão do monachismo, quer nas revoluções politicas. Este facto não deve causar admiração, e resulta principalmente da indole de certo modo theocratica do governo de Ethiopia, do grande poderio do clero, e das condições sociaes dos escriptores, quasi sempre ecclesiasticos[3]. Entre os santos naturaes de Ethiopia o mais eminente é sem duvida Takla Haymanot, o qual sempre foi tido pelos Abexins por varão apostolico, de analisada virtude, e maravilhoso em milagres; e se não foi o auctor e fundador da ordem monastica, que depois teve o seu nome, reformou-a e illustrou-a grandemente, de modo que ella floresceu durante seculos em numero de religiosos, em exemplo de virtudes heroicas, e em letras, quanto se podia esperar de gente, que nunca teve mestres, que lhes dessem algumas luzes das sciencias humanas, nem da theologia scholastica[4]. O zelo de Takla Haymanot não se limitou a edificar na virtude com a pregação e o exemplo os christãos do seu paiz; mas gastou a maior parte da sua vida, longa e laboriosa, na implantação da fé christã entre as gentes rudes, que habitavam as regiões meridionaes de Ethiopia, como Damot e Davaro, as quaes ainda então viviam mergulhadas no mais grosseiro gentilismo[5]. A redacção dos monges de Valdeba parece ter sido escripta no seculo XV, provavelmente no tempo do rei Zara Yaeqob (6927-6960 M., 1435-1468 J. C.); o seu auctor foi verisimilmente um monge do mosteiro de S. Samuel de Valdeba[6]. Esta redacção é a mais breve das duas; está escripta em geez puro, sem mistura de palavras amarinhas; o seu estylo é simples e elegante. D'esta redacção só existe uma copia contida no manuscripto ethiopico n.º 136 da Bibliotheca Nacional de Paris[7]; foi publicada por Conti Rossini[8]. A redacção dos monges de Dabra Libanos parece ter sido escripta tambem no seculo XV, mas posteriormente á redacção dos monges de Valdeba; o seu auctor foi verisimilmente um monge do mosteiro de Dabra Libanos. Esta redacção é muito desenvolvida; comprehende CXVI capitulos, seguidos da narrativa da trasladação das reliquias do santo e dos seus milagres; está escripta em geez puro, sem mistura de palavras amarinhas; o seu estylo é simples e elegante. D'esta redacção existem numerosas copias: no Museu Britannico dez (ms. add. 16257, mss. orient. 696, 721, 722, 723, 724, 725, 726, 727, 728)[9]; na Bibliotheca Bodleiana de Oxford uma (ms. aeth. c. 3)[10]; na Bibliotheca nacional de Paris duas (ms. eth. 137 e 138)[11]; na collecção de A. d'Abbadie uma (ms. eth. 40)[12]. Esta redacção é inedita

Detalhes do Produto

    • Ano de Edição: 2015
    • Ano:  2015
    • País de Produção: Canada
    • Código de Barras:  2000176209984
    • ISBN:  9781465570918

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