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POR QUE NAO HA RELAÇAO SEXUAL?



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Sinopse

O título deste livro é um tanto estranho - 'Por que não há relação sexual?'. Seguramente, por vivência pessoal, perguntaríamos - 'Como é possível isso, não há relação sexual?'. Responderíamos com Lacan, em todo caso, que há relações sexuais. O plural aí muda suficientemente a questão para que pensemos, com efeito, que, quando Lacan afirma que 'não há relação sexual', não fala das relações sexuais, mas de um conceito particular e apresenta esse conceito em termos negativos - não há relação sexual. Diante disso, a pergunta que apresento é - 'Por que não há relação sexual?'. A afirmação de Lacan nos leva a tentar justificar o porquê desse conceito, o conceito de que não há relação sexual. O termo francês rapport se traduz por 'relação' ou 'proporção', podendo tratar-se ainda de um 'relato', um 'informe'. Há três acepções, portanto, e das três teríamos que tomar efetivamente as três - proporção, relação e relato. Talvez a que melhor possa dar conta do que se trata, pelo menos em um sentido quase intuitivo, seja a de 'proporção'. Recordemos que proporção evidentemente implica uma relação de acoplamento, de adequação. Poder-se-ia dizer que se trata de alguma coisa que se encaixa exatamente noutra coisa. Esses são dois termos para iniciar essa reflexão, precisamente os dois termos pelos quais se deveria começar e que surgiram, como vemos, quase de modo imprevisto. Aqui surge nova indagação - o que se supõe obter na assim chamada relação sexual, em termos imaginários, do cotidiano? - Supõe-se que dois fazem um! Que no acoplamento sexual, por meio do coito, logrem ser exatamente um. Aparentemente afirma-se isso. Lembremos do clássico mito do andrógino, de Platão - que Freud toma literalmente do Banquete -, que diz em seu discurso sobre o amor, pela boca de Aristófanes, que há efetivamente dois sexos. Como é que chegaram a ser esses dois sexos, já que de início só havia um? Foram castigados, dividiram-se e logo tenderam a buscar um ao outro para amar numa relação sexual, através da qual pudessem encaixar-se exatamente homem quase se poderia dar por resolvida a questão. Há um? Pois bem, pareceria então que as relações sexuais viessem a confirmar efetivamente que há um! A esse respeito Lacan vai dizer que há um, mas há um que depende do Outro, e esse é um conceito-chave em sua obra. Quem é esse Outro? Não é esse outro escrito com a minúsculo que indica o próximo, o semelhante, o da relação bipessoal, interpessoal, intersubjetiva. Esse outro é justamente o que marca uma relação dual. É com esse a do pequeno autre/outro que o psicanalista deve romper para centrar sua atenção nesse outro A, nesse Autre/Outro que é o lugar da palavra, tesouro do significante, conforme diz Lacan. Esse Outro não é nem de um nem de outro, não é das pessoas; esse Outro é um lugar virtual que transcende as pessoas e por isso ele o chama de Outro transindividual. 'Trans' - atravessa os indivíduos.

Detalhes do Produto

    • Ano de Edição: 2016
    • Ano:  2006
    • País de Produção: Brazil
    • Código de Barras:  9788577240111
    • ISBN:  8577240118
    • Encadernação:  BROCHURA
    • Peso: 0.49 kg
    • Complemento:  NENHUM

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